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Gestão de frotas

5 modelos de caminhões econômicos para comparar na frota

Luiz Felipe Luiz Felipe 5 min de leitura
5 modelos de caminhões econômicos para comparar na frota

Você precisa economizar mais na sua frota. Fato. Que tal fazer isso investindo em veículos modernos e escolhidos com critério?

Na maioria dos casos, a tentativa de economizar começa por decisões que parecem simples, mas podem sair caras. Um exemplo é abastecer em um posto sem bandeira apenas porque o preço está menor. Se a qualidade do combustível comprometer o desempenho ou aumentar a manutenção, a conta volta para a operação.

Tentar economizar sem investir em produtos de qualidade é quase uma garantia de que algo vai dar errado. Em frota, preço de compra, consumo, manutenção, disponibilidade e perfil de rota precisam ser avaliados juntos.

Em boa parte dos casos, ainda mais falando de frotas, a solução está na aquisição de bons equipamentos e tecnologias, combinada com uma rotina operacional bem definida e atenção ao uso diário dos veículos.

Portanto, fomos atrás de opções de modelos de caminhões econômicos e atualizamos a lista com mais cuidado sobre o que cada veículo promete entregar. Alguns dados vêm de testes, outros de características divulgadas pelas fabricantes, então o ideal é comparar cada modelo com a sua operação antes de decidir.

Scania R500

A Scania é uma empresa sueca que tem vários diferenciais na produção de seus modelos de caminhões. Dentre eles, o foco em fabricar máquinas econômicas e que fornecem uma redução de custos operacionais sem perder o conforto.

O modelo R500 tem um motor de capacidade de 13 litros e consome em torno de 20 litros de diesel a cada 100 km, com velocidade média de 80 km/h.

Inclusive, ele chegou a passar por etapas de avaliação e teste, viajando nessa velocidade média, por 350 km, com uma carga de 40 toneladas. Nesse cenário, gastou cerca de 4 km/l.

Com base nesses números, o caminhão teria uma economia de, em média, 600 litros por ano. Como esse tipo de resultado depende de carga, rota, motorista, manutenção e velocidade média, use o dado como referência de comparação, não como garantia automática para toda operação.

DAF XF 105

A montadora holandesa DAF iniciou a produção desse modelo em 2013, a primeira produção nacional da marca. Trata-se de um caminhão de transporte pesado, chegando a até 74 toneladas em uma única viagem.

A promessa dessa versão do veículo é uma economia de 14% do motor Paccar MX 13 em relação aos veículos tradicionais. Além disso, outros elementos influenciam na economia do veículo, como o controle preditivo de cruzeiro e o assistente de performance do condutor.

Tudo isso junto busca trazer a redução de custos desejada pelo gestor de operações, assim como eficiência e desempenho acima da média. Por ser um modelo de uma geração iniciada em 2013, vale atenção redobrada à disponibilidade, ao histórico de manutenção e ao custo total de propriedade ao comparar unidades novas, seminovas ou usadas.

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Volvo FH 540

A Volvo está há mais de 50 anos aperfeiçoando os seus modelos de caminhões. Uma prioridade que eles gostam de trazer nas montagens é a segurança.

Por isso, com o FH 540, eles inovaram trazendo algumas soluções tecnológicas. A exemplo disso, o “I-See”, um leitor de estrada, e o driver coaching, ambas ferramentas que ajudam o motorista a ter uma direção segura e econômica.

Além do mais, os sistemas de frenagem da Volvo contam com interações eletrônicas para aumentar a estabilidade dos veículos. O motor desse veículo é um Volvo D13 de 13 litros.

VW Delivery 11.180

A Volkswagen é uma montadora alemã referência no mercado de automóveis. Por isso, possui diversas linhas de veículos versáteis. Quanto aos modelos de caminhões, o Delivery 11.180 se destaca pela agilidade que fornece aos serviços rodoviários de curta e média distância.

O seu motor é o Cummins ISF de 3,8 litros e tecnologia SCR. O sistema de freio pneumático também se destaca pelo baixo custo de manutenção, além da economia por desempenho em estrada.

