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Gestão de pneus

Custos logísticos e gestão de pneus na frota

Luiz Felipe Luiz Felipe 5 min de leitura
Custos logísticos e gestão de pneus na frota

Os custos logísticos somam os gastos de uma empresa depois da fabricação de um determinado produto até que ele chegue ao seu destino.

O conceito engloba investimentos que vão desde o transporte da mercadoria até valores de impostos, operações de distribuição, armazenagem, mão de obra e outros processos que mantêm a cadeia funcionando.

Na comparação de 2010 a 2012 apresentada pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), a logística já aparecia como uma despesa relevante no caixa das empresas: elas passaram a gastar 8,7% da receita líquida com logística, contra 8,5% registrado em 2010. No mesmo recorte, os gastos do Brasil com transporte pelo modal rodoviário subiram de R$ 202,6 bilhões para R$ 275,6 bilhões.

Dependendo de como você realiza a sua gestão, os impactos no caixa da empresa podem ser bastante negativos. Por isso, você precisa de um controle financeiro mais rigoroso, principalmente sobre custos como combustível, pneus e manutenção — três grupos que aparecem com frequência entre os pontos de maior atenção em uma frota.

Hoje, especificamente, vamos conhecer por que a gestão de pneus reduz os custos da operação. Mas, primeiro:

Quais são os custos logísticos em uma operação de transporte?

Os custos podem ser divididos em fixos e variáveis. Respectivamente, custos que não sofrem variação e custos que podem mudar conforme a distância percorrida, o volume transportado, as rotas, a condição dos veículos e a necessidade de manutenção.

Os custos fixos são calculados todos os meses, mesmo que o veículo não esteja em uso, e englobam:

  • Licenciamento e reposição do veículo;
  • Valor do seguro;
  • Salário dos profissionais envolvidos;
  • Entre outros.

Já os custos variáveis abrangem:

  • Pedágio;
  • Valor do combustível;
  • Peças de manutenção;
  • Mão de obra dos consertos;
  • Acessórios para o veículo e transporte;
  • Revisão dos pneus;
  • Recapagem dos pneus;
  • Entre outros.

Os custos em pneus ficam atrás apenas do gasto em combustível em muitas operações de transporte, geralmente representando um dos maiores custos variáveis da frota.

A gestão de pneus surge, assim, como uma alternativa para ter maior controle e visibilidade sobre esses ativos, além de contribuir para a diminuição do gasto com combustível quando a calibragem é mantida corretamente.

Por que a gestão de pneus ajuda na redução de custos logísticos?

A checagem regular prolonga a vida útil do pneu, evitando o descarte antecipado da peça e permitindo a recapagem preventiva dos pneus quando a carcaça ainda está em boas condições. Por consequência, a frota diminui a necessidade de novas compras em um período menor de tempo.

Ou seja, se antes de uma gestão de pneus você comprava 10 peças em 2 meses, pode passar a comprar menos pneus no mesmo intervalo, desde que o controle seja aplicado com constância e as condições de uso permitam esse ganho. Com algum tempo, também pode reduzir a proporcionalidade de descartes e compras — confira este case.

Dessa forma, existe a redução de custos logísticos em gastos com novos ativos para a frota, especialmente quando a empresa deixa de tratar pneus apenas como item de reposição e passa a acompanhar pressão, sulco, rodízio, alinhamento, histórico de manutenção e motivos de descarte.

Em adição: 

Por durarem mais, os pneus com manutenção regular têm menor probabilidade de ocasionar problemas na dirigibilidade. Afinal, pneus inflados incorretamente fazem com que o veículo não responda adequadamente e pneus com pressão abaixo da indicada geram excesso de calor, esforço na estrutura, desgaste irregular e danos internos.

Com a gestão de pneus, é possível reduzir a chance de acidentes e eventos que forcem o caminhão a ficar parado. Além disso, o controle colabora para o bom desempenho de sua função e ajuda a evitar reboques, manutenções corretivas e perda de produtividade.

Quando a inspeção de pneus é deixada de lado, peças como amortecedores, molas e itens de direção podem ser diretamente afetadas, impactando a usabilidade do veículo e diminuindo o tempo de uso deste. O desgaste irregular também pode indicar desalinhamento, que tende a acelerar a perda da banda de rodagem e precisa ser corrigido por profissionais qualificados.

O que é gestão de pneus?

