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Gestão de consumo de combustível

Gestão de abastecimento: como reduzir custos

Jade Zart Jade Zart 8 min de leitura
Gestão de abastecimento: como reduzir custos

Uma das principais tarefas da gestão de abastecimento é transformar os abastecimentos da frota em informação útil para a operação. Isso inclui analisar a conduta dos motoristas durante suas viagens, acompanhar os registros de combustível e, com isso, planejar soluções alinhadas às metas da empresa.

Porém, o foco principal dessa área da gestão de frotas continua sendo conseguir mais economia de combustível: traçar rotas de quilometragem menor, abastecer em postos parceiros e autorizados, enxergar melhor os valores pagos e entender quais gastos se repetem todos os meses.

O que é gestão de abastecimento?

A gestão de abastecimento é o controle dos abastecimentos da frota, desde o valor e o volume de combustível até o quanto a operação gasta ao final de cada viagem, rota, veículo ou motorista.

Por isso, na rotina dessa gestão, também está incluso o acompanhamento das viagens e motoristas, a fim de identificar o consumo médio por rota e comparar o que foi planejado com o que foi executado.

O objetivo central é identificar gargalos que aumentam o consumo — como rota mal planejada, abastecimento fora do padrão, combustível de procedência duvidosa, excesso de paradas ou condução agressiva — e traçar soluções que diminuam riscos, desperdícios e despesas.

Por que fazer a gestão de abastecimento?

Porque ela é um caminho direto para reduzir custos excessivos com combustível na frota sem depender apenas de cortes pontuais.

A gestão de frotas atua no gerenciamento de todos os veículos da empresa, como empilhadeiras, carros, vans e caminhões. De modo geral, ela serve para organizar, desenvolver e acompanhar as despesas e atividades relacionadas ao uso desses veículos.

Quando se trata da gestão de abastecimento, os condutores são uma parte fundamental do processo. No modelo mais simples, são eles que recolhem as notas fiscais em cada posto e entregam ao gestor, que depois consolida litros, valores, veículo, motorista, posto e quilometragem.

No caso de uma frota modernizada, o uso de uma tecnologia como o sistema de gestão de abastecimento traz maior agilidade e praticidade a esse controle, pois os motoristas utilizam cartões específicos que já são integrados ao software.

Dessa forma, o gestor lê e controla todos os valores direto da central da operação, reduz retrabalho de digitação, encontra divergências com mais rapidez e consegue comparar abastecimentos de períodos diferentes sem depender de papéis soltos.

Quais são os benefícios da gestão de abastecimento?

Redução de custos

A empresa procura postos conveniados que oferecem menor preço, verifica se a revenda opera de forma regular e abastece com o tipo ideal de combustível para cada veículo. Para vender combustível automotivo, a empresa precisa de autorização da ANP, e a consulta aos dados cadastrais e à situação do revendedor ajuda a dar mais segurança à escolha do posto.

Além disso, com o registro de cada abastecimento e o controle da quilometragem dos veículos, para entender quanto combustível a frota consome em cada viagem, o gestor recebe uma visualização mais clara para identificar onde estão os maiores gastos e as melhores oportunidades de economia.

Maior eficiência dos veículos

A gestão de combustível ajuda a garantir que o veículo receba um insumo adequado, o que favorece melhor desempenho nas operações. Com esse controle, você também identifica mais facilmente a procedência do combustível em uso.

Isso porque, quando o combustível é inadequado ou de baixa qualidade, o consumo pode fugir do padrão, aumentando os valores abastecidos, reduzindo o desempenho em rota e exigindo mais paradas do motorista para abastecer.

Inclusive, problemas relacionados ao combustível podem afetar peças do veículo e gerar maior necessidade de manutenções corretivas. Também vale acompanhar sinais mecânicos e de condução: direção agressiva, com acelerações e frenagens bruscas, desperdiça combustível, e manter o veículo parado em marcha lenta também consome combustível.

Melhoria nas tomadas de decisões

O uso de indicadores de desempenho na frota promove melhorias no ambiente corporativo, já que o sistema armazena os dados e forma um histórico para qualquer processo da frota.

