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Drone é um meio de transporte? Como funciona a entrega

Jade Zart Jade Zart 5 min de leitura
Drone é um meio de transporte? Como funciona a entrega

Você já imaginou isso? Uma operação de transporte realizada com entrega por drones? Saiba que essa possibilidade deixou de ser apenas previsão e já aparece em projetos autorizados, testes e serviços de entrega em diferentes mercados.

Com a revolução tecnológica no setor logístico, a conhecida por Logística 4.0, várias previsões foram feitas. Já esperávamos ferramentas de automação, uso de dados e caminhões elétricos e/ou autônomos.

Porém, o transporte por drones realmente surgiu como uma inovação inesperada.

Afinal, o drone era, inicialmente, um recurso militar. Depois, se popularizou como uma forma de entretenimento e criação audiovisual — quando passou também a ser muito utilizado no meio jornalístico.

Agora, ele está sendo testado e adotado como um meio de entregas de mercadorias e transporte de cargas leves, sempre com limitações operacionais, regras de aviação e autorização conforme o tipo de operação.

Como funciona a entrega por drones?

Não tem muito mistério, a princípio, é como qualquer transporte: um pacote é “anexado” ao drone e este faz a entrega no destino desejado.

O que muda é o caminho ser aéreo e as condições diferentes do que seria para um caminhão. Em vez de ruas, tráfego e estado das estradas, a operação passa a depender de rota aérea, peso do pacote, clima, área de pouso, regras do espaço aéreo e capacidade do equipamento.

De maneira geral, com os modelos existentes hoje, as entregas acontecem dentro de até 30 minutos. Normalmente, com cerca de 20 km de autonomia operacional e em torno de 2 kg de capacidade. Em operações de empresas especializadas, já há oferta de entrega de mercadorias em minutos, e alguns drones de entrega voam a até 60 mph, segundo a própria operadora do serviço.

Vai se popularizar?

Até o momento, vemos que um dos meios que mais se interessa por esse transporte é o alimentício. Pizzarias, restaurantes e lojas que trabalham com entrega rápida podem se beneficiar de um modal que promete levar itens leves em poucos minutos, especialmente quando o trajeto aéreo evita gargalos do trânsito urbano.

Claramente, adaptações serão necessárias para que a popularização desse modal ocorra. Por exemplo, os edifícios precisam de espaços para pouso dos drones, faixas aéreas precisam ser dedicadas para o trajeto dos drones, etc.

Hoje, vemos alguns grandes cases de teste nos Estados Unidos. A primeira a testar a entrega por drones foi uma das grandes varejistas mundiais, a Amazon. Já em 2015, a empresa realizou testes e teve resultados até positivos, onde o drone realizava as entregas no quintal dos consumidores.

Porém, ainda estão sendo aperfeiçoados os meios de calcular rotas, capacidade de entregas e, claro, questões de segurança nesse modal de transporte. A entrega até a porta do consumidor já aparece na comunicação de operadores internacionais, mas isso não elimina a necessidade de infraestrutura, operação assistida e regras claras para cada local.

Quanto à popularização da entrega por drone no Brasil, o cenário já não é apenas de observação distante. A ANAC mantém uma lista de projetos autorizados para aeronaves não tripuladas, e nela aparece o modelo DLV-2 A25, da Speedbird Aero, com operação BVLOS autorizada. Isso mostra que o país passou a ter iniciativas reguladas, embora a escala e a adoção ampla ainda dependam de regras, infraestrutura e viabilidade operacional.

A popularização também depende da:

Legislação para entrega por drones

No Brasil, para colocar um drone em uma operação regular, é preciso observar as regras da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e usar aeronaves não tripuladas de modelo autorizado quando a operação exigir essa autorização, ressalvados os casos previstos pelo próprio órgão.

Além disso, as regras vigentes informadas pela ANAC incluem o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil nº 100 e a Resolução nº 806. Nas categorias de operação, a própria agência diferencia condições como VLOS ou EVLOS, e também aponta limites como altura de até 120 metros acima do nível do solo para a categoria aberta. Por isso, não basta comprar o equipamento: é necessário enquadrar a operação na regra aplicável.

Vantagens e desvantagens

Vamos lá então, quais são as vantagens dessa modalidade?

Primeiro, os baixos custos de manutenção. Depois, os baixos custos com consumo de combustível! Também contam com maior eficiência energética e operacional.