A gestão de pneus garante que o veículo circule adequadamente, sem imprevistos como estouro de pneu, aquaplanagem ou tombamentos. Na prática, ela organiza a rotina de inspeção, manutenção e tomada de decisão para que cada pneu seja usado com segurança e pelo maior tempo possível.

Rodar com os pneus abaixo da calibragem indicada, por exemplo, pode ocasionar deformidades, prejudicando não só a estrutura do pneu, mas gerando gastos com a sua troca e consumindo mais combustível. Manter a pressão adequada também contribui para maximizar a economia de combustível.

O controle de pneus entra, então, como um método de otimização que impede esses problemas. Sendo responsável por controlar tudo o que diz respeito a esta peça, como:

  • Determinar o período ideal para realizar o rodízio;
  • Definir quando trocar ou reformar os pneus;
  • Sugerir práticas para não acelerar o desgaste;
  • Etc.

Além desses pontos, uma boa rotina de pneus deve observar pressão, profundidade de sulco, sinais de desgaste desigual, áreas lisas, danos visíveis, rodízio e alinhamento. O rodízio regular ajuda os pneus a desgastarem de maneira mais uniforme, estendendo sua vida útil.

Quais são os outros meios de trazer mais economia para a frota?

A gestão de frotas pode contribuir para o aumento de lucro, maior concorrência da empresa no mercado e diminuição de impactos na renda com estratégias bem pensadas. No cenário brasileiro, o tema ganha ainda mais importância porque o modal rodoviário aumentou sua participação na matriz de transportes, segundo o Ilos.

O mapeamento dos processos é a primeira dessas estratégias. A partir da padronização de atividades, pode-se otimizar o tempo para a realização de outros procedimentos, reduzir retrabalho e tornar os registros mais confiáveis para a tomada de decisão.

Por mais que a execução manual de tarefas seja mais acessível em um primeiro momento, apostar na digitalização de rotinas com o uso de sistemas é uma alternativa para permitir que os colaboradores executem a rotina de maneira mais eficiente, com menos perda de informação e maior organização dos dados operacionais.

Para maior produtividade e organização, busque sistemas que possibilitem a integração de dados, evitando retrabalhos, perdas e/ou duplicação de dados. Com isso, você tem informações concretas e atualizadas, colaborando para decisões mais precisas e inteligentes.

Que tal começar a colocar em prática o que você aprendeu e gerar mais economia na sua frota?

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Perguntas frequentes

O que são custos logísticos?

São os gastos que uma empresa acumula depois que o produto fica pronto, até que ele chegue ao destino final. O conceito engloba investimentos que vão do transporte da mercadoria a valores de impostos, operações de distribuição, manutenção e outros processos da cadeia. Numa frota, o controle financeiro precisa observar principalmente combustível, pneus e manutenção.

Quanto os custos logísticos representam no Brasil?

Na comparação de 2010 a 2012 apresentada pelo Ilos, as empresas passaram a gastar 8,7% da receita líquida com logística, contra 8,5% registrado em 2010. No mesmo recorte, os gastos do Brasil com transporte pelo modal rodoviário subiram de R$ 202,6 bilhões para R$ 275,6 bilhões, reforçando a importância de controlar despesas operacionais da frota.

Quais são os custos fixos e variáveis de uma operação de transporte?

Os fixos não sofrem variação e são calculados todos os meses, mesmo com o veículo parado: licenciamento, reposição do veículo, seguro, salário dos profissionais envolvidos, entre outros. Os variáveis mudam conforme a distância percorrida e a operação: pedágio, combustível, peças, mão de obra dos consertos, acessórios do veículo, revisão e recapagem dos pneus, entre outros.

Por que a gestão de pneus reduz os custos logísticos?

Porque checar os pneus com regularidade prolonga a vida útil da peça, evita descarte antecipado e abre espaço para recapagem preventiva quando a carcaça permite. O controle de pressão, sulco, rodízio e alinhamento ajuda a evitar desgaste irregular, danos internos e consumo extra de combustível, reduzindo compras emergenciais e paradas do caminhão.

O que é gestão de pneus?

É o método de controle que cuida de tudo o que diz respeito a essa peça, ajudando o veículo a circular sem imprevistos, entre eles estouro, aquaplanagem e tombamento. Na prática, envolve definir o período ideal do rodízio, decidir quando trocar ou reformar cada pneu, acompanhar pressão e sulco e sugerir práticas que evitem desgaste acelerado.

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