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Gestão de pneus

Marca de fogo no pneu: o que é o número e como fazer

Jean Zart Jean Zart 7 min de leitura
Marca de fogo no pneu: o que é o número e como fazer

A marca de fogo é o primeiro passo para iniciar a gestão de pneus da sua frota. Você já enfrentou dificuldades para controlar a vida útil dos pneus da sua frota?

Sem essa marcação você não tem como diferenciar os pneus e, a partir disso, muitos erros podem acontecer. Na prática, não tem como fazer o controle de pneus sem ter uma identificação individual para cada ativo.

Então, vamos entrar em mais detalhes:

O que é a marca de fogo do pneu?

A marca de fogo do pneu é o processo de gravação de uma identificação única diretamente na carcaça do pneu utilizando uma ferramenta aquecida. Essa identificação geralmente é composta por números, letras ou códigos, que servem como o “RG” do pneu dentro da frota.

Como você deve saber, cada veículo tem, pelo menos, 4 pneus. Então, além de facilitar o controle, a marca de fogo organiza toda a gestão de pneus da sua frota desde o início, permitindo acompanhar o desempenho individual de cada peça.

Sem uma identificação própria da frota, é impossível rastrear o histórico interno dos pneus e monitorar aspectos como desgaste, recapagens e tempo de vida útil.

Vale diferenciar essa marcação dos códigos que já aparecem na lateral do pneu. O pneu pode trazer marcações de fábrica, como informações técnicas, índice de carga e um número de identificação do pneu, mas esses dados não substituem um código único criado para o controle da sua operação.

A marcação também ajuda a evitar problemas comuns, como misturar pneus de diferentes lotes ou perder carcaças recapáveis. Resumindo, é o primeiro passo para transformar o caos em um sistema organizado e eficiente.

Por que ela é necessária?

A marca de fogo é necessária porque, sem ela, o controle de pneus fica inviável. Pneus são ativos valiosos para qualquer frota, e sua gestão adequada pode gerar economia e segurança.

Seus principais benefícios são:

  • Identificação individual: cada pneu recebe uma “identidade”, facilitando seu acompanhamento na frota.
  • Histórico completo: a marcação permite registrar informações essenciais, como quilômetros rodados, recapagens e posição em veículos.
  • Planejamento de manutenção: com a marcação, fica mais fácil identificar o momento certo para recapagem ou substituição.
  • Redução de desperdício: pneus identificados têm maior rastreabilidade, o que evita perda ou descarte prematuro de carcaças ainda úteis.

Sem a marca de fogo, qualquer tentativa de controle será genérica, tornando impossível identificar gargalos ou oportunidades de melhoria.

E, você pode perguntar, qual a necessidade do controle de pneus?

Bom, com esse controle, você consegue identificar o momento certo para enviar para a recapagem, localizar o pneu com facilidade — se está aplicado, em qual veículo e posição está sendo usado —, identificar qual pneu tem o melhor custo-benefício para suas operações, entre muitas outras coisas.

O controle também ganha qualidade quando a identificação aparece junto das inspeções de rotina. Nessas verificações, é possível observar pressão, desgaste da banda de rodagem e danos no pneu, sempre relacionando o apontamento ao ativo correto.

Download planilha de controle de pneus.

Como fazer a marca de fogo na sua frota?

Existe um aparelho específico para isso: o marcador elétrico para pneu. Você pode notar que pneus novos têm um espaço próximo aos dados do pneu aplicados pela fornecedora e este é determinado para a marcação a fogo.

Dessa forma, evita que a informação se perca numa eventual reforma de pneu.

Apesar de ser necessário marcar os pneus com uma empresa ou profissional especializado, para evitar danos na borracha ou carcaça, o passo a passo é simples:

  • Adquira o equipamento certo
  • Escolha o local correto no pneu
  • Defina o sistema de identificação
  • Realize a gravação

Antes de gravar, vale padronizar a lógica da numeração. Um sistema simples pode combinar a unidade da frota, o tipo de ativo e uma sequência progressiva; por exemplo, uma operação poderia usar códigos como SP-TR-0001 para o primeiro pneu de uma unidade. O ponto mais importante é que o padrão seja único, fácil de ler e aplicado do mesmo jeito em todos os pneus.

Também é importante registrar quem fez a marcação, em qual data e qual código foi gravado. Assim, quando o pneu entrar em operação, for movimentado, passar por inspeção ou seguir para recapagem, a equipe usa sempre a mesma referência.

Após marcado, o pneu só precisa ser registrado no seu software de gestão e estará pronto para iniciar o uso e acompanhamento.

Talvez você possa querer saber também: por que esse número não vem “de fábrica”?

Nem sempre você compra pneus de uma mesma empresa e se cada uma usasse um sistema de marcação para identificar pneus poderiam acontecer de ter o mesmo número de ID para dois pneus de marcas diferentes. Ou seja: dificultando o controle do gestor.

Além disso, os códigos de fábrica atendem a finalidades do fabricante e de informações técnicas do produto. Eles ajudam a identificar características do pneu, mas não dizem como aquele ativo é usado dentro da sua frota, em qual veículo rodou, por quais posições passou ou quantas reformas recebeu no histórico da operação.

Por isso, a marca de fogo deve ser feita por cada gestor em sua frota. E cada frota pode registrar o pneu com uma identificação adequada para controle próprio.

Tem outras maneiras de fazer a identificação dos pneus?

Sim, existem outras maneiras de identificar pneus além da marcação a fogo. Algumas delas incluem etiquetas adesivas, que são fáceis de aplicar, mas têm baixa durabilidade em condições extremas.

