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Tecnologia e eficiência logística

Veículos autônomos: como funcionam e impacto na frota

Jade Zart Jade Zart 7 min de leitura
Veículos autônomos: como funcionam e impacto na frota

Com o surgimento dos veículos autônomos, uma discussão que se abre é sobre o uso dessa inovação no setor da logística e transporte.

Por ser ainda uma tecnologia em evolução e com aplicações diferentes conforme o ambiente de operação, é comum surgirem questões sobre a eficiência, economia e, principalmente, sobre a segurança desses veículos.

No entanto, o potencial e a constante melhoria que os veículos autônomos podem oferecer às operações de transporte ajudam a manter o tema no radar de empresas, fabricantes e gestores de frota.

A seguir, conheça melhor:

O que são veículos autônomos?

Os veículos autônomos são inovações tecnológicas capazes de se locomover sem a necessidade direta de um motorista humano para controlá-los.

Ou seja, os veículos possuem bases tecnológicas e inteligentes que permitem ao veículo perceber e analisar o ambiente ao seu redor. Dessa forma, eles podem tomar decisões com autonomia para acelerar, frear e manobrar.

Além disso, as tecnologias utilizadas também fazem com que esse tipo de veículo reconheça e siga as regras de trânsito nas rotas realizadas.

Como funcionam os veículos autônomos?

Os veículos autônomos funcionam por meio de uma combinação de tecnologias projetadas para garantir operações seguras e eficientes, mesmo sem a intervenção direta de um humano.

Entre elas, se destacam:

Sensores externos

Esses sensores podem incluir câmeras, radares, sensores de movimento e calor, e assim por diante. São itens essenciais para que o veículo consiga compreender o ambiente que está passando e identificar os obstáculos e pedestres no caminho.

Inteligência artificial

Ao coletar os dados dos sensores mencionados, a inteligência artificial é quem entra em ação.

Ela precisa fazer esse trabalho de interpretar e tomar as decisões corretas, como acionar os comandos de frenagem e realização de curvas, para que o deslocamento do veículo aconteça sem problemas.

Como qualquer ferramenta de IA, os veículos tendem a melhorar com mais dados, testes e validações, sendo desenvolvidos para lidar com diferentes e adversas situações na estrada. Antes de chegar às ruas, modelos de direção autônoma também podem ser validados em simulações fechadas, conforme descrevem fornecedores da tecnologia.

GPS e sistemas de navegação

Da mesma forma que esses sistemas são utilizados pelos humanos, a inteligência artificial também consegue aproveitar as tecnologias de GPS e navegação para entender os melhores caminhos do seu ponto de partida até seu destino final.

Além disso, quando esses recursos são integrados a sistemas de direção autônoma, ajudam o veículo a planejar o deslocamento e a seguir a rota prevista com menos interferência humana direta.

Unidade de Controle Interno (ECU)

A ECU é a parte dos veículos autônomos que executa os comandos de direção, coordenando as funções desde a aceleração até a frenagem, garantindo que as ações sejam realizadas de maneira suave e precisa.

Componentes de conectividade

Esses componentes são o que permitem uma comunicação e interação com a infraestrutura do trânsito e demais veículos.

Isso inclui componentes como o Controle Eletrônico de Estabilidade (ESC), que ajusta a velocidade das rodas para prevenir derrapagens. O iBooster, que otimiza o processo de frenagem.

Também o velocímetro e hodômetro, que fornecem informações sobre a velocidade e distância percorrida.

Os veículos autônomos são seguros?

A resposta depende do nível de autonomia, do cenário de uso, da validação feita antes da operação e das regras aplicadas a cada projeto. Há inclusive um relatório que estimava que até 2040, o número de acidentes poderia ficar próximo de zero.

Outra informação relevante e que ajuda a explicar o interesse por essa tecnologia é que 90% dos acidentes são causados por humanos, por motivos como distração, sono ao volante, consumo de álcool e produtos ilícitos, entre outros motivos.

Enquanto isso, 5% dos acidentes são motivados por problemas veiculares, como falhas mecânicas, que também são responsabilidade humana. E os últimos 5% dizem respeito à qualidade e conservação das vias e estradas.

A segurança dos veículos autônomos é associada à capacidade de tomar decisões complexas com agilidade, antecipando e reagindo a condições de tráfego, obstáculos inesperados e comportamentos imprevisíveis de outros veículos na estrada.

A capacidade de interpretar as leis de trânsito e fazer ajustes automaticamente, seja de velocidade ou outros fatores, também contribui para que a rodagem deles seja mais segura. Ainda assim, previsões de segurança devem ser lidas como estimativas, não como garantia de acidentes inexistentes em qualquer operação.

Quais os benefícios de uma frota de carros autônomos?

Além da segurança e eficiência que os veículos autônomos prometem, montar uma frota com esse tipo de transporte pode gerar ainda outros benefícios.

Os principais são:

  • Redução de custos operacionais: embora sejam de maior valor de aquisição, os custos podem ser reduzidos a longo prazo, já que eles tendem a apresentar melhor uso de combustível. Além disso, a redução no quadro de motoristas também pode representar menores investimentos em salários e custos laborais.
  • Menos poluição ambiental: a direção otimizada e eficiente dos veículos autônomos pode contribuir para a redução das emissões de gases poluentes. Isso é possível graças ao controle preciso do motor e ao uso otimizado de combustível, minimizando o impacto ambiental de cada viagem.
  • Praticidade e conectividade: a integração de veículos autônomos com tecnologias de Internet das Coisas (IoT) pode potencializar a gestão de frotas, aumentando a eficiência operacional e fornecendo dados valiosos para otimização de rotas e manutenção.
  • Redução de custos com manutenção: o comportamento dos motoristas é um dos motivos que contribui para o aumento de serviços e custos de manutenção nos veículos, algo que tende a diminuir quando veículos autônomos rodam seguindo parâmetros ideais de desempenho, ficando menos propensos a desgastes e danos por condução inadequada.

