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Gestão de pneus

Descarte de pneus: como reduzir perdas na frota

Luiz Felipe Luiz Felipe 5 min de leitura
Descarte de pneus: como reduzir perdas na frota

Você precisa economizar mais na sua operação de transportes? O descarte de pneus pode ser um fator que está atrapalhando o seu objetivo de redução de custos.

Perder pneus antes de eles atingirem sua expectativa de vida útil não pode ser algo normal na sua frota. Além do custo de aquisição de um pneu novo, a perda antecipada elimina oportunidades de reforma, reaproveitamento da carcaça e controle do custo por quilômetro.

Portanto, você precisa continuar lendo este post e entender mais sobre:

Qual é a média de descarte de pneus mensal em uma frota?

Cada operação tem uma média diferente, pois possui uma quantidade de placas e pneus própria. Para termos um exemplo, podemos analisar o caso de uma das empresas que já utiliza Prolog em sua operação. 

Essa operação tem em torno de 1.200 pneus e 76 placas na operação e, antes de iniciar uma rotina de gestão de pneus eficiente na frota, eles perdiam cerca de 11 pneus ao mês. 

Isto considerando apenas o descarte de pneus antecipado, não fazendo proveito de toda a vida útil do ativo.

Outra empresa, com pouco mais de 1.300 veículos, perdia, em média, 6 pneus ao mês, chegando até 8 perdas precoces em alguns períodos.

Para diferentes cenários, os números variam, mas o problema central é o mesmo: 

Encontrar soluções para diminuir os custos relacionados aos pneus da frota, acompanhando manutenção, pressão, desgaste, danos e histórico de uso de cada ativo.

Qual a diferença entre os custos de aquisição x recapagem?

Comprar um pneu novo e mandar um pneu em condições para recapagem são decisões com impactos bem diferentes no caixa. No cálculo do CPK do pneu, é comum somar o valor de compra com consertos e serviços de recapagem; por isso, perder uma carcaça antes da hora pesa mais do que parece.

A recapagem é o processo em que um pneu é reformado pela substituição da banda de rodagem. No Brasil, os fornecedores desse serviço devem ser registrados no Inmetro, e a reforma é submetida à avaliação compulsória da conformidade.

Ou seja, se a frota perde pneus todos os meses e precisa substituí-los por novos, deixa de aproveitar uma alternativa que poderia prolongar o uso da carcaça quando ela ainda está em boas condições. A economia real depende do preço do pneu, do serviço, da região, da aplicação e do estado da carcaça.

E, considerando que pressão, peso do veículo e tamanho do pneu impactam o custo por quilômetro final, a decisão entre comprar, consertar, reformar ou substituir precisa ser apoiada por histórico e inspeções consistentes.

Inclusive, trazemos essa comparação aqui, pois, um dos motivos mais comuns para o descarte de pneus antes da hora acontece, em boa parte dos casos, pela recusa de recape.

E por que a recusa de recape acontece?

O principal motivo é pela fadiga da carcaça do pneu ou quando os danos já são excessivos e não compensa mais consertar o pneu porque ele não voltará a ter condições para um bom desempenho em rota, sendo até perigoso de utilizar.

Agora, o que faz um pneu chegar nesses estágios é a falta de uma gestão apropriada.

Quando você deixa de realizar etapas na sua gestão, como a aferição de pneus e o controle do nível de desgaste, você perde informações que auxiliam na determinação dos prazos e previsões de troca dos ativos.

Assim, permite que os itens rodem até o seu limite, causando desgastes irregulares, bolhas ou cortes, entre outros danos, também gerados por rodar com os pneus com calibragem incorreta e que levam a recusa de recape.

O quanto você poderia economizar sem o descarte de pneus antes da hora?

A economia possível depende do tamanho da frota, da quantidade de perdas antecipadas, do preço de compra, do valor de reforma e da capacidade de preservar carcaças em boas condições. Em vez de trabalhar com uma média fixa e desatualizada, o caminho mais seguro é calcular o impacto a partir dos próprios dados da operação.