Para quem opera em distribuição regional, entregas urbanas ou rotas curtas, o ponto de análise não deve ser apenas consumo. Manobrabilidade, facilidade de manutenção, tempo parado e adequação ao peso transportado também entram na conta. Um caminhão econômico fora do perfil da rota pode não entregar a redução de custos esperada.

VW e-Delivery

Agora, se tem um modelo que ganhou espaço nas discussões dos últimos anos, é o caminhão elétrico. A notícia de operações com dezenas de veículos elétricos ajudou a chamar atenção para esse tipo de solução, mas a decisão de compra precisa considerar infraestrutura, autonomia, aplicação e custo total ao longo do tempo.

Um dos modelos de caminhões elétricos que queremos apresentar aqui é o e-Delivery. Apesar de ser produzido pela Volkswagen, montadora alemã, a linha de produção é totalmente brasileira.

São duas variantes desse modelo, com diferentes capacidades, mas que possuem a mesma estrutura: um motor capaz de atingir 408 cv. Um dos destaques do veículo é o torque imediato de 219 kgfm, além do sistema de recuperação da energia cinética, capaz de recuperar até 40% do que seria dissipado na frenagem.

Segundo Roberto Cortes, presidente da VW Caminhões e Ônibus,

“O custo inicial, por conta do baixo volume da produção, é maior. Mas isso se paga em cinco anos, graças à economia de combustível e os custos reduzidos de manutenção”.

Ou seja, você paga mais inicialmente para ter um veículo que gera economia a longo prazo. Ainda assim, o cálculo precisa considerar a realidade da frota: disponibilidade de recarga, distância média das rotas, peso transportado, janelas de operação e capacidade de manter o veículo disponível.

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Perguntas frequentes

Qual o consumo do Scania R500?

O R500 traz um motor de 13 litros e queima cerca de 20 litros de diesel para cada 100 km rodados a 80 km/h de média. Nas etapas de avaliação e teste, o percurso de 350 km nessa média, com 40 toneladas de carga, resultou em cerca de 4 km/l. Por esses números, a economia do caminhão chegaria a 600 litros por ano, em média, mas o resultado depende de carga, rota, condução e manutenção.

O que torna o DAF XF 105 econômico?

A promessa dessa versão é economizar 14% no motor Paccar MX 13 se comparado aos veículos tradicionais. Outros elementos também influenciam, como o controle preditivo de cruzeiro e o assistente de performance do condutor. É um caminhão de transporte pesado, que leva até 74 toneladas numa única viagem; a produção começou em 2013 e foi a primeira produção nacional da montadora holandesa.

Que recursos o Volvo FH 540 oferece?

O modelo aposta em soluções ligadas à segurança, prioridade que a montadora costuma trazer nas suas montagens. Entre elas estão o I-See, leitor de estrada, e também o driver coaching — recursos que apoiam o motorista numa condução mais segura e econômica. Os sistemas de frenagem da marca usam interações eletrônicas para dar mais estabilidade aos veículos. O motor é o Volvo D13, de 13 litros.

Qual o motor do VW Delivery 11.180?

É um Cummins ISF de 3,8 litros com tecnologia SCR. Nesse modelo, o destaque é a agilidade em serviços rodoviários de curta e de média distância, e o freio pneumático chama atenção por custar pouco para manter, somado ao que se economiza com o desempenho em estrada. A escolha deve considerar peso, rota e disponibilidade do veículo na operação.

Vale a pena investir em um caminhão elétrico como o VW e-Delivery?

Segundo o presidente da VW Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, o custo inicial é maior por causa do baixo volume de produção, mas se paga em cinco anos, pela economia de combustível e pelos custos reduzidos de manutenção. O cálculo depende da operação: infraestrutura de recarga, autonomia, distância média das rotas e carga transportada influenciam a viabilidade.

O que é o sistema de recuperação de energia do e-Delivery?

É um recurso que reaproveita parte da energia cinética do veículo, recuperando até 40% do que seria dissipado na frenagem. Ele é um dos destaques do modelo, ao lado do torque imediato de 219 kgfm. Embora produzido pela Volkswagen, montadora alemã, a linha de produção do e-Delivery é totalmente brasileira.

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