Outra opção são as etiquetas RFID (Identificação por Rádio Frequência). Elas podem funcionar bem para rastreamento remoto do ativo identificado, mas requerem investimento inicial elevado e equipamentos específicos.

Depois também há as canetas marcadoras permanentes específicas para pneus, simples e baratas, porém, sujeitas a desgaste.

Todas são alternativas viáveis, mas algumas têm limitações em termos de durabilidade e custo-benefício, especialmente em condições severas de uso, como as canetas marcadoras, enquanto outras podem ter custos de aquisição ou manutenção mais altos, como as etiquetas RFID.

Na escolha entre esses métodos, considere o ambiente de operação, a frequência de recapagens, a facilidade de leitura do código e a disciplina da equipe para registrar as movimentações. A melhor identificação é aquela que continua legível e que realmente alimenta o controle da frota.

A marcação a fogo é a melhor forma de identificar os pneus?

A marcação a fogo é amplamente reconhecida como a melhor forma de identificação para frotas por conta de sua durabilidade e simplicidade. Porém, sua eficiência depende do contexto e das necessidades da sua frota.

Então, quando a marca de fogo do pneu é a melhor opção? Quando se busca uma solução duradoura e resistente a condições adversas, pode optar por ela.

Em frotas com pneus sujeitos a recapagens frequentes, onde outras marcas podem ser apagadas, você também deve escolher a marca de fogo.

Da mesma forma, frotas que operam em terrenos acidentados ou expostas a condições climáticas extremas podem se beneficiar muito da marcação a fogo, já que ela é resistente e duradoura.

Independentemente da escolha, o mais importante é garantir que o método de identificação escolhido seja integrado ao sistema de gestão da frota, otimizando o controle e os resultados.

Após a marcação a fogo do pneu: o controle de pneus.

A marcação é apenas um dos primeiros processos de gestão de pneus. Após identificar cada pneu, é essencial registrar todas as informações em um sistema de controle para acompanhar sua performance ao longo do tempo.

Ao contrário do que você pode ouvir por aí, essa gestão não tem nada de complicado, desde que você utilize as ferramentas certas para isso. Tentar fazer todo o controle através de planilhas e inspeções manuais, sim, se torna maçante e consome muito tempo.

Porém, com ferramentas digitais, como o sistema de gestão de pneus da Prolog, o controle individual de cada pneu fica centralizado: desgaste, recapagem, ciclo de vida e custo por pneu passam a ser acompanhados no mesmo histórico.

Comece agora a organizar sua gestão de pneus com facilidade. Baixe nossa planilha gratuita de controle de pneus e simplifique suas operações!

Perguntas frequentes

O que é a marca de fogo do pneu?

É uma identificação única gravada direto na carcaça com uma ferramenta aquecida. Essa identificação, geralmente composta por números, letras ou códigos, funciona como o RG daquele pneu dentro da frota e permite acompanhar o desempenho de cada peça individualmente. Sem essa marcação, fica difícil rastrear o histórico do ativo e saber quantos quilômetros ele já rodou, quantas recapagens teve ou em que veículo e posição esteve.

Como fazer a marca de fogo na frota?

Usa-se um aparelho específico, o marcador elétrico para pneu. Pneus novos costumam ter, perto dos dados aplicados pela fornecedora, um espaço reservado para essa gravação — usá-lo evita que a informação se perca em uma eventual reforma do pneu. O passo a passo é simples: adquirir o equipamento certo, escolher o local correto no pneu, definir o sistema de identificação e realizar a gravação. Convém recorrer a empresa ou profissional especializado, para não danificar a borracha ou a carcaça.

Como definir a numeração da marca de fogo?

A numeração precisa ser única dentro da frota e fácil de repetir pela equipe. Um padrão simples pode combinar unidade, tipo de ativo e sequência progressiva, desde que não gere códigos duplicados. Depois da gravação, o mesmo código deve ser registrado no sistema de controle para acompanhar movimentações, inspeções, recapagens e custos daquele pneu.

Por que esse número não vem de fábrica?

Porque a numeração precisa ser única dentro da frota, não apenas dentro da marca. O pneu já pode trazer códigos e marcações técnicas na lateral, mas eles não mostram o histórico operacional daquele ativo na sua empresa. Se cada fabricante usasse o próprio sistema como controle da frota, dois pneus de marcas diferentes poderiam acabar com o mesmo número de ID, o que dificultaria o controle do gestor.

Quais são as alternativas à marcação a fogo?

Há pelo menos três. Etiquetas adesivas se aplicam com facilidade, mas duram pouco em condições extremas. Etiquetas RFID podem funcionar para rastreamento remoto do ativo identificado, porém exigem investimento inicial elevado e equipamentos específicos. Canetas marcadoras permanentes feitas para pneus são simples e baratas, mas ficam sujeitas a desgaste. Todas são alternativas viáveis; a diferença está nos limites de durabilidade e no custo de aquisição ou manutenção.

Em que situações a marca de fogo é a melhor escolha?

Quando o que se procura é durabilidade e resistência a condições adversas. Ela é indicada para frotas cujos pneus passam por recapagens frequentes, situação em que outras marcações podem ser apagadas, e para operações em terreno acidentado ou sob clima extremo. Ainda assim, a eficiência varia conforme o contexto e as necessidades da frota — e, seja qual for o método, ele precisa estar integrado ao sistema de gestão.

O que vem depois da marcação?

O registro no sistema de controle. Marcar o pneu é só um dos primeiros processos da gestão de pneus: depois de identificar cada peça, é preciso lançar as informações em um sistema para acompanhar a performance ao longo do tempo. Com esse histórico, fica possível saber a hora certa de enviar o pneu para a recapagem, localizar em qual veículo e posição ele está e comparar qual opção oferece melhor custo-benefício.

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