Contudo, a economia vai além disto, visto que implementar uma gestão de pneus na frota contribui na redução de custos com manutenções e combustível também. E esta é a resposta para a próxima pergunta:

Como evitar o descarte de pneus?

Para isso, você precisa da gestão de pneus na sua operação. Isso inclui realizar inspeções regulares de pneus, com atenção à pressão correta, ao desgaste da banda de rodagem e a danos aparentes.

Quando notar que há problemas na calibragem, pode tomar as ações necessárias para correção, abrindo chamados para que seja corrigida a pressão. 

Da mesma maneira, se houver desgastes acelerados ou excessivos, pode analisar o histórico de informações sobre este pneu e buscar uma resposta que explique esse acontecimento — como a utilização de uma pressão de ar menor do que deveria ou a utilização do pneu em uma rota inadequada.

Mais importante na missão de prevenir o descarte de pneus antes da hora é acompanhar a profundidade dos sulcos para decidir o momento certo de recapar ou substituir. A legislação de trânsito usa a profundidade remanescente inferior a 1,6 mm como referência de irregularidade, constatada visualmente por indicadores de desgaste; para gestão, a análise deve acontecer antes de o pneu chegar a esse limite.

A empresa que perdia 11 pneus ao mês, por exemplo, teve uma redução de 47,8% no descarte de pneus após adquirir um sistema de gestão de pneus com aferição eletrônica. No Prolog, a inspeção com aferidor eletrônico registra a profundidade dos sulcos de cada pneu, apoiando a rotina de acompanhamento.

Quer saber o quanto você poderia estar economizando também? Faça o cálculo de sua economia utilizando esta calculadora do Prolog.

Perguntas frequentes

Estou perdendo pneus antes da hora, o que investigo primeiro?

Comece pelo básico da gestão: pressão, desgaste da banda de rodagem, danos aparentes e histórico de uso. Sem esses dados, faltam informações para explicar perdas, prever trocas e evitar que o pneu rode até o limite. Inspeções regulares ajudam a identificar calibragem incorreta, desgaste irregular, cortes, bolhas e rotas inadequadas.

Compensa mais comprar pneu novo ou mandar recapar?

Depende do estado da carcaça, do preço do pneu, do valor do serviço e da aplicação. A recapagem reforma o pneu pela substituição da banda de rodagem e pode ser uma alternativa quando a carcaça ainda tem condições. Para decidir, compare compra, consertos, recapagem e desempenho no cálculo do custo por quilômetro.

Por que a recapagem de um pneu é recusada?

A recusa costuma acontecer quando a carcaça apresenta fadiga ou danos excessivos, a ponto de o conserto deixar de compensar ou de o pneu não ter condições seguras de voltar à rota. Falhas de gestão, como falta de aferição e controle de desgaste, aumentam o risco de o pneu chegar tarde demais ao recape.

Quanto uma frota perde por mês com descarte antecipado?

Depende do tamanho e do perfil da operação. Uma frota de 1.200 pneus e 76 placas perdia cerca de 11 pneus por mês antes de estruturar a gestão; em outra, de pouco mais de 1.300 veículos, a média era 6 por mês, com picos de 8. O valor financeiro deve ser calculado com os preços atuais da compra, reforma e manutenção da própria frota.

Em qual profundidade de sulco devo tirar o pneu de circulação?

A legislação usa a profundidade remanescente inferior a 1,6 mm como referência de irregularidade, constatada por indicadores de desgaste. Para gestão de frota, a medição deve acontecer antes de chegar a esse limite, porque a profundidade dos sulcos orienta o momento de recapar ou substituir e ajuda a manter o custo sob controle.

Adotar um sistema de gestão de pneus reduz o descarte antecipado?

Pode reduzir quando a rotina combina inspeção, registro e ação corretiva. Numa frota de cerca de 1.200 pneus e 76 placas, onde se perdiam 11 pneus por mês, o descarte caiu 47,8% depois da adoção de gestão de pneus com aferição eletrônica. O resultado depende da disciplina da operação e do uso dos dados coletados.

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