Sulco do pneu: limite, medição e cuidados
O tamanho do sulco do pneu, também chamado ranhura ou desenho do pneu, é importante por vários motivos. A profundidade ajuda a determinar quanta tração o pneu mantém e, portanto, como ele se comporta em superfícies molhadas e secas.
A medição deve ser realizada com alguma frequência e sempre priorizando um limite de profundidade mínimo. Na regulamentação brasileira, o pneu fica irregular quando a profundidade remanescente da banda de rodagem é inferior a 1