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Gestão de pneus

Como o ciclo do pneu impacta a gestão de frotas

Jade Zart Jade Zart 5 min de leitura
Como o ciclo do pneu impacta a gestão de frotas

Conhecer o ciclo do pneu pode ajudar a gerenciar esses ativos de forma mais eficaz em sua frota.

Os pneus são componentes individuais de um veículo, com sua própria vida útil, independentemente da fabricação e montagem do veículo em si.

Portanto, é importante entender esse ciclo do pneu e como avaliar se o ativo está sendo bem aproveitado ou não. Acompanhe os principais pontos:

Qual é o ciclo do pneu?

O ciclo do pneu abrange todo o processo, desde sua fabricação até o descarte, depois de ter sido utilizado e, quando a carcaça permite, passado por reformas.

1 – Fabricação

O ciclo começa antes de o pneu chegar à frota, na seleção da matéria-prima e sua transformação no pneu propriamente dito. A fabricação envolve a montagem de diversas partes, como talão, flanco, ombro, lonas, carcaça, entre outras.

2 – Aquisição

Após estar disponível para compra, o pneu é adquirido pelas frotas e operações de transporte. Os gestores escolhem os modelos que melhor atendem às necessidades de suas empresas.

3 – Marcação a fogo

Antes de ser instalado em um veículo, o pneu deve ser identificado por marcação a fogo. Isso permite um controle preciso e evita erros durante os processos de gestão de pneus.

4 – Utilização (ou estocagem)

Após a marcação e o cadastro no sistema de controle de pneus da frota, o pneu é instalado nos veículos determinados. Caso ainda não seja necessário, ele é armazenado no estoque da operação.

Na estocagem, também vale cuidar das condições do local. Pneus devem ser guardados em ambiente limpo, seco, fresco e bem ventilado, porque a conservação antes do uso faz parte da vida útil do ativo.

5 – Inspeção e manutenção de pneus

Durante seu uso, o pneu passa por processos de gestão, incluindo inspeção de pressão, danos e profundidade dos sulcos.

Essas informações ajudam a avaliar a condição do pneu e a orientar decisões de manutenção. A pressão, o desgaste da banda, a rotação e o alinhamento estão entre os pontos centrais da manutenção contínua; nas inspeções mensais, pressão adequada, desgaste do sulco e danos visíveis merecem atenção especial.

A inspeção também ajuda a determinar o momento certo para a troca do pneu e, se necessário, o envio para recapagem, que é uma etapa do ciclo. No Brasil, a profundidade remanescente inferior a 1,6 mm é um limite legal importante, e a constatação visual usa os indicadores de desgaste da banda de rodagem.

De modo geral, as reformas, como a recapagem e recauchutagem, fazem parte das atividades dentro da manutenção de pneus.

6 – Repetição do ciclo e descarte

Após uma primeira reforma de pneus, o ciclo se repete, indo da utilização à manutenção, até chegar ao momento final: o descarte.

Nesse estágio, é essencial adotar medidas responsáveis para garantir que o pneu seja destinado a um ponto de coleta adequado, evitando qualquer impacto ambiental negativo decorrente de seu descarte.

Qual a importância da análise do ciclo do pneu?

É de extrema importância analisar o ciclo de vida do pneu em sua frota para entender, por exemplo, a durabilidade de um pneu em suas operações.

Essa análise fornece informações cruciais para a gestão de pneus, estabelecendo parâmetros que possibilitam a comparação de ações voltadas para o aumento da vida útil do pneu.

Assim, você pode avaliar a eficácia de suas estratégias, pois terá uma base comparativa sólida. Essa leitura deve considerar que a vida útil não depende só da idade de calendário: manutenção, pressão, carga, velocidade, temperatura, impactos e danos de estrada também influenciam o desempenho do pneu.

Além disso, a análise desse ciclo permite:

  • Identificar padrões de desgaste;
  • Antecipar a substituição de pneus;
  • Evitar paralisações não programadas devido a pneus danificados;
  • Estabelecer uma programação eficiente de manutenção preventiva;
  • Otimizar os custos relacionados à gestão de pneus.

Ou seja, compreender o ciclo do pneu contribui para tomar decisões informadas que visam aprimorar a eficiência operacional, reduzir custos e aumentar a segurança da frota.

Quais etapas do ciclo analisar?

Ao analisar o ciclo do pneu em sua frota, é importante focar nas etapas mais relevantes para sua gestão, deixando de lado aspectos como a fabricação, que geralmente estão além do controle da operação.

