Como avaliar pneus da frota: dados para analisar
Entender como avaliar pneus na frota é uma parte essencial da gestão de frotas, permitindo que a operação escolha modelos mais adequados, acompanhe a vida útil dos ativos e evite decisões baseadas apenas na percepção de quem usa o veículo.
Mas este é um conhecimento que precisa estar em constante renovação. Afinal, os fatores que influenciam no desempenho dos pneus são diversos: pressão, desgaste da banda de rodagem, rodízio, alinhamento, carga, velocidade, temperatura, impactos e condições da estrada podem mudar o resultado observado na frota.
Confira, neste post:
- Como avaliar os pneus da frota?
- O que fazer para coletar dados e ter como avaliar pneus?
- Qual é a importância de saber como avaliar pneus na frota?
- Como avaliar pneus na hora da compra?
Como avaliar os pneus da frota?
Para avaliar os pneus da frota, sabendo quais marcas e modelos funcionam melhor na sua operação, você precisa levantar dados consistentes sobre uso, manutenção e desempenho. Por exemplo:
- Quantos quilômetros eles rodaram antes de um recape ser necessário?
- Qual o consumo médio de combustível do veículo em que estavam instalados?
- Após a recapagem, quantos quilômetros ele rodou?
- Qual foi o desempenho do veículo em que estavam instalados?
- Como estavam a pressão, a profundidade dos sulcos, o desgaste e os danos visíveis nas inspeções?
Isso se explica a partir do momento em que os pneus sofrem todos os impactos de peso do veículo e das condições da estrada. Mesmo estando em perfeitas condições de rodagem, podem sofrer mais ou menos conforme demais fatores:
Quilometragem percorrida x Nível de desgaste
Avaliar o quanto o pneu rodou pelo nível de desgaste que sofreu é uma maneira de entender, em média, a durabilidade deste determinado modelo.
Embora ainda possam haver diferenças conforme estrada enfrentada, condições climáticas, veículo utilizado, pressão aplicada, carga transportada e manutenção, você recebe justamente isto: uma média da sua durabilidade na frota, da maneira como atua no momento.
Se um pneu rodar 10 mil km e seu nível de desgaste for moderado, isso pode indicar:
- Seu desgaste natural é mais rápido que alguns outros modelos de pneu;
- O seu desempenho é de médio a baixo;
- Algo não está em conformidade com o seu pneu, veículo, rota ou rotina de manutenção.
Não é uma resposta exata, mas um caminho pelo qual você consegue trilhar com mais agilidade e encontrar as melhores soluções mais rápido. Também vale lembrar que a profundidade remanescente da banda de rodagem não deve ficar abaixo de 1,6 mm, e essa condição é constatada visualmente por meio dos indicadores de desgaste.
Consumo de combustível x Quilometragem percorrida
A quantidade de combustível consumida por rota ajuda a determinar se existem problemas nos pneus, motor ou na condução do motorista. Por isso, é tão importante realizar o controle de combustível e abastecimento em todas as rotas.
Isso gera um valor de consumo médio por rota, ou quilometragem percorrida, e conforme modelo do veículo utilizado. Com isso, sempre que houver grandes alterações, você consegue identificar o problema com mais facilidade.
Assim, sempre que o veículo rodar a mesma distância e você notar um consumo excessivo de combustível, é um indicativo para avaliar os pneus. A conclusão, porém, não deve sair de um único indicador: pressão incorreta, desalinhamento, desgaste irregular, excesso de carga, impactos e até condições da via podem influenciar o resultado.
Frequência de inspeção de veículo x Nível de desgaste
A manutenção preventiva é realizada conforme um cronograma pré-estabelecido pelo gestor e deve ser cumprida, pois é ela que identifica avarias e a necessidade de correções no veículo.
Caso seja negligenciada, pode gerar alterações no nível de desgaste dos pneus. Em inspeções periódicas, vale observar pressão de inflação, desgaste da banda de rodagem e danos no pneu, além de manter atenção a rodízio e alinhamento quando fizerem sentido para o tipo de operação.
Dessa forma, quando você notar que um pneu, que geralmente roda 15 mil km com um desgaste moderado, teve um desgaste acentuado: investigue se os checklists de veículos estão sendo realizados e se as correções registradas estão sendo tratadas. A manutenção depois da instalação é um dos fatores mais relevantes para preservar o desempenho do pneu.
Recusa de recape x Quilometragem rodada x Nível de desgaste
A recusa de recape pode acontecer quando a carcaça chega à avaliação em condição inadequada para reforma. Em vez de tratar a recusa como uma causa única, levante qual foi a quilometragem rodada, o nível de desgaste, a pressão praticada, a carga aplicada, os impactos registrados e o estado geral do pneu antes do envio para avaliação de recapagem.
Assim, você pode providenciar que o pneu seja retirado do veículo antes de chegar nesse nível ou ajustar a rotina de inspeção para reduzir a chance de perder uma carcaça que ainda poderia ter valor para a operação.