Qual o impacto dos caminhões autônomos no transporte de cargas?

O impacto desses veículos no transporte de cargas depende de como os caminhões autônomos serão melhor utilizados dentro das operações logísticas.

No Brasil, exemplos de uso e testes precisam ser avaliados conforme o contexto de cada operação, porque o estágio de adoção muda rapidamente e nem todo projeto envolve o mesmo nível de autonomia, rota, carga ou exposição a risco.

Mas, ao considerar os benefícios esperados dos veículos autônomos, o impacto dos caminhões pode ser um transporte de cargas mais econômico, seguro e sustentável, especialmente em rotas controladas, repetitivas ou com menor complexidade operacional.

Além disso, a habilidade desses caminhões de operar sem interrupções e sem as limitações de jornada de trabalho dos motoristas, pode possibilitar uma programação de entregas mais eficiente e um uso mais produtivo da frota, desde que a operação seja autorizada, segura e tecnicamente viável.

Como os veículos autônomos impactam a gestão de frotas?

Os veículos autônomos introduzem mudanças na gestão de frotas, transformando atividades tradicionais de supervisão e operação.

Por exemplo, passa a ser menor ou nula a necessidade de monitorar o comportamento dos motoristas e suas jornadas de trabalho, incluindo paradas e tempos de descanso, quando esses veículos operam sem controle humano direto.

As avaliações de jornada de trabalho, paradas realizadas e tempo de parada deixam de ter o mesmo peso em operações sem motorista, mas podem continuar relevantes em frotas mistas, fases de transição ou modelos com supervisão humana.

Isso também altera o enfoque em atividades como avaliação de riscos e implementação de medidas preventivas e corretivas, já que alguns riscos deixam de existir e surgem novas possibilidades.

Outro aspecto que passa a ser diferente e impacta a gestão de frotas é para o setor de manutenção dos veículos.

Como eles operam por meio de dispositivos, sistemas e tecnologias avançadas, o processo de manutenção, desde a inspeção até a correção dos veículos, passa a ser também um pouco diferente.

Ainda mais, essas mesmas tecnologias e inovações permitem um acompanhamento mais próximo e preciso dos dados das operações de transporte, e isso resulta em uma gestão mais informada, baseada em dados precisos, que apoia decisões estratégicas e identifica oportunidades de otimização nas operações.

Já imaginou um caminhão da frota indo sozinho para a oficina para receber manutenção? É isso que aponta o futuro, embora a aplicação prática dependa de maturidade tecnológica, regras de operação e segurança do ambiente.

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Perguntas frequentes

O que são veículos autônomos?

São veículos capazes de se locomover sem necessidade direta de um motorista humano. Bases tecnológicas e inteligentes permitem que percebam e analisem o ambiente ao redor e tomem decisões por conta própria para acelerar, frear e manobrar, além de reconhecer e seguir as regras de trânsito nas rotas percorridas.

Como funcionam os veículos autônomos?

Por uma combinação de tecnologias: sensores externos, como câmeras, radares e sensores de movimento e calor, que identificam obstáculos e pedestres; inteligência artificial, que interpreta esses dados e aciona frenagem e curvas; sistemas de navegação, que ajudam a planejar o deslocamento; a unidade de controle (ECU), que executa aceleração e frenagem; e componentes de conectividade, que se comunicam com a infraestrutura e outros veículos.

Veículos autônomos são seguros?

A segurança depende do nível de autonomia, do cenário de uso e da validação da tecnologia. Relatórios e dados sobre acidentes ajudam a explicar o interesse no tema, especialmente porque muitas ocorrências envolvem falha humana, mas previsões como acidentes próximos de zero até 2040 devem ser tratadas como estimativas, não como garantia.

Quais os benefícios de uma frota de veículos autônomos?

Os principais benefícios esperados são redução de custos operacionais a longo prazo, apesar do valor de aquisição maior; melhor uso de combustível; menos poluição pela direção otimizada; integração com Internet das Coisas para otimizar rotas e manutenção; e possível redução de custos de manutenção quando a condução ocorre dentro de parâmetros mais estáveis.

Caminhões autônomos já são usados no transporte de cargas no Brasil?

O estágio de adoção deve ser analisado caso a caso, porque exemplos de uso e testes mudam com rapidez e variam conforme rota, carga, nível de autonomia e ambiente operacional. O impacto futuro pode ser um transporte de cargas com mais economia, segurança e sustentabilidade, especialmente em cenários controlados e repetitivos.

Como os veículos autônomos mudam a gestão de frotas?

A necessidade de acompanhar comportamento e jornada dos motoristas pode cair em operações sem motorista, enquanto frotas mistas ou fases de transição ainda exigem controles humanos. A avaliação de riscos muda de enfoque, porque alguns riscos somem e outros surgem. A manutenção, da inspeção à correção, também se adapta aos dispositivos e sistemas avançados que operam esses veículos.

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