Falando em gestão de manutenção, esses indicadores geram um conhecimento crucial para o decisor, como:

  • Qual é o veículo de maior consumo de combustível;
  • Valor total abastecido por veículo e/ou motorista;
  • Custo total com manutenções da frota e quais tiveram origem em problemas com combustível e abastecimento.

Com indicadores consistentes, a gestão deixa de agir apenas quando a conta do mês fecha alta. Ela passa a comparar médias, investigar exceções, definir metas por perfil de rota e priorizar ações de manutenção, treinamento ou negociação com postos.

Como é uma rotina de gestão de abastecimento?

Quando falamos em gestão de abastecimento, o controle do consumo de combustível da frota acaba fazendo parte desta gestão, certo?

Na prática, a rotina precisa registrar o abastecimento, conferir a quilometragem, calcular a média de consumo, comparar o resultado com o padrão esperado e investigar desvios. Uma forma simples de começar é acompanhar a relação entre quilômetros rodados e litros abastecidos, sempre separando por veículo, motorista, tipo de rota e período.

Confira quais são outras tarefas na rotina de uma gestão de abastecimento:

Cadastro dos veículos

O cadastro dos veículos, seja em uma planilha ou em um sistema de gestão de frotas, auxilia na previsão do consumo de combustível durante a operação.

As principais informações sobre o veículo são inseridas no cadastro, como marca, ano, modelo e placa. Esse parâmetro ajuda na avaliação da performance dos veículos e motoristas.

Também é importante manter esse cadastro atualizado com informações de capacidade, tipo de combustível, rotina de uso e histórico de manutenção. Sem essa base, dois veículos diferentes podem ser comparados como se tivessem a mesma operação, o que distorce a análise.

Controle de rotas

A distância das rotas pode gerar um consumo excessivo de combustível. Por isso, a criação de trajetos otimizados reduz a quilometragem percorrida pelo transporte de cargas.

Isso pode acontecer tanto planejando uma rota mais curta quanto buscando caminhos com menos curvas, paradas e semáforos, por exemplo. Quanto menos possibilidades de ficar freando e acelerando o veículo, maior a chance de economizar combustível.

Com a ajuda de sistemas de roteirização, as rotas são definidas conforme a facilidade e rapidez para realizar as entregas. O planejamento de viagens também pode reduzir o tempo de circulação com o motor frio, outro ponto que pesa na eficiência do consumo.

Controle de quilometragem

O controle de quilometragem serve para identificar a quantidade de combustível que cada veículo consome durante uma viagem.

O registro do hodômetro é feito antes de um veículo sair para a rota e, também, na chegada dele na operação. Assim, a quilometragem percorrida permite identificar se a rota foi seguida conforme o planejado.

Esse controle também ajuda a encontrar erros de lançamento, abastecimentos incompletos, veículos com consumo acima do padrão e necessidade de revisão. Quando a frota acompanha quilometragem e abastecimento juntos, fica mais fácil saber se o problema está na rota, no veículo, no combustível ou na forma de condução.

Controle de histórico de abastecimentos

Para o controle de histórico de abastecimento, é feito o registro das seguintes informações:

  • Motorista;
  • Veículo;
  • Data;
  • Hora;
  • Posto;
  • Tipo de combustível;
  • Valor pago;
  • Quantidade de litros abastecidos;
  • Quilometragem do veículo no momento.

Com tudo isso em mãos, a gestão faz uma análise detalhada a respeito da média do motorista, média real do veículo, quantidade abastecida por mês, entre outras informações.

Esse histórico deve ser lido como uma série, não como um evento isolado. Um abastecimento mais caro pode ter explicação na rota, no posto disponível ou no volume abastecido; já a repetição de desvios indica a necessidade de revisar processo, fornecedor, manutenção ou comportamento de condução.

Quem é o responsável pela gestão de abastecimento?

É muito comum que o responsável por abastecer o veículo seja o motorista, já que ele é quem circula para realizar as entregas e sabe de fato as necessidades do caminhão.

Como é um controle relacionado à gestão de veículos, manutenção e motoristas, quem de fato realiza a gestão de abastecimento é, na maioria dos casos, o próprio gestor da frota.

É um setor que busca otimizar os gastos com combustíveis de qualidade e mais baratos, realizando parcerias com postos de confiança e acompanhando se esses postos continuam adequados à operação.

