Drone é um meio de transporte? Como funciona a entrega
Você já imaginou isso? Uma operação de transporte realizada com entrega por drones? Saiba que essa possibilidade deixou de ser apenas previsão e já aparece em projetos autorizados, testes e serviços de entrega em diferentes mercados.
Com a revolução tecnológica no setor logístico, a conhecida por Logística 4.0, várias previsões foram feitas. Já esperávamos ferramentas de automação, uso de dados e caminhões elétricos e/ou autônomos.
Porém, o transporte por drones realmente surgiu como uma inovação inesperada.
Afinal, o drone era, inicialmente, um recurso militar. Depois, se popularizou como uma forma de entretenimento e criação audiovisual — quando passou também a ser muito utilizado no meio jornalístico.
Agora, ele está sendo testado e adotado como um meio de entregas de mercadorias e transporte de cargas leves, sempre com limitações operacionais, regras de aviação e autorização conforme o tipo de operação.
Como funciona a entrega por drones?
Não tem muito mistério, a princípio, é como qualquer transporte: um pacote é “anexado” ao drone e este faz a entrega no destino desejado.
O que muda é o caminho ser aéreo e as condições diferentes do que seria para um caminhão. Em vez de ruas, tráfego e estado das estradas, a operação passa a depender de rota aérea, peso do pacote, clima, área de pouso, regras do espaço aéreo e capacidade do equipamento.
De maneira geral, com os modelos existentes hoje, as entregas acontecem dentro de até 30 minutos. Normalmente, com cerca de 20 km de autonomia operacional e em torno de 2 kg de capacidade. Em operações de empresas especializadas, já há oferta de entrega de mercadorias em minutos, e alguns drones de entrega voam a até 60 mph, segundo a própria operadora do serviço.
Vai se popularizar?
Até o momento, vemos que um dos meios que mais se interessa por esse transporte é o alimentício. Pizzarias, restaurantes e lojas que trabalham com entrega rápida podem se beneficiar de um modal que promete levar itens leves em poucos minutos, especialmente quando o trajeto aéreo evita gargalos do trânsito urbano.
Claramente, adaptações serão necessárias para que a popularização desse modal ocorra. Por exemplo, os edifícios precisam de espaços para pouso dos drones, faixas aéreas precisam ser dedicadas para o trajeto dos drones, etc.
Hoje, vemos alguns grandes cases de teste nos Estados Unidos. A primeira a testar a entrega por drones foi uma das grandes varejistas mundiais, a Amazon. Já em 2015, a empresa realizou testes e teve resultados até positivos, onde o drone realizava as entregas no quintal dos consumidores.
Porém, ainda estão sendo aperfeiçoados os meios de calcular rotas, capacidade de entregas e, claro, questões de segurança nesse modal de transporte. A entrega até a porta do consumidor já aparece na comunicação de operadores internacionais, mas isso não elimina a necessidade de infraestrutura, operação assistida e regras claras para cada local.
Quanto à popularização da entrega por drone no Brasil, o cenário já não é apenas de observação distante. A ANAC mantém uma lista de projetos autorizados para aeronaves não tripuladas, e nela aparece o modelo DLV-2 A25, da Speedbird Aero, com operação BVLOS autorizada. Isso mostra que o país passou a ter iniciativas reguladas, embora a escala e a adoção ampla ainda dependam de regras, infraestrutura e viabilidade operacional.
A popularização também depende da:
Legislação para entrega por drones
No Brasil, para colocar um drone em uma operação regular, é preciso observar as regras da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e usar aeronaves não tripuladas de modelo autorizado quando a operação exigir essa autorização, ressalvados os casos previstos pelo próprio órgão.
Além disso, as regras vigentes informadas pela ANAC incluem o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil nº 100 e a Resolução nº 806. Nas categorias de operação, a própria agência diferencia condições como VLOS ou EVLOS, e também aponta limites como altura de até 120 metros acima do nível do solo para a categoria aberta. Por isso, não basta comprar o equipamento: é necessário enquadrar a operação na regra aplicável.
Vantagens e desvantagens
Vamos lá então, quais são as vantagens dessa modalidade?
Primeiro, os baixos custos de manutenção. Depois, os baixos custos com consumo de combustível! Também contam com maior eficiência energética e operacional.
Ainda mais, a entrega por drones não é afetada pelo trânsito das cidades. Dessa maneira, fica livre de congestionamentos e de parte dos imprevistos de rota que aparecem no transporte terrestre. Isso não significa ausência de risco: clima, interferências, restrições de voo, área de pouso e segurança da carga continuam fazendo parte do planejamento.
E as desvantagens? Tem alguma?
Sim, algumas delas estão atreladas à limitação de distância percorrida e capacidade de carga, já mencionadas.
Entretanto, temos algumas outras:
A segurança é uma preocupação. Embora diversos modelos dessas aeronaves tenham rastreadores e tecnologias focadas em rastreamento, os drones estão mais expostos e sujeitos a roubos e interferências nas entregas.
Outra questão é a dos empregos. Enquanto novos empregos surgem para pilotar drones, planejar rotas, operar sistemas e manter equipamentos, a exigência de responsáveis por entrega pode ser menor em alguns modelos. Ao menos é o que tem sido observado até agora.
Ainda há uma perspectiva de que novos empregos serão gerados na área de tecnologia, desenvolvimento e softwares. Porém, é uma aposta, e a adoção tende a variar conforme regulação, custo, densidade de entregas, perfil das cidades e aceitação dos consumidores.
Adaptações no transporte
Como você deve ter notado, são necessários cuidados diferentes para lidar com o transporte por drones do que temos hoje com uma frota de caminhões.
Para exemplificar, os pacotes de armazenamento dos produtos devem ser reforçados e mais resistentes a impactos. A segurança deve receber um investimento maior, as rotas devem ser elaboradas tendo em vista outros elementos, como condições climáticas, áreas de pouso, altura permitida, tipo de operação autorizada e restrições do espaço aéreo, em vez de apenas tráfego e condições das estradas.
Por isso, os gestores de frota precisam conhecer essa novidade — ou teremos uma nova posição no setor logístico para a gestão de drones transportadora? Mesmo quando o drone não substitui caminhões, ele pode entrar como complemento para cargas leves, entregas de curta distância e situações em que velocidade e acesso fazem diferença.
Seja qual for o futuro da entrega por drones no Brasil, estaremos atentos e prontos para te atualizar dessa tendência.
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Perguntas frequentes
Drone é um meio de transporte?
Como funciona a entrega por drones?
Precisa de licença para fazer entrega com drone no Brasil?
Quais as vantagens e as desvantagens da entrega por drones?
O que falta para a entrega por drones se popularizar?
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