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Gestão de pneus

Os 5 tipos de pneu de empilhadeira e onde usar cada um

Luiz Felipe Luiz Felipe 6 min de leitura
Os 5 tipos de pneu de empilhadeira e onde usar cada um

Que tal reduzir custos com os pneus de empilhadeira da sua empresa? Confira as informações mais importantes sobre eles a seguir.

Há vários detalhes para você considerar antes de escolher um pneu para a sua empilhadeira e ainda mais para cuidar deles depois de instalados.

Por exemplo, há tipos de pneus mais recomendados para solos pavimentados, outros para solos internos e outros para solos irregulares. A escolha também muda conforme a forma de uso da empilhadeira, por isso a recomendação do fabricante da máquina deve orientar a decisão. Para entender mais sobre isso, montamos este breve guia. Leia mais.

Quais são os tipos de pneus para empilhadeira?

Eles podem ser divididos em cinco categorias. Entre os tipos mais comuns de pneus de empilhadeira estão os pneumáticos, os sólidos e os de poliuretano; além deles, o mercado também usa construções superelásticas e cushion em aplicações específicas.

Pneumáticos

Estes possuem câmara de ar. Ou seja, é necessário realizar a calibragem deles e o controle de pressão seguindo um cronograma de inspeção.

Embora tenham pneus de manutenção mais simples, os pneumáticos são muito utilizados quando a operação precisa de melhor amortecimento dos impactos do veículo com o solo. Isso acontece por conta da sua composição com uma borracha forte e resistente. Por esse mesmo motivo, também são pneus indicados para terrenos irregulares, desde que o modelo seja compatível com a empilhadeira e com a aplicação.

Sólidos

Por serem pneus produzidos com borracha dura, o amortecimento de impactos é menor. Consequentemente, é um tipo menos utilizado quando a operação depende de conforto e absorção de irregularidades.

O que você precisa saber sobre ele é que: pode ser usado tanto em áreas internas quanto externas, mas deve-se evitar o uso em superfícies irregulares quando o fabricante do equipamento ou do pneu não recomendar essa aplicação.

Poliuretano

Este é um tipo bastante usado em empilhadeiras elétricas e em operações internas. O seu design é realizado de maneira que funciona sendo pressionado sobre a roda do veículo, quase “substituindo” a função desta.

Principalmente usado em ambientes internos, não tem um bom desempenho em terrenos acidentados.

Superelásticos

Esse tipo é maciço e recomendado para terrenos como asfalto e cimento queimado. Isto é: terrenos regulares. Por possuírem uma alternativa na cor branca, que não mancha o chão, são a opção para indústrias farmacêuticas, químicas e alimentícias.

Uma vantagem deles: assim como os pneus sólidos, os superelásticos não precisam ser calibrados.

Cushion

Este é como um subproduto dos pneus superelásticos. Por isso, também são maciços, mas o diferencial deles é que são produzidos com borracha vulcanizada.

Onde utilizar eles? Em operações pavimentadas de pisos lisos internos.

Qual o pneu certo para a sua frota de empilhadeiras?

A resposta aqui é curta e simples: use o modelo recomendado pelo fabricante do veículo.

A verdade é que escolher os pneus errados pode gerar diversos resultados negativos. Entre eles: danos na máquina, manchas e danos em ambientes de trabalho e atraso das operações. Como os pneus variam por construção e por aplicação, vale confirmar se o tipo escolhido combina com o piso, com a carga, com o ambiente e com a forma como a empilhadeira é usada.

Quando trocar os pneus de empilhadeira?

Na mesma medida em que você precisa escolher os pneus da sua empilhadeira, também precisa saber qual a hora certa de trocá-los.

As indicações são trocar ou retirar de operação para avaliação quando:

  • estiver liso, poroso ou atingir o limite de desgaste indicado para aquele modelo de pneu;
  • tiver cortes, fissuras, falhas, arrancamentos ou desigualdades entre os componentes;
  • houver desgaste excessivo ou irregular;
  • o pneu não atender mais à condição segura de uso definida pelo fabricante, pela manutenção ou pela inspeção da operação.

Quais os riscos de não trocar os pneus que atingiram seu limite de uso? Estes incluem acidentes, danos em cargas, aumento do consumo de combustível e perda de veículos.

Um cuidado importante é não aplicar a mesma régua a todos os tipos. Pneus pneumáticos, sólidos, de poliuretano, superelásticos e cushion têm construções diferentes; por isso, a inspeção precisa considerar o tipo de pneu, a condição visual e a recomendação do fabricante.

É possível recapar esses pneus?

Sim, porém, a possibilidade depende do tipo de pneu, da construção e do estado da carcaça. Por isso, antes de planejar a troca da banda de rodagem, confirme se o modelo aceita esse processo e se a condição do pneu permite a reforma.

Outra diferença:

Enquanto pneus de caminhão ou ônibus podem passar por reformas quando bem conservados e dentro dos critérios técnicos aplicáveis, os pneus de empilhadeira exigem uma avaliação mais específica. Não vale assumir um número universal de recapagens para todas as construções.

Para realizar a recapagem, a carcaça não pode estar danificada. Portanto, a remoção do pneu deve acontecer antes de o desgaste comprometer a estrutura e sempre de acordo com o limite aplicável ao modelo.

O que causa desgaste nos pneus de empilhadeira?

