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Tecnologia e eficiência logística

Big data no transporte: o que é e 3 aplicações

Luiz Felipe Luiz Felipe 5 min de leitura
Big data no transporte: o que é e 3 aplicações

O big data na logística tem uma função bastante clara: trazer facilidade, organização e produtividade às empresas de transporte.

De maneira geral, ainda é usado por poucas transportadoras, mas é uma realidade que está mudando — e queremos participar dessa mudança! Por isso, trazemos conteúdos bem completos e detalhados sobre assuntos relacionados.

Hoje, você vai conferir:

O que é big data?

Como funciona o big data na logística?

Quais são as implementações do big data na logística?

O que é big data?

Esse termo, traduzido literalmente como “grande dado”, se refere a conjuntos massivos e complexos de dados, que podem exigir formas de gestão e análise mais robustas do que as tradicionais.

Na prática, o ponto central não é guardar dados por guardar: é organizar essas informações para encontrar padrões, extrair aprendizados e apoiar decisões melhores.

Quanto ao big data nos serviços logísticos, os dados podem ser referentes a diversos fatores. Por exemplo, sobre fornecedores, colaboradores, veículos, pneus, sobre o armazém, e assim por diante. 

Aliás, antes de continuar, vale ressaltar o porquê eles são importantes também, né?

O motivo é que eles podem ser usados na alteração e otimização de processos e estratégias da empresa de logística. Assim**, trazendo resultados mais precisos através de informações reais e concretas.**

Outro fator que se costuma falar é sobre os “5 V’s” do big data. Na verdade, eles são basicamente uma descrição do que ele é e do que fornece a quem os utiliza:

  1. Volume
  2. Velocidade
  3. Variedade
  4. Veracidade
  5. Valor

Como funciona o big data na logística?

Entrando mais na questão do big data na logística, há diversos benefícios de realizar essa aplicação na gestão da sua transportadora. Então, ele funciona para:

Reduzir custos

A visibilidade sobre cada detalhe de cada processo ajuda o gestor a identificar oportunidades para realizar mudanças que tornem as tarefas mais rápidas e eficientes. Ou seja, trazendo uma economia de tempo e, por consequência, de dinheiro. 

Além disso, organizar dados de checklist sobre veículos é essencial para entender qual está causando mais problemas, se tem algum motorista específico que tem mais ocorrências, qual marca e modelo de pneu é perdido mais rápido, e assim por diante.

Todas essas informações darão um direcionamento para você investir em veículos melhores, pneus mais adequados, treinamentos para motoristas, etc., que são o meio para a redução de custos gerais da empresa de transporte.

Integrar a cadeia de suprimentos

Se até pouco tempo atrás era difícil manter uma comunicação clara e concisa entre todas as partes de uma cadeia, agora tudo mudou. Com o big data na logística, o acompanhamento de uma compra virou algo simples.

Isto acontece através da conexão e interposição de dados do cliente, distribuidores e/ou varejistas centralizados em um único local. Embora a forma de coleta de dados para cada um destes seja diferente, é possível realizar a integração de todos em um único sistema para ter essa facilidade de observação e análise do processo como um todo.

Dessa forma, também, criando um processo de distribuição bem mais produtivo. Introduzindo assim o próximo tópico:

Tornar a operação mais eficiente

Não há nenhuma dúvida quanto a isso. Os dados são praticamente um sinônimo de produtividade e eficiência. Eles possibilitam mudanças concretas, baseadas no que realmente acontece.

O acompanhamento constante deles permite, resumidamente, duas coisas:

  • identificar falhas e erros nos processos da empresa;
  • criar novos e melhores métodos de trabalho na transportadora.

Quais são as implementações do big data na logística?

Entregas last-mile

O last-mile é a parte final de uma entrega, onde o produto vai até o consumidor final, e, normalmente, é a etapa de maior custo da operação. Por que isso?

É uma consequência, muitas vezes, de um planejamento falho. Afinal, a entrega até o cliente final passa pelo tráfego urbano e pode, em muitos casos, sofrer com ociosidade do veículo e/ou do motorista.