Ainda mais, a entrega por drones não é afetada pelo trânsito das cidades. Dessa maneira, fica livre de congestionamentos e de parte dos imprevistos de rota que aparecem no transporte terrestre. Isso não significa ausência de risco: clima, interferências, restrições de voo, área de pouso e segurança da carga continuam fazendo parte do planejamento.

E as desvantagens? Tem alguma?

Sim, algumas delas estão atreladas à limitação de distância percorrida e capacidade de carga, já mencionadas.

Entretanto, temos algumas outras:

A segurança é uma preocupação. Embora diversos modelos dessas aeronaves tenham rastreadores e tecnologias focadas em rastreamento, os drones estão mais expostos e sujeitos a roubos e interferências nas entregas.

Outra questão é a dos empregos. Enquanto novos empregos surgem para pilotar drones, planejar rotas, operar sistemas e manter equipamentos, a exigência de responsáveis por entrega pode ser menor em alguns modelos. Ao menos é o que tem sido observado até agora.

Ainda há uma perspectiva de que novos empregos serão gerados na área de tecnologia, desenvolvimento e softwares. Porém, é uma aposta, e a adoção tende a variar conforme regulação, custo, densidade de entregas, perfil das cidades e aceitação dos consumidores.

Adaptações no transporte

Como você deve ter notado, são necessários cuidados diferentes para lidar com o transporte por drones do que temos hoje com uma frota de caminhões.

Para exemplificar, os pacotes de armazenamento dos produtos devem ser reforçados e mais resistentes a impactos. A segurança deve receber um investimento maior, as rotas devem ser elaboradas tendo em vista outros elementos, como condições climáticas, áreas de pouso, altura permitida, tipo de operação autorizada e restrições do espaço aéreo, em vez de apenas tráfego e condições das estradas.

Por isso, os gestores de frota precisam conhecer essa novidade — ou teremos uma nova posição no setor logístico para a gestão de drones transportadora? Mesmo quando o drone não substitui caminhões, ele pode entrar como complemento para cargas leves, entregas de curta distância e situações em que velocidade e acesso fazem diferença.

Seja qual for o futuro da entrega por drones no Brasil, estaremos atentos e prontos para te atualizar dessa tendência.

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Perguntas frequentes

Drone é um meio de transporte?

Vem sendo usado como tal em testes, projetos autorizados e operações de entrega de mercadorias e cargas leves. O drone surgiu como recurso militar, depois se popularizou no entretenimento, na criação audiovisual e no meio jornalístico, e só então passou a ser experimentado como modal de entrega. Entre as desvantagens apontadas até agora estão a limitação de distância percorrida e a de capacidade de carga.

Como funciona a entrega por drones?

O pacote é anexado ao drone, que leva a encomenda até o destino por rota aérea. A diferença em relação a um caminhão está no caminho, nas regras do espaço aéreo, no peso transportado, nas condições climáticas e na área de pouso. Com os equipamentos que existem hoje, a entrega leva até 30 minutos, o alcance fica em cerca de 20 km e a carga, em torno de 2 kg — números que variam conforme o modelo.

Precisa de licença para fazer entrega com drone no Brasil?

Sim. Operações regulares precisam seguir as regras da ANAC, e apenas aeronaves não tripuladas de modelo autorizado podem ser usadas quando esse enquadramento for exigido, ressalvados os casos previstos pelo órgão. As regras vigentes informadas pela agência incluem o RBAC nº 100 e a Resolução nº 806.

Quais as vantagens e as desvantagens da entrega por drones?

Entre as vantagens aparecem os baixos custos de manutenção e de consumo de combustível, além de maior eficiência energética e operacional; a entrega também não sofre com o trânsito das cidades. Do outro lado ficam o limite de distância e de carga, a exposição a roubos e interferências, as restrições de operação e a dúvida sobre empregos, já que a quantidade de responsáveis exigida pode mudar conforme o modelo adotado.

O que falta para a entrega por drones se popularizar?

Adaptações. Os edifícios precisam de espaços para pouso e faixas aéreas dedicadas ao trajeto dessas aeronaves, entre outros ajustes. Também entram na conta o enquadramento regulatório, o cálculo das rotas, a capacidade de entregas e as questões de segurança. Na operação, as embalagens pedem mais reforço contra impactos e as rotas passam a considerar clima, altura permitida, área de pouso e regras do espaço aéreo.

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