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Gestão de pneus

Recapagem de pneus: as 12 etapas do processo

Jade Zart Jade Zart 6 min de leitura
Recapagem de pneus: as 12 etapas do processo

Para aumentar as economias da frota, o processo de recapagem de pneus é uma prática comum quando a carcaça ainda reúne condições de reforma.

Porém, nem sempre ele é possível. Em muitos casos, os gestores se deparam com a recusa de recape: a impossibilidade de reaproveitar o pneu para receber uma nova banda de rodagem.

Isso acontece quando os pneus já sofreram danos excessivos, que já são visíveis externamente, ou que prejudicaram a estrutura interna dos pneus. Caso você não tenha estabelecido ainda uma gestão de pneus efetiva na sua operação, já deve ter se deparado com essa recusa.

A recapagem é uma forma de reforma em que o pneu recebe a substituição da banda de rodagem. Por isso, além da análise da carcaça, o serviço precisa observar os requisitos aplicáveis à reforma de pneus e à avaliação de conformidade.

Para entender melhor como funciona o processo de recapagem de pneus, confira a seguir o passo a passo:

  1. Coleta dos pneus;
  2. Limpeza;
  3. Inspeção inicial;
  4. Raspagem;
  5. Escareação;
  6. Conserto;
  7. Enchimento;
  8. Segunda inspeção;
  9. Cimentação;
  10. Aplicação da banda; 
  11. Vulcanização;
  12. Inspeção final e controle de qualidade.

Passo a passo do processo de recapagem de pneus:

1 – Coleta dos pneus

A primeira etapa da recapagem é a coleta dos pneus que são encaminhados a este processo pela gestão da frota. Ou seja, quando o gestor identifica um determinado nível de desgaste dos pneus, eles são retirados do veículo e encaminhados para a análise de carcaça.

O controle da profundidade dos sulcos ajuda a determinar o momento certo para avaliar recapagem ou substituição, e também contribui para manter o CPK do pneu sob controle.

Geralmente, cada pneu coletado recebe uma nota fiscal e uma identificação dos pneus, mostrando também qual é o serviço que deve ser realizado no ativo.

2 – Limpeza

A limpeza é uma etapa do processo de recapagem de pneus que é considerada crucial, pois ela auxilia na confiabilidade da inspeção dos pneus, isto é, na próxima etapa. Dessa forma, garantindo maior sucesso ao final do processo.

Nela, utiliza-se uma máquina de escovas de aço para diminuir os resíduos na borracha e facilitar a inspeção do pneu.

3 – Inspeção inicial

Nesse momento, os analistas da recapadora precisam entender se o pneu está apto a passar pelo processo de recapagem. Para isso, o examinador busca por danos visíveis, um critério que desclassifica o pneu e gera a recusa de recape.

Porém, essa é apenas a inspeção inicial. Algumas etapas à frente, temos também a escareação, onde serão definidos com maior certeza os danos dos pneus e da carcaça.

4 – Raspagem

Antes de ser recapado, é necessário primeiro retirar a borracha já presente no pneu a fim de possibilitar a colocação de uma nova banda de rodagem. Essa é a etapa do processo de recapagem de pneus que se chama “raspagem”.

5 – Escareação (tratamento)

Essa é a etapa onde acontecem os reparos de cortes e danos encontrados na carcaça, como a retirada de peças oxidadas. Trata-se de um passo fundamental para prolongar a vida útil do pneu e fazer a recapagem realmente valer a pena.

6 – Conserto

Caso alguns danos não consigam ser corrigidos na etapa de escareação, deve-se realizar essa segunda parte de consertos. Nela, costuma acontecer uma reconstrução mais completa da estrutura do pneu, pois os danos já foram mais profundos.

7 – Enchimento

O enchimento é a etapa de repor a borracha que ficou irregular nas etapas anteriores. Assim, nivelando todos os possíveis furos que estiverem presentes.

8 – Segunda inspeção

Essa etapa não é uma prática obrigatória do processo de recapagem de pneus, mas auxilia na prevenção de que o pneu passe às próximas etapas ainda com algum defeito que atrapalhe os resultados finais da reforma.

Trata-se de uma análise mais rápida e generalizada do pneu como um todo, garantindo sua qualidade para dar sequência no recape. Porém, nem todas as empresas de recape fazem essa verificação neste momento.

9 – Cimentação

A cimentação, também conhecida como “aplicação de cola”, é a imunização da carcaça para que o pneu fique pronto para receber as demais etapas do processo de recapagem.

10 – Aplicação de banda

Com todos os passos de preparação anteriores, o pneu agora está apto a receber a nova banda de rodagem. Antes de ser aplicada, a banda também passa por um processo de adequação, sendo cortada no tamanho e diâmetro exatos para o pneu em reforma.

Já a aplicação acontece através de uma máquina, geralmente chamada “builder”, na qual o operador realiza as configurações necessárias para que o pneu e a banda tenham um encaixe adequado — inflando o pneu na pressão correta, determinando a folga das emendas e aplicando a banda.

