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Gestão de pneus

Tendências da gestão de pneus

Luiz Felipe Luiz Felipe 6 min de leitura
Tendências da gestão de pneus

O setor do transporte de cargas ainda possui diversas etapas que podem ser otimizadas, trazendo mais economia, segurança e previsibilidade às operações. É algo que a maioria dos gestores segue buscando.

Quando falamos em pneus, o ritmo para a resolução de problemas pode parecer mais lento, mas as soluções disponíveis hoje estão mais maduras e ajudam transportadoras a controlar melhor desgaste, pressão, custos e rotinas de manutenção.

Por isso, você precisa conhecê-las. A seguir, veja:

Assista o vídeo e entenda mais sobre o assunto:

Quais são as tendências da gestão de pneus?

Construção de pneus com borracha otimizada

No começo da história dos pneus, era utilizada a borracha natural. Depois, começou a se usar a sintética, pela alta demanda de produção e para evitar a escassez desse recurso natural.

Atualmente, com tantas tecnologias emergentes, até a própria borracha já passou por melhorias que continuam nos surpreendendo.

Hoje em dia, conseguimos encontrar soluções antifuro e pneus desenvolvidos para reduzir a perda de pressão em determinadas situações. Um exemplo é a tecnologia Seal Inside, que ajuda o pneu a continuar rodando sem perder pressão após certos tipos de perfuração.

Esse ponto merece atenção porque pneus sem ar, pneus com soluções selantes e modelos à prova de furo não são exatamente a mesma categoria. A tendência é acompanhar cada tecnologia pelo problema que ela resolve: perfuração, perda de pressão, durabilidade, necessidade de inspeção e impacto na manutenção da frota.

Tecnologias na construção de pneus de carga

Desde o seu surgimento, os pneus passaram por algumas mudanças na forma em que são construídos. Por exemplo, nos primeiros pneus era utilizada apenas a borracha natural. Depois, pela alta demanda na produção, passou-se a utilizar a borracha sintética.

Ao longo da história, algumas novas técnicas na produção e construção dessas peças foram surgindo. Atualmente, inclusive, soluções para esta etapa surgem pensando nas novas exigências de sustentabilidade, durabilidade e controle de pressão.

Hoje, algumas das principais tecnologias na fabricação dos pneus de carga e industriais são:

  • Air Keep: um composto de borracha na composição interna do pneu que funciona para manter a pressão de ar conservada por mais tempo, reduzindo a necessidade de calibragem semanal para quinzenal.
  • VAI+: “VAI+” é um indicador visual de alinhamento. Esse sistema de acompanhamento do desgaste de pneus traz uma marcação de “+” nas ranhuras da banda de rodagem, tanto quando o pneu chega a 6,5 mm, sua estimativa de vida útil, quanto quando chega a 3 mm, ponto indicado para enviar o pneu ao processo de recapagem.
  • V- Hexane e P- 900: essas são duas tecnologias que ajudam a reduzir o superaquecimento dos pneus, evitando uma perda excessiva de pressão e danos na borracha externa.
  • Nanotecnologia: ainda em busca de uma tecnologia efetiva, essa é uma frente que procura desenvolver pneus de maior eficiência energética e pneus mais “verdes”, de menor impacto ambiental.
  • Seal Inside e soluções selantes: em vez de serem tratadas como pneus sem ar, essas soluções devem ser vistas como tecnologias de vedação para situações de perfuração e perda de pressão. No caso descrito pela Pirelli, o Seal Inside não exige aro dedicado nem TPMS para ser usado com segurança no veículo.

Aferidor eletrônico

Assim como o pneu com a tecnologia “VAI+”, o aferidor eletrônico tem a função de acompanhar o desgaste dos pneus por meio da medição dos sulcos.

Ao contrário dos aferidores manuais, já utilizados em diversas operações, o eletrônico traz a vantagem de medir a profundidade dos sulcos em poucos segundos. Além disso, é um processo semi-automatizado. Isso porque:

O motorista ou gestor insere o aparelho no sulco e, a partir disso, o registro passa para o fluxo digital: o aferidor mede aquele ponto e envia os dados diretamente ao sistema de gestão, via conexão bluetooth.

Outra vantagem: o aparelho, pelo menos como o desenvolvido na Prolog, também afere a pressão dos pneus. Para isso, basta adaptar o produto com a mangueira de encaixe no bico do pneu.

Sistema de gestão de pneus

Como falamos, o aferidor eletrônico envia os dados diretamente para um sistema. Portanto, outra das tendências da gestão de pneus é esse próprio item.

É até comum encontrar sistemas de gestão de frotas que possuem a funcionalidade de gerenciar pneus, mas, em grande parte, são soluções incompletas e básicas demais.

Um software específico para essa etapa da operação traz detalhes aprofundados e o controle de diversas tarefas fundamentais na rotina da operação. Por exemplo, a movimentação de pneus e o controle de inventário.