Essa é uma pergunta essencial. O desgaste excessivo, geralmente, é uma das principais causas de perda precoce dos pneus. Por isso, preste atenção na resposta:

Pressão baixa

Claro, esse problema é específico para os tipos de pneus de empilhadeira que necessitam da calibragem. O que acontece com a baixa quantidade de ar nos pneus é que eles terão uma flexão excessiva nas paredes laterais.

Além de mexer na estrutura do pneu, irá causar um aumento de temperatura e aumentar o desgaste destas peças.

Algumas causas da perda de pressão podem ser pelo protetor danificado ou mal posicionado, válvula curta, descentralizada ou sem tampa, entre outros. Em pneus com ar, a pressão deve fazer parte da verificação de rotina.

Pressão alta

Na mesma lógica, apenas pneus que têm câmara de ar terão o desgaste por pressão alta. O que acontece é que a carcaça terá uma tensão excessiva e acabará perdendo a capacidade de flexão.

Como consequência, o amortecimento será prejudicado e o pneu irá sofrer mais com rupturas e danos.

Manutenção da empilhadeira

A manutenção do veículo também é um cuidado essencial para as empilhadeiras. Tarefas como o alinhamento e balanceamento da máquina devem ser rotineiras para evitar o desgaste dos pneus.

A condição dos pneus também deve entrar na inspeção diária da empilhadeira, com atenção a cortes, arrancamentos e outros danos visíveis. Esse hábito ajuda a encontrar problemas antes que eles avancem para uma parada maior ou para uma condição insegura de uso.

Operação da empilhadeira

O modo de dirigir está diretamente relacionado à conservação dos pneus. Desse modo, alta velocidade, arranques e frenagens bruscas ou usar o reverso sem parar a máquina antes são ações comuns que aumentam o desgaste da borracha dos pneus.

Além disso, evite o excesso de peso nas empilhadeiras.

Quais os cuidados ideais para pneus de empilhadeira?

Os pneus de empilhadeira requerem manutenção constante, assim como qualquer outro tipo de pneu.

Assim, desde o controle de calibragem, remoção de detritos dos sulcos e banda de rodagem até a identificação de rachaduras, cortes, arrancamentos e danos por impactos devem fazer parte do dia a dia de um gestor de frota de empilhadeiras.

Ao unirmos todos os cuidados para melhorar a durabilidade dos pneus, esta é a lista completa:

  • fazer a calibragem correta nos pneus com ar;
  • circular na velocidade recomendada pelo fabricante;
  • evitar arrancadas e freadas bruscas;
  • evitar longas exposições em pisos não pavimentados e irregulares quando o pneu não for indicado para esse uso;
  • manter o eixo alinhado;
  • realizar a manutenção preventiva com frequência;
  • inspecionar cortes, arrancamentos, fissuras e outros danos visíveis;
  • fazer o controle de pneus.

Para conhecer uma solução de gestão de pneus tecnológica, confira o Prolog App.

Perguntas frequentes

Quais são os tipos de pneu de empilhadeira e onde cada um se encaixa?

Entre os tipos mais comuns estão pneumático, sólido e poliuretano. Também há superelástico e cushion em aplicações específicas. O pneumático usa ar e pede calibragem; o sólido tem borracha dura; o poliuretano é comum em áreas internas e empilhadeiras elétricas; o superelástico atende pisos regulares; e o cushion costuma ser usado em pisos lisos internos pavimentados.

Como escolher o pneu certo para a frota de empilhadeiras?

Use o modelo recomendado pelo fabricante do veículo e considere como a empilhadeira é usada. Escolher errado pode gerar danos na máquina, manchas e estragos no ambiente de trabalho e atraso das operações. Piso, carga, ambiente e tipo de aplicação precisam entrar na avaliação.

Quando trocar o pneu da empilhadeira?

Troque ou retire para avaliação quando o pneu estiver liso, poroso, com cortes, fissuras, falhas, arrancamentos, desgaste excessivo ou desigualdades entre componentes. O limite não deve ser tratado como igual para todos os tipos: pneumático, sólido, poliuretano, superelástico e cushion precisam seguir a condição do pneu e a recomendação aplicável ao modelo.

Dá para recapar pneu de empilhadeira?

Depende do tipo de pneu, da construção e do estado da carcaça. Antes de planejar a troca da banda de rodagem, confirme se o modelo aceita esse processo. A carcaça não pode estar danificada, então a avaliação deve acontecer antes de o desgaste comprometer a estrutura.

O que mais causa desgaste nesses pneus?

Pressão fora do ideal, manutenção e modo de operar. Pressão baixa ou alta afeta apenas pneus com ar: com pressão baixa, as paredes laterais flexionam demais; com pressão alta, a carcaça fica tensionada e perde capacidade de flexão. Também pesam alinhamento e balanceamento em atraso, alta velocidade, arranques e frenagens bruscas e excesso de peso.

Quais cuidados prolongam a vida dos pneus de empilhadeira?

A lista reúne calibragem correta nos pneus com ar, circulação na velocidade recomendada pelo fabricante, ausência de arrancadas e freadas bruscas, menos exposição a pisos incompatíveis, eixo alinhado, manutenção preventiva frequente e controle de pneus. No dia a dia, inclua inspeção de cortes, arrancamentos, fissuras e danos causados por impactos.

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