Por último, a máquina faz a roletagem ou envelopamento, retirando o ar excessivo entre a banda e a carcaça.

Uma parte importante desse processo de recapagem de pneus é a identificação em cada banda aplicada, disponibilizada pela própria recapadora. Dessa forma, permitindo um controle de qualidade e segurança da quantidade de recapes realizados em cada pneu.

11 – Vulcanização

Na vulcanização, o pneu é submetido a diferentes temperaturas, tempo e pressão. Para cada modelo e borracha de banda de rodagem, essas condições são específicas, sendo necessário bastante atenção e cuidado do operador para não cometer erros durante a etapa.

O objetivo da vulcanização é garantir uma melhor adesão dos sulcos à carcaça.

12 – Inspeção final e controle de qualidade

No final de todo esse processo de recapagem de pneus, uma última inspeção ainda se faz necessária. Nela, o operador realiza uma análise em busca de falhas que possam ter acontecido em alguma das etapas anteriores.

Se reprovados, os pneus geralmente são descartados, pois sua reforma não foi possível e uma nova realização do processo é inviável. Caso aprovados, seguem para emissão de documentos fiscais e envio à empresa solicitante do serviço.

Entenda o momento ideal para recapar os pneus da sua frota:

Por que fazer o processo de recapagem de pneus?

É um meio de economizar o orçamento da frota, visto que a recapagem costuma ter valor menor que a aquisição de um novo pneu. Além disso, quando o processo é realizado da maneira correta e a carcaça está em boas condições, o pneu pode continuar rodando por mais tempo — e, dependendo da avaliação técnica, até ser recapado novamente.

Os preços variam dependendo da região, do tipo de pneu, da recapadora e da condição da carcaça. Por isso, em vez de usar uma média antiga como regra, o ideal é comparar cotações atuais de pneu novo e recapagem, considerando também a segurança, a conformidade do serviço e o histórico de desgaste da frota.

Para você garantir que o processo de recapagem de pneus seja realizado, evitando que eles sejam recusados durante a inspeção de carcaça, a gestão de pneus é fundamental.

Através dela, você controla os níveis de desgaste e entende quando há problemas que poderiam levar à esta recusa de recape. Esse acompanhamento ajuda a enviar o pneu para avaliação no momento certo, antes que o desgaste ou os danos inviabilizem a reforma.

Para conferir mais sobre o assunto, faça o download de nosso material gratuito: Gestão de Pneus na Frota – Como trazer mais economia e produtividade na sua operação de transporte.

Perguntas frequentes

Quais são as etapas do processo de recapagem de pneus?

São doze, nesta ordem: coleta dos pneus, limpeza, inspeção inicial, raspagem, escareação, conserto, enchimento, segunda inspeção, cimentação, aplicação da banda, vulcanização e inspeção final com controle de qualidade. A segunda inspeção não é uma prática obrigatória e nem todas as recapadoras a fazem nesse momento; ela serve para evitar que o pneu siga adiante com algum defeito que atrapalhe o resultado da reforma.

Quanto custa recapar um pneu em comparação a comprar um novo?

Os preços mudam conforme região, medida do pneu, recapadora, condição da carcaça e momento de compra. Como não há uma média atual única que sirva para toda frota, a comparação mais segura é fazer cotações recentes de pneu novo e recapagem e avaliar também a conformidade do serviço, a segurança e o histórico de desgaste.

Por que um pneu recebe recusa de recape?

A recusa acontece quando o pneu já sofreu danos excessivos, visíveis externamente, ou danos que prejudicaram a estrutura interna. Quem identifica isso é o examinador da recapadora, na inspeção inicial: danos visíveis desclassificam o pneu. Manter uma gestão de pneus efetiva na operação ajuda a controlar os níveis de desgaste e entender quando há problemas que poderiam levar à recusa.

O que acontece na etapa de escareação?

É a etapa em que cortes e outros danos da carcaça são reparados, com a retirada das peças oxidadas. Esse passo é fundamental para estender a vida útil do pneu e fazer com que a recapagem valha a pena. O dano que não puder ser corrigido ali segue para a etapa seguinte, o conserto, onde a estrutura costuma passar por uma reconstrução mais completa.

Como saber quantas vezes um pneu já foi recapado?

A própria recapadora disponibiliza uma identificação para cada banda aplicada, e é ela que sustenta o controle de qualidade e de segurança sobre a quantidade de recapes realizados em cada pneu. Antes, na coleta, cada pneu enviado costuma receber nota fiscal e identificação, que apontam também o serviço a ser executado naquele ativo.

Para que serve a vulcanização na recapagem?

Nessa etapa o pneu é submetido a diferentes temperaturas, tempos e pressões, e o objetivo é fazer os sulcos aderirem melhor à carcaça. Como as condições variam conforme o modelo e conforme a borracha da banda de rodagem, o operador precisa de atenção e cuidado. Depois da vulcanização, restam a inspeção final e o controle de qualidade.

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