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Gestão de pneus

Economia da gestão de pneus na frota

Luiz Felipe Luiz Felipe 6 min de leitura
Economia da gestão de pneus na frota

Sabia que a economia da gestão de pneus pode ir além de reduzir os custos nessa área da frota? Ela também pode influenciar combustível e manutenção, desde que a operação acompanhe pressão, sulco, desgaste e vida útil com regularidade.

Isso acontece porque os pneus possuem uma relação direta com todo o funcionamento do veículo, podendo afetar a maneira como o combustível é queimado ou gerar mais desgastes em alguns componentes da estrutura do veículo.

Ambos os casos podem levar a um aumento dos custos da frota, os quais podem ser evitados ao adotar a gestão de pneus na frota. Entenda melhor a seguir:

Qual é a economia gerada pela gestão de pneus?

As principais áreas de uma frota em que a gestão de pneus gera economia são consumo de combustível, falhas mecânicas e problemas de manutenção veicular, além dos próprios pneus e sua durabilidade.

No consumo de combustível, pneus calibrados corretamente podem melhorar a eficiência do veículo. Segundo o FuelEconomy.gov, manter os pneus na pressão adequada melhora a eficiência em 0,6% em média, podendo chegar a 3% em alguns casos; já pneus abaixo da pressão recomendada podem reduzir a eficiência em cerca de 0,2% para cada queda de 1 psi na pressão média de todos os pneus.

Também há ganhos ligados ao próprio controle da operação. Apenas no aspecto de consumo de combustível, uma empresa que utiliza o sistema de gestão de pneus reduziu 4% de seus gastos todos os meses.

Confira em mais detalhes cada um dos fatores da economia da gestão de pneus:

Economia no consumo de combustível da frota

Para o veículo ter um consumo de combustível eficiente e evitar desperdícios, os pneus devem estar calibrados e em boas condições de uso, ou seja, não podem estar desgastados, carecas ou com sinais evidentes de dano.

Esses cuidados reduzem a resistência dos pneus na rodagem e garantem o uso adequado de combustível necessário na movimentação do veículo.

Por outro lado, quando os pneus não estão nessas condições, o motor precisa fazer mais força para movimentar o veículo e ter a rolagem adequada. Dessa forma, aumentando o consumo de combustível de maneira não eficiente.

Para esta situação, aqui entra uma das formas em que a gestão de pneus gera economia: uma visão ampla sobre as condições de cada pneu da operação e acompanhamento de seus dados para saber exatamente a hora de realizar um serviço ou retirá-lo do veículo.

Além disso, nela deve-se medir, avaliar e corrigir a pressão ideal dos pneus para otimizar ainda mais as operações em relação ao desempenho e à durabilidade dos ativos. A checagem de pressão com medidor adequado ajuda a evitar pneus rodando abaixo da recomendação e a manter um padrão de inspeção mais confiável.

Redução de custos de manutenção

Os pneus são o contato direto dos veículos com o solo da estrada, sendo responsáveis por amortecer e suavizar os impactos sentidos para o restante do veículo. Porém, para cumprir essa função eles devem estar nas condições ideais de rodagem — com a calibragem em dia e sem desgastes irregulares ou excessivos.

Caso contrário, o veículo pode ficar instável e desequilibrado, afetando também outras peças e componentes. Esses itens passam a receber mais impactos e podem tanto sofrer um desgaste excessivo quanto quebrar ou trincar.

Em alguns casos, pode haver o deslocamento de peças que acarretam falhas mecânicas.

Ou seja, as consequências por rodar com pneus irregulares são grandes. Pneus abaixo da pressão recomendada também podem gerar aquecimento excessivo, estresse na estrutura, desgaste irregular e danos internos, o que reforça a importância de manter inspeções e correções em rotina.

Assim, temos mais um dos aspectos que a gestão de pneus gera economia na frota: através da manutenção dos veículos.

Maior rendimento e durabilidade dos pneus

Embora a economia da gestão de pneus impacte os custos com pneus da sua frota, é importante entender em quais aspectos específicos isso acontece.

Ao adotar as rotinas de inspeção e manutenção dos pneus com regularidade, seja uma atividade simples como a calibragem regular dos ativos ou uma tarefa de maior impacto, como a recapagem, você está garantindo a extensão da vida útil dos pneus.

Por exemplo, inspecionar a profundidade do sulco permite identificar quando há um desgaste irregular e quando o sulco chegou ao seu limite definido para ser enviado à recapagem, evitando uma recusa de recape.

Essa única atividade contribui para que os pneus rendam mais vidas, o que significa de um a dois anos a mais rodando na sua operação. Cada pneu que rende mais vidas representa uma economia significativa, reduzindo a necessidade de adquirir novos pneus nesse período.