Aquisição de pneus

Nesta fase, é importante compreender as funções de cada tipo de pneu e suas recomendações de uso. Avaliar a severidade de cada pneu e seu índice treadwear também é crucial antes de tomar decisões de compra.

Dessa maneira, a análise de pneus ajuda a escolher os modelos mais adequados às necessidades da frota. Também é importante confirmar se os pneus atendem às exigências de carga, dimensões e velocidade aplicáveis aos veículos da operação.

Utilização de pneus

Durante a utilização, é fundamental garantir que os pneus tenham as dimensões e medidas corretas para os veículos determinados. Isso não só afeta a durabilidade e o desempenho dos pneus, mas também a segurança das operações de transporte.

Quando o pneu já está instalado no veículo, a forma de manutenção passa a ter grande peso sobre seu aproveitamento. Por isso, a etapa de utilização não deve ser vista separada das rotinas de inspeção e manutenção.

Manutenção de pneus

Na fase de manutenção, é essencial acompanhar e coletar dados de inspeções regulares.

Monitorar a variação da pressão ao longo das semanas e o desgaste dos sulcos dos pneus mensalmente fornece indicadores importantes.

Esses dados ajudam a determinar se os pneus estão sendo utilizados de maneira eficiente, se a escolha da marca e do modelo foi acertada e quais ações podem ser tomadas para melhorar seu desempenho e vida útil. Eles não substituem a avaliação técnica quando há dano, dúvida sobre a condição do pneu ou necessidade de retirada de circulação.

Descarte de pneus

No momento do descarte, é importante realizar uma análise da peça antes de descartá-la.

Essa análise auxilia a determinar se o descarte foi realizado no momento adequado ou se foi prematuro. Além disso, permite identificar as razões que levaram ao descarte, fornecendo informações valiosas para melhorias futuras.

Todas essas análises podem ser facilitadas pela tecnologia existente para a gestão de pneus. Comece a registrar inspeções, organizar o histórico dos ativos e acompanhar a rotina de manutenção com um sistema focado nessa área da frota.

Agende uma demonstração do sistema de gestão de pneus Prolog App.

Perguntas frequentes

Meus pneus estão sendo descartados antes da hora — por onde começo a investigar?

Comece pelo próprio descarte: examinar a peça antes de mandá-la fora ajuda a saber se a retirada foi feita na hora certa ou cedo demais, e quais razões levaram a ela. Depois, olhe o histórico de inspeção. Pressão, desgaste dos sulcos e danos visíveis são pontos importantes nas inspeções regulares e ajudam a identificar padrões antes da próxima substituição.

Quais etapas do ciclo do pneu vale a pena acompanhar na frota?

Vale focar nas etapas que estão sob controle da operação, deixando de lado a fabricação. Na aquisição, entender para que serve cada tipo de pneu, como se recomenda usá-lo, qual é sua severidade e qual é o índice treadwear. Na utilização, garantir que dimensões e medidas correspondam aos veículos determinados. Na manutenção, acompanhar dados de inspeções regulares. No descarte, analisar a peça para saber se a retirada foi adequada ou prematura.

Onde entram a recapagem e a recauchutagem no ciclo do pneu?

Recapagem e recauchutagem são reformas e, de modo geral, entram nas atividades de manutenção de pneus. Enquanto o pneu roda, medir sua pressão, avaliar danos e acompanhar a profundidade dos sulcos ajuda a definir quando trocá-lo e, se for o caso, quando mandá-lo para recapagem. Feita a primeira reforma, o pneu volta a percorrer o mesmo caminho, da utilização à manutenção, até o descarte.

O que a frota ganha ao analisar o ciclo de vida dos pneus?

Com ela, a operação ganha uma base de comparação: dá para medir se as ações voltadas a prolongar a vida útil do pneu funcionaram e o quanto as estratégias adotadas foram eficazes. Essa leitura também permite reconhecer padrões de desgaste, antecipar trocas, evitar paralisações não programadas por causa de um pneu danificado, montar uma programação de manutenção preventiva e otimizar os custos ligados à gestão de pneus.

Para que serve a marcação a fogo antes de o pneu entrar em uso?

A marcação a fogo identifica o pneu antes de ele ser montado em qualquer veículo. É ela que torna possível um controle preciso e evita erros ao longo dos processos de gestão de pneus. Depois de marcado e cadastrado no sistema de controle da frota, o pneu segue para os veículos determinados; se ainda não houver necessidade de uso, fica guardado no estoque da operação.

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