Custos logísticos e gestão de pneus na frota
Os custos logísticos somam os gastos de uma empresa depois da fabricação de um determinado produto até que ele chegue ao seu destino.
O conceito engloba investimentos que vão desde o transporte da mercadoria até valores de impostos, operações de distribuição, armazenagem, mão de obra e outros processos que mantêm a cadeia funcionando.
Na comparação de 2010 a 2012 apresentada pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), a logística já aparecia como uma despesa relevante no caixa das empresas: elas passaram a gastar 8,7% da receita líquida com logística, contra 8,5% registrado em 2010. No mesmo recorte, os gastos do Brasil com transporte pelo modal rodoviário subiram de R$ 202,6 bilhões para R$ 275,6 bilhões.
Dependendo de como você realiza a sua gestão, os impactos no caixa da empresa podem ser bastante negativos. Por isso, você precisa de um controle financeiro mais rigoroso, principalmente sobre custos como combustível, pneus e manutenção — três grupos que aparecem com frequência entre os pontos de maior atenção em uma frota.
Hoje, especificamente, vamos conhecer por que a gestão de pneus reduz os custos da operação. Mas, primeiro:
Quais são os custos logísticos em uma operação de transporte?
Os custos podem ser divididos em fixos e variáveis. Respectivamente, custos que não sofrem variação e custos que podem mudar conforme a distância percorrida, o volume transportado, as rotas, a condição dos veículos e a necessidade de manutenção.
Os custos fixos são calculados todos os meses, mesmo que o veículo não esteja em uso, e englobam:
- Licenciamento e reposição do veículo;
- Valor do seguro;
- Salário dos profissionais envolvidos;
- Entre outros.
Já os custos variáveis abrangem:
- Pedágio;
- Valor do combustível;
- Peças de manutenção;
- Mão de obra dos consertos;
- Acessórios para o veículo e transporte;
- Revisão dos pneus;
- Recapagem dos pneus;
- Entre outros.
Os custos em pneus ficam atrás apenas do gasto em combustível em muitas operações de transporte, geralmente representando um dos maiores custos variáveis da frota.
A gestão de pneus surge, assim, como uma alternativa para ter maior controle e visibilidade sobre esses ativos, além de contribuir para a diminuição do gasto com combustível quando a calibragem é mantida corretamente.
Por que a gestão de pneus ajuda na redução de custos logísticos?
A checagem regular prolonga a vida útil do pneu, evitando o descarte antecipado da peça e permitindo a recapagem preventiva dos pneus quando a carcaça ainda está em boas condições. Por consequência, a frota diminui a necessidade de novas compras em um período menor de tempo.
Ou seja, se antes de uma gestão de pneus você comprava 10 peças em 2 meses, pode passar a comprar menos pneus no mesmo intervalo, desde que o controle seja aplicado com constância e as condições de uso permitam esse ganho. Com algum tempo, também pode reduzir a proporcionalidade de descartes e compras — confira este case.
Dessa forma, existe a redução de custos logísticos em gastos com novos ativos para a frota, especialmente quando a empresa deixa de tratar pneus apenas como item de reposição e passa a acompanhar pressão, sulco, rodízio, alinhamento, histórico de manutenção e motivos de descarte.
Em adição:
Por durarem mais, os pneus com manutenção regular têm menor probabilidade de ocasionar problemas na dirigibilidade. Afinal, pneus inflados incorretamente fazem com que o veículo não responda adequadamente e pneus com pressão abaixo da indicada geram excesso de calor, esforço na estrutura, desgaste irregular e danos internos.
Com a gestão de pneus, é possível reduzir a chance de acidentes e eventos que forcem o caminhão a ficar parado. Além disso, o controle colabora para o bom desempenho de sua função e ajuda a evitar reboques, manutenções corretivas e perda de produtividade.
Quando a inspeção de pneus é deixada de lado, peças como amortecedores, molas e itens de direção podem ser diretamente afetadas, impactando a usabilidade do veículo e diminuindo o tempo de uso deste. O desgaste irregular também pode indicar desalinhamento, que tende a acelerar a perda da banda de rodagem e precisa ser corrigido por profissionais qualificados.
O que é gestão de pneus?
A gestão de pneus garante que o veículo circule adequadamente, sem imprevistos como estouro de pneu, aquaplanagem ou tombamentos. Na prática, ela organiza a rotina de inspeção, manutenção e tomada de decisão para que cada pneu seja usado com segurança e pelo maior tempo possível.
Rodar com os pneus abaixo da calibragem indicada, por exemplo, pode ocasionar deformidades, prejudicando não só a estrutura do pneu, mas gerando gastos com a sua troca e consumindo mais combustível. Manter a pressão adequada também contribui para maximizar a economia de combustível.
O controle de pneus entra, então, como um método de otimização que impede esses problemas. Sendo responsável por controlar tudo o que diz respeito a esta peça, como:
- Determinar o período ideal para realizar o rodízio;
- Definir quando trocar ou reformar os pneus;
- Sugerir práticas para não acelerar o desgaste;
- Etc.
Além desses pontos, uma boa rotina de pneus deve observar pressão, profundidade de sulco, sinais de desgaste desigual, áreas lisas, danos visíveis, rodízio e alinhamento. O rodízio regular ajuda os pneus a desgastarem de maneira mais uniforme, estendendo sua vida útil.
Quais são os outros meios de trazer mais economia para a frota?
A gestão de frotas pode contribuir para o aumento de lucro, maior concorrência da empresa no mercado e diminuição de impactos na renda com estratégias bem pensadas. No cenário brasileiro, o tema ganha ainda mais importância porque o modal rodoviário aumentou sua participação na matriz de transportes, segundo o Ilos.
O mapeamento dos processos é a primeira dessas estratégias. A partir da padronização de atividades, pode-se otimizar o tempo para a realização de outros procedimentos, reduzir retrabalho e tornar os registros mais confiáveis para a tomada de decisão.
Por mais que a execução manual de tarefas seja mais acessível em um primeiro momento, apostar na digitalização de rotinas com o uso de sistemas é uma alternativa para permitir que os colaboradores executem a rotina de maneira mais eficiente, com menos perda de informação e maior organização dos dados operacionais.
Para maior produtividade e organização, busque sistemas que possibilitem a integração de dados, evitando retrabalhos, perdas e/ou duplicação de dados. Com isso, você tem informações concretas e atualizadas, colaborando para decisões mais precisas e inteligentes.
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Perguntas frequentes
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