Além da inspeção de sulco, o rodízio regular ajuda os pneus a se desgastarem de forma mais uniforme e a prolongarem sua vida útil. Quando essas rotinas entram no processo de gestão, a frota passa a enxergar melhor quais marcas, modelos, eixos e aplicações entregam melhor resultado ao longo do ciclo de vida.

Como gerar essa economia na frota?

Os dois principais meios para obter a economia da gestão de pneus são realizar o acompanhamento constante dos dados dos pneus e aproveitar as tecnologias existentes para isso.

As inspeções periódicas permitem analisar padrões e variações de pressão e profundidade dos sulcos que levam a insights valiosos.

Através dessas informações você pode identificar as melhores marcas e modelos de pneus para a sua frota, entender qual a durabilidade média de cada um e descobrir qual o Custo por Quilômetro (CPK) de cada ativo, entre outras conclusões.

As tecnologias complementam esse trabalho, tornando-o mais ágil, padronizado e prático. Um aferidor eletrônico, por exemplo, facilita a coleta de pressão e sulco durante a inspeção e envia os registros para o sistema de controle de pneus, reduzindo retrabalho e falhas de digitação.

O próprio sistema automatiza diversas outras funcionalidades, como a geração de relatórios e os cálculos de CPK e previsão de troca dos pneus de cada veículo.

Como calcular a economia da gestão de pneus na frota?

Você pode fazer esse cálculo tendo um controle de todas as áreas da sua frota e identificando as ações realizadas em cada período, realizando comparações sobre os resultados da frota antes e após a implementação de cada atividade.

Faça um levantamento de todos os seus custos e principais problemas que podem estar relacionados a erros nos cuidados com os pneus da frota, se possuir indicadores de desempenho para incluir nessa análise, melhor ainda.

Após começar a gestão de pneus da sua frota, siga acompanhando os dados para entender se houve mesmo reduções de custos em cada uma das diferentes áreas que essa gestão pode impactar.

Para entender melhor como acontece a redução de custos operacionais e quais expectativas você pode ter sobre os resultados, faça um cálculo preciso e considerando a realidade da sua empresa através da calculadora de economia Prolog — o acesso é totalmente gratuito.

Perguntas frequentes

Meus custos de combustível subiram e não sei por quê — os pneus podem ter alguma relação?

Podem, sim. Pneu descalibrado ou desgastado oferece mais resistência ao rodar, e vencer essa resistência exige esforço adicional do motor — o consumo sobe sem que a rota tenha mudado. Vale, portanto, conferir pressão e profundidade de sulco em toda a frota. Manter os pneus na pressão correta pode melhorar a eficiência em 0,6% em média, chegando a 3% em alguns casos.

Como calcular quanto a gestão de pneus economizou na minha frota?

Faça antes um levantamento dos custos atuais e dos principais problemas que possam ter origem em falhas no cuidado com os pneus, incluindo indicadores de desempenho se você já os tiver. Depois de implantar a gestão, siga acompanhando os mesmos dados por período e compare o resultado de cada área antes e depois de cada ação. A Prolog, que atende mais de 1.500 operações e tem mais de 740 mil pneus gerenciados, disponibiliza uma calculadora de economia gratuita para estimar esse número na realidade da sua empresa.

O que uma ferramenta de gestão de pneus precisa entregar para gerar economia de verdade?

Ela precisa sustentar duas coisas: acompanhamento constante dos dados de cada pneu e padronização do que é repetitivo. As inspeções periódicas geram o histórico de pressão e profundidade de sulco que revela padrões e variações de desgaste; o aferidor eletrônico facilita essa coleta feita na inspeção e envia os registros para o sistema de controle de pneus. Do lado do software, contam a geração de relatórios, o cálculo do CPK e a previsão de troca por veículo.

Por que a medição do sulco pesa tanto no custo dos pneus?

Porque o sulco é o que indica quando o pneu atingiu o limite estabelecido para seguir à recapagem. Medir essa profundidade também revela desgaste irregular e ajuda a identificar o momento certo, antes que a carcaça acabe recusada no recape. Só essa rotina já faz os pneus renderem mais vidas: de um a dois anos a mais em operação. E cada vida adicional adia a compra de pneu novo no período.

Onde a gestão de pneus gera economia além do próprio pneu?

Em duas frentes: combustível e manutenção. No combustível, pneu calibrado e íntegro oferece menos resistência ao rodar e poupa o motor do esforço extra. Na manutenção, pneu fora da condição ideal deixa o veículo instável e desequilibrado; outras peças passam a absorver mais impacto e podem se desgastar demais, trincar ou até quebrar. Em alguns casos, peças chegam a se deslocar, o que acarreta falhas mecânicas.

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