Para saber como avaliar pneus com máxima precisão e certeza de gerar resultados melhores na frota, esses são alguns dos principais fatores que você deve sempre considerar.
Além disso, precisa também dos meios para coletar os dados e poder, efetivamente, fazer suas avaliações.
O que fazer para coletar dados e ter como avaliar pneus?
Através da gestão de pneus, você consegue coletar todos os dados necessários para realizar as análises de desempenho. Então, o que você precisa fazer é estabelecer um método para que a gestão de pneus aconteça, e certificar que todos estejam cumprindo seus papéis.
Para começar, você deve entender qual alternativa é mais viável na sua operação: planilhas ou software de gestão de pneus.
Como avaliar pneus usando planilhas?
Essa primeira alternativa possui custos menores de implementação, em certos casos, mas você tem alguns contrapontos, como um maior tempo para coletar e preencher todos os dados.
Isto porque as inspeções de pneus, com a aferição de pressão e profundidade dos sulcos, são feitas usando ferramentas manuais — manômetro e/ou aferidor manual.
Com as informações dessas leituras anotadas no papel, você vai ao computador e registra, para que tenha uma visão mais ampla de quais pneus estão dentro do esperado e quais possuem sinais de alerta para gerar uma ordem de serviço.
O cuidado aqui é manter padronização: se cada pessoa anota de um jeito, compara pneus em momentos diferentes ou deixa de registrar danos aparentes, a análise perde força. O objetivo é cruzar quilometragem, desgaste, pressão, ocorrência de danos e histórico de manutenção sem depender da memória da equipe.
Como avaliar pneus usando um sistema?
Usando um sistema, você tem a opção de usar o aferidor eletrônico, que registra a leitura feita na aferição e envia os dados para dentro do sistema. Isso reduz erros de digitação e aumenta a produtividade da frota.
O sistema ainda permite movimentar os pneus do veículo ao estoque, e ao contrário, gerar relatórios prontos para análise e geração de OSs automáticas.
Em adição à escolher um desses métodos, você precisa determinar quem são os responsáveis pela aferição, quais as métricas mais importantes para acompanhar, quais os protocolos para quando houver situações adversas, e assim por diante.
Qual é a importância de saber como avaliar pneus na frota?
Saber como avaliar pneus não é benéfico apenas para você ter menos descartes antecipados na frota, mas também para:
- Descobrir a hora exata de trocá-los, identificando a recapagem ou o descarte dos ativos;
- Identificar com mais rapidez quando existem problemas, sejam apenas nos pneus ou no veículo como um todo;
- Realizar compras mais eficientes de pneus para a frota.
Em decorrência dessas descobertas, você também gera mais economia na frota, podendo reduzir o consumo de combustível e custos com manutenções além do planejado.
Inclusive, a produtividade da operação sente os impactos, tendo veículos e pneus de melhor desempenho, com processos de inspeção e análise mais rápidos e práticos, além de entregas que cumprem mais os prazos determinados.
O ganho maior está em transformar dados soltos em critério de decisão. Um pneu com desgaste acelerado pode apontar para o modelo escolhido, mas também pode apontar para pressão inadequada, desalinhamento, excesso de carga, impacto de rota ou falha de manutenção. Por isso, comparar somente preço ou somente quilometragem rodada tende a deixar parte do problema escondida.
Como avaliar pneus na hora da compra?
Se você ainda não possui os dados necessários na frota para identificar as melhores marcas e modelos, algumas dicas de como avaliar pneus neste momento de compra incluem:
- Verificar os indicadores de desgaste: O TWI não é uma nota de desempenho nem um índice para prever se o pneu vai gastar mais rápido; ele é um indicador físico que ajuda a visualizar o limite de desgaste da banda de rodagem. A profundidade remanescente não deve ser inferior a 1,6 mm.
- Analisar as informações técnicas do pneu: Em vez de tratar a compra como uma simples comparação de “tração A–E”, avalie as informações aplicáveis ao tipo de pneu, à operação e às condições de uso. Pressão, desgaste, rodízio, alinhamento, carga, velocidade e impactos entram na análise de desempenho depois que o pneu está em serviço.
- Identificar sua data de fabricação: A data ajuda a entender o histórico do pneu, mas a idade de calendário sozinha não prevê com precisão a vida útil de um pneu específico. Ela deve ser observada junto com conservação, uso, manutenção e avaliação da condição do ativo.
- Verificar o índice de carga: Lembre-se de que os seus veículos possuem uma carga máxima suportada e que os pneus devem corresponder a ela. Tamanho, classificação de velocidade e índice de carga estão entre os pontos que precisam ser considerados na substituição.
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Perguntas frequentes
Meus pneus estão durando menos do que deveriam — o que investigo primeiro?
Planilha ou sistema para reunir os dados de pneus?
O que olhar em um pneu novo quando ainda não tenho histórico na frota?
Por que um pneu tem o recape recusado e dá para evitar isso?
O que a frota ganha ao avaliar pneus com método?
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