Onde entra o big data? No monitoramento do transporte para otimização de rotas!

Ao utilizar aparelhos GPS ou sistemas específicos para rastreamento de frotas, a central (ou mesmo a torre de controle logístico, se for algo que a sua empresa investir), recebe os dados e pode estudá-los a fim de identificar onde estão os piores trechos e o que realmente está aumentando essa etapa final de entrega.

Igualmente, você cria rotas e horários melhores para as entregas. Visando, assim, menos ociosidade, menos perda de tempo e mais economia no last-mile.

Controle de fraudes

O big data na logística também tem seu papel aqui. Assim como o monitoramento e/ou rastreamento pode auxiliar na otimização do last-mile, ele pode ser benéfico no controle de fraudes. Pelo menos quando ele acontece em tempo real!

Assim, é possível ver se há algum comportamento suspeito ou atividade que prejudique a eficiência da entrega. Além de fraudes, serve para evitar e ter menos prejuízos com roubos de carga e sequestros relâmpagos.

Comércio exterior

Quando falamos de comércio exterior, tanto para casos de importação quanto de exportação, o big data é o meio de saber fácil e rapidamente onde está a carga, prevenindo possíveis problemas e tomando ações imediatas, quando necessário.

Os agentes de carga, por exemplo, são um dos principais grupos que podem se aproveitar das vantagens do big data já que seu papel envolve a troca de informações entre diferentes partes e durante todo o processo de transporte — desde a cotação do frete até a mercadoria chegar em seu destino final.

Se um transporte nacional já tem um grande número de informações para lidar, o comércio exterior tem ainda mais, o que abre margem para mais erros.

Portanto, é muito importante ter controle sobre os dados e usar meios tecnológicos para o gerenciamento de big data. Inclusive, em relação aos frete marítimo e frete aéreo, que são os tipos mais comuns quando falamos de importação ou exportação de produtos.

Com o grande volume de dados que geramos diariamente, se torna fundamental utilizar uma solução para inteligência de mercado no comércio exterior.

Perguntas frequentes

O que é big data no transporte e na logística?

É o aproveitamento de conjuntos massivos e complexos de dados gerados pela operação, sobre fornecedores, colaboradores, veículos, pneus, armazém e outros fatores, para alterar e otimizar processos e estratégias da empresa. A importância está em decidir com informações reais e concretas, e não por percepção. O termo costuma ser resumido em cinco V's: volume, velocidade, variedade, veracidade e valor.

Como o big data ajuda a reduzir custos numa transportadora?

Dando visibilidade sobre cada etapa dos processos, o que permite ao gestor enxergar onde as tarefas podem ficar mais rápidas e eficientes, economizando tempo e dinheiro. Dados de veículos também mostram qual deles gera mais problemas, se algum motorista concentra ocorrências e qual marca e modelo de pneu se perde mais cedo. Isso orienta investimentos em veículos, pneus mais adequados e treinamento de motoristas.

Quais são as aplicações do big data na logística?

Três aplicações se destacam. Nas entregas last-mile, a etapa final e normalmente a mais cara, os dados do acompanhamento do transporte ajudam a identificar os piores trechos e a criar rotas e horários melhores. No controle de fraudes, o acompanhamento, quando feito em tempo real, permite perceber comportamentos suspeitos e reduzir prejuízos com roubo de carga e sequestro relâmpago. No comércio exterior, os dados mostram onde está a carga e apoiam agentes de carga na troca de informações.

Por que o last-mile costuma ser a etapa mais cara da entrega?

Porque a entrega até o consumidor final passa pelo tráfego urbano e, com frequência, sofre com ociosidade do veículo ou do motorista, muitas vezes por planejamento falho. Com os dados do acompanhamento do transporte, a central consegue estudar onde estão os piores trechos, o que de fato encarece essa etapa, e redesenhar rotas e horários para reduzir tempo perdido e gastos.

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