O maior diferencial de usar um sistema específico para isto ao invés de uma solução generalizada ou mesmo focar apenas em planilhas de controle é a automatização de relatórios e análises.

No caso do Prolog, você recebe relatórios sobre as inspeções realizadas, a previsão de troca dos pneus, avisos sobre necessidade de rodízio dos pneus, recapagem, e assim por diante.

Além de receber a visualização do CPK do pneu, a qual é uma informação crucial para realizar a compra de novos ativos para a frota.

Gestão baseada em dados

Por falar em tecnologia e tendências da gestão de pneus, os dados não podiam ficar de fora.

Na realidade, quase não são mais uma tendência, eles vieram para ficar e o motivo é claro: são essenciais para o entendimento da realidade da frota e na busca de soluções que realmente funcionem.

Todas as soluções tecnológicas e digitais auxiliam na coleta e geração desses dados, assim como na organização e gestão dos mesmos. Ainda assim, sensores e alertas não substituem a rotina de verificação: sistemas de monitoramento de pressão, por exemplo, podem avisar quando há perda relevante, mas a checagem de pressão com medidor continua fazendo parte do cuidado com pneus.

Como adaptar a frota às tendências da gestão de pneus?

Para começar, vale analisar quais tendências fazem sentido para aplicar na sua operação. Caso você precise otimizar o tempo de aferição dos pneus, buscar o aferidor eletrônico é o caminho a tomar.

Se precisa gerar mais economia com os pneus, testar novos modelos de pneus pode ser a solução, mas também, contar com um sistema de gestão vai te proporcionar relatórios com informações mais úteis na sua tomada de decisão.

O que você precisa lembrar na hora de trazer uma nova solução são três simples passos:

  1. Avaliar a verdadeira necessidade da frota.
  2. Identificar os processos que serão alterados na rotina da operação.
  3. Apresentar a solução aos colaboradores e fazer os treinamentos necessários.

Já sabe qual das tendências da gestão de pneus você vai investigar melhor? Você pode dar um primeiro passo agendando uma demonstração do Sistema de Gestão de Pneus Prolog App — é gratuita.

Perguntas frequentes

A aferição dos pneus consome tempo demais da equipe; o que resolve?

O aferidor eletrônico encurta esse tempo. Diferente do aferidor manual, já usado em muitas operações, ele mede a profundidade do sulco em poucos segundos e envia os dados ao sistema de gestão por conexão bluetooth depois que uma pessoa posiciona o aparelho. Com adaptação de mangueira no bico, o aparelho desenvolvido na Prolog também mede pressão.

Qual a diferença entre o módulo de pneus de um sistema de frotas e um software específico?

É comum encontrar sistemas de gestão de frotas com funcionalidade para pneus, mas em grande parte elas são incompletas e básicas demais. Um software dedicado a essa etapa desce ao detalhe e controla tarefas fundamentais da rotina, como movimentação de pneus e inventário. O maior diferencial em relação a uma solução generalizada, ou a planilhas de controle, está na automatização dos relatórios e das análises.

O que são pneus sem ar e eles já estão no mercado?

Pneus sem ar são uma frente de desenvolvimento diferente das tecnologias selantes internas. Soluções como Seal Inside ajudam o pneu a continuar rodando sem perder pressão em certos tipos de perfuração, mas não devem ser tratadas como pneus sem ar. Ao avaliar novidades desse tipo, a frota precisa separar a promessa de cada tecnologia: vedação, pressão, durabilidade e rotina de manutenção.

Como funciona a marcação VAI+ no pneu?

VAI+ é um indicador visual de alinhamento: um sinal de “+” impresso nas ranhuras da banda de rodagem sinaliza dois momentos do desgaste. O primeiro é quando o pneu atinge 6,5 mm, que corresponde à estimativa de vida útil dele; o segundo, quando chega a 3 mm, ponto considerado ideal para encaminhar a peça à recapagem. É acompanhamento de desgaste feito a olho nu, sem depender de aparelho.

Como escolher qual tendência adotar primeiro na frota?

Vale começar analisando quais delas fazem sentido para a operação. Se o incômodo é o tempo gasto na aferição, o caminho é buscar o aferidor eletrônico; se o objetivo é gerar economia, testar novos modelos de pneu pode resolver, assim como contar com um sistema de gestão que devolva relatório útil para a decisão. Depois vêm três passos: avaliar a necessidade real, mapear os processos que mudam e apresentar a solução à equipe, com treinamento.

Que informação um sistema de gestão de pneus entrega no dia a dia?

No caso do Prolog, chegam relatórios das inspeções feitas, a previsão de troca dos pneus e avisos sobre a necessidade de rodízio e de recapagem. Some-se a visualização do CPK de cada pneu, informação crucial na hora de comprar novos ativos para a frota. Esse conjunto de retornos automatizados é o que dá base para decidir troca, rodízio e compra de pneus.

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