Ele também observa o consumo do automóvel, já que uma queima rápida e que fuja de um padrão pode indicar que algo está errado com o veículo, com a rota, com a forma de condução ou com o combustível utilizado.

Quais são as ferramentas necessárias?

Os sistemas de gestão para economizar combustível são mais do que necessários.

Estamos falando sobre automatizar processos administrativos, tornar registros mais seguros, organizar dados e aumentar a produtividade da equipe de frota.

Além dos sistemas, existem outras ferramentas de abastecimento para frotas que ajudam no controle de combustível, confira:

  • Cartão de abastecimento para motoristas;
  • Telemetria e vídeo telemetria, quando adotadas pela operação como tecnologias de apoio do setor;
  • Monitoramento de veículos, quando fizer parte da estrutura da frota;
  • Roteirizador.

O mais importante é que a ferramenta escolhida ajude a gestão a sair do registro solto e criar histórico confiável. Assim, a operação consegue comparar consumo, custo, rotas e motoristas com mais consistência, além de agir antes que o desperdício vire padrão.

Quer saber mais? Confira o nosso Guia da Economia de Combustível e aplique nossas dicas na sua operação de transportes.

Perguntas frequentes

Como controlar o gasto com combustível de uma frota?

Registrando cada abastecimento e cruzando esse registro com a quilometragem rodada. O histórico guarda quem abasteceu e qual veículo, além de data, hora, posto, litros, valor pago, tipo de combustível e a quilometragem marcada no momento. A partir daí a gestão analisa média por motorista, média real do veículo, custo por rota e volume abastecido por mês. Também entram a busca por postos conveniados, a verificação de revendedores autorizados e a escolha do combustível adequado para cada veículo.

Um caminhão da frota está consumindo mais que os outros — por onde começo?

Vale checar a procedência e a qualidade do combustível em uso, a rota feita, a quilometragem lançada e o comportamento de condução. Combustível inadequado pode derrubar desempenho, aumentar paradas e elevar custos. Direção agressiva, com acelerações e frenagens bruscas, também desperdiça combustível. As peças do veículo podem sentir, com aumento da necessidade de manutenção corretiva. Acompanhar o consumo serve justamente a isso: queima fora do padrão pode indicar que algo está errado.

Qual a diferença entre controlar abastecimento por nota fiscal e por cartão integrado ao sistema?

No modelo tradicional, os condutores recolhem as notas fiscais em cada posto e entregam ao gestor, que consolida tudo depois. Numa frota modernizada, os motoristas usam cartões específicos integrados ao software de gestão de abastecimento; da central da operação, o gestor acompanha e controla os valores. O ganho é de agilidade, padronização e praticidade no mesmo controle, sem depender do repasse de papel.

Quem deve ser o responsável pela gestão de abastecimento na empresa?

Abastecer o veículo costuma caber ao motorista: é ele quem está na rua fazendo as entregas e conhece as necessidades do caminhão. A gestão de abastecimento em si fica, na maioria dos casos, com o próprio gestor da frota, porque esse controle se cruza com gestão de veículos, manutenção e motoristas. A ele cabe buscar parcerias com postos de confiança, acompanhar consumos fora do padrão e transformar registros em decisão.

Que indicadores a gestão de abastecimento entrega para decidir melhor?

Entre os indicadores estão o veículo que mais consome combustível, o valor total abastecido por veículo e por motorista, a média de consumo por rota e o custo total de manutenção da frota — separando o que teve origem em falhas de combustível e de abastecimento. Como o sistema guarda esses dados e monta o histórico de cada processo da frota, o gestor passa a decidir sobre uma série, e não sobre um mês isolado.

Como o planejamento de rotas afeta o consumo de combustível?

A distância é a primeira variável: trajetos otimizados encurtam a quilometragem que o transporte de cargas percorre. Mas não para aí — caminho com menos curvas, paradas e semáforos poupa frenagem e aceleração repetidas, e quanto menos disso, maior a chance de economizar combustível. Sistemas de roteirização ajudam a traçar rotas segundo a facilidade e a rapidez de realizar as entregas. O cartão de abastecimento para motoristas também aparece entre as ferramentas de apoio.

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