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Gestão de pneus

7 danos nos pneus do caminhão e o que os causa

Luiz Felipe Luiz Felipe 5 min de leitura
7 danos nos pneus do caminhão e o que os causa

Os danos nos pneus são inevitáveis. Principalmente quando consideramos que o pneu é responsável por suportar a carga, os buracos e pedras, sempre ficando entre as diversas superfícies e o veículo.

Infelizmente, não há magia que elimine esse risco. Porém, existem cuidados e melhores práticas que devem ser seguidas para prevenir a perda total do pneu antes da hora.

Na rotina de uma frota, mais importante do que tratar a peça por uma validade genérica é acompanhar cada pneu de forma individual: desgaste, recapagem, ciclo de vida, custo, histórico de inspeções e manutenção.

Inclusive, muitas operações deixam de realizar a recapagem de pneus por descuidos evitáveis. Um gestor atento precisa saber quais são os principais defeitos que acontecem nos pneus, reconhecê-los e agir com medidas preventivas que prolonguem a sua vida útil.

Portanto, vamos ajudar você a identificar e evitar as avarias mais comuns que podem surgir nos pneus de um caminhão.

Tipos de danos nos pneus

Abaixo trouxemos os danos de pneus mais recorrentes, mas lembre-se que somente essas informações não fornecem um diagnóstico. Diante de qualquer avaria nos pneus, leve o veículo imediatamente a uma oficina e faça a manutenção necessária para garantir a segurança do veículo, combinado?

Agora, confira os tipos de defeitos que o pneu pode apresentar:

1. Desgaste dos pneus

Existem muitos tipos de desgastes de pneus. Os três principais e mais comuns:

  • Desgaste unilateral: aparece na lateral da banda de rodagem do pneu, seja esquerda ou direita. Normalmente, está relacionado à geometria do eixo e pode indicar alguma peça fora do seu devido lugar, como molas, abraçadeiras ou suspensão. Quando houver desalinhamento, a correção deve ser feita por um especialista qualificado.
  • Desgaste diagonal: quando o desgaste acontece em partes específicas da banda de rodagem, sem nenhum tipo de padrão, pode indicar folga nos rolamentos dos eixos e pneus desbalanceados.
  • Desgaste central: aparece com maior concentração no centro da banda. Em vez de tratar esse desgaste como efeito de um tipo específico de veículo, verifique a forma de uso e confirme se a pressão aplicada segue exatamente a recomendação do fabricante para o veículo.

2. Aparecimento de saliência no flanco do pneu radial

Quando os cabos internos da carcaça se rompem, aparecem alguns calombos que parecem veias na lateral da borracha. De modo geral, essas deformações surgem por causa de fortes impactos, como passar por lombadas, buracos, guias e tachões em velocidade ou ângulo inadequado. Ignorar esse tipo de dano aumenta o risco de falha do pneu no futuro.

3. Separação das cintas da banda de rodagem

Esse tipo de problema é muito comum, principalmente porque ele é consequência da calibragem baixa de pneus, junto ao excesso de peso e superaquecimento. Rodar com pneus abaixo da pressão indicada é uma das principais causas de problemas nos pneus, faz a peça se desgastar mais rápido e acumula calor. Se o pneu não for mantido com a pressão ideal, as cintas da banda de rodagem separam-se e a única solução é o descarte.

4. Exposição das lonas/cintas na extremidade dos pneus

A causa da exposição das lonas nas extremidades dos pneus pode estar em falhas nos eixos ou nos terminais, que podem estar desalinhados. Como esse dano envolve uma parte estrutural do pneu, não trate a situação como simples reparo garantido: leve o veículo à oficina para avaliação e manutenção necessárias antes de decidir o próximo passo.

5. Desagregação da banda de rodagem

A banda de rodagem pode soltar da roda caso o motorista não tome o cuidado necessário ao dirigir, principalmente nas estradas de chão e muitas pedras. Para saber se, nesse caso, há conserto, somente a inspeção do pneu realizada por um borracheiro profissional.

6. Rachadura na banda de rodagem

Quebra e rachadura na borracha do pneu são problemas que surgem quando não há lubrificação ideal na montagem e desmontagem da roda. Caso o dano não atinja o talão, é possível consertar.

Nos pneus diagonais, a rachadura também ocorre pela calibragem incorreta ou pelo excesso de carga no veículo. Vale confirmar se todos os pneus instalados no veículo aguentam o mesmo peso de carga e se a calibragem está de acordo com a pressão recomendada pelo fabricante.

7. Surgimento de cortes e furos

Cortes e furos nos pneus são danos de pneus frequentes porque são consequências externas das más condições das estradas e de objetos cortantes ou pontiagudos no chão, como pedras, vidro, pregos e parafusos. Se um furo for profundo o suficiente, o pneu pode começar a perder pressão. Geralmente, esse tipo de problema é resolvido com facilidade, mas você precisa consultar um mecânico imediatamente após constatar a lesão.

O que fazer para evitar danos nos pneus?

A melhor recomendação que nós podemos dar, é:

Tenha um processo de gestão de pneus na sua rotina de frota.

Quando o assunto é frota de caminhões ou, até mesmo, de ônibus, que possui uma grande quantidade de veículos pesados para monitorar, esse detalhe faz toda diferença.

Manter a revisão é o caminho mais seguro para que esses defeitos sejam evitados. Ou, quando surgem, que tenham o reparo ideal o quanto antes, impedindo a fadiga da carcaça, o descarte e o alto custo que é comprar novos ativos.

A manutenção deve acontecer de acordo com as recomendações de fábrica do veículo, por isso, fique atento à quilometragem do caminhão, verifique a profundidade dos sulcos dos pneus com frequência, calibre de acordo com a pressão indicada pelo fabricante, faça a conferência com pneus frios sempre que possível e realize o rodízio dos pneus em intervalos regulares para favorecer um padrão de desgaste mais uniforme.

Inclusive, as definições de prazos e cronogramas de inspeção e manutenção de pneus será melhor com o auxílio de dados concretos sobre os pneus da sua operação de transporte.

Nesse caso, a utilização de tecnologias para gestão de pneus se torna muito benéfica. Com dados organizados sobre desgaste, recapagem, ciclo de vida e custo por pneu, a frota ganha mais base para acompanhar cada ativo e decidir quando inspecionar, reparar, recapear ou descartar.

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Perguntas frequentes

Quais são os danos mais comuns nos pneus de caminhão?

Sete aparecem com mais frequência: desgaste irregular da banda de rodagem, saliência no flanco do pneu radial, separação das cintas da banda de rodagem, exposição das lonas ou cintas nas extremidades, desagregação da banda de rodagem, rachadura na banda e surgimento de cortes e furos. Cada tipo aponta para uma causa diferente, como geometria do eixo, pressão fora da recomendação, impacto na pista ou objeto cortante.

O que o tipo de desgaste do pneu indica?

No desgaste unilateral, a marca fica na lateral da banda de rodagem, esquerda ou direita, e costuma estar relacionada à geometria do eixo. O diagonal atinge partes específicas da banda sem padrão definido e pode sinalizar folga nos rolamentos dos eixos e pneus desbalanceados. Já o central pede verificar a forma de uso e confirmar se a pressão aplicada segue a recomendação do fabricante para o veículo.

Qual dano no pneu não tem conserto?

A separação das cintas da banda de rodagem: quando ela ocorre, a única solução é o descarte. O problema está associado à calibragem baixa, ao excesso de peso e ao superaquecimento. Em casos de lona ou cinta exposta, saliência no flanco, cortes profundos ou rachaduras, a avaliação presencial em oficina é o que define a conduta.

Quanto tempo dura um pneu e por que muitos são perdidos antes?

A vida útil depende da condição e do histórico de cada pneu. Muitas frotas perdem a peça antes da hora quando a gestão não acompanha desgaste, recapagem, ciclo de vida, custo, inspeções e manutenção. Reconhecer defeitos comuns e agir com medidas preventivas ajuda a prolongar a vida do ativo e adiar o custo de comprar peças novas.

O que fazer ao identificar uma avaria no pneu?

Levar o veículo a uma oficina e fazer a manutenção necessária. A descrição dos danos não substitui um diagnóstico: diante de qualquer avaria, a avaliação presencial é o que define a conduta. Na desagregação da banda de rodagem, por exemplo, só a inspeção de um borracheiro profissional diz se há conserto. Em cortes, furos, saliências ou lonas expostas, procure atendimento logo após constatar a lesão.

Como reduzir os danos nos pneus da frota?

A recomendação central é ter um processo de gestão de pneus na rotina da frota, mantendo a revisão em dia. A manutenção deve seguir as recomendações de fábrica do veículo, o que envolve acompanhar quilometragem, verificar profundidade dos sulcos, calibrar com a pressão recomendada e fazer rodízio em intervalos regulares. Definir prazos e cronogramas de inspeção fica mais fácil com dados concretos sobre os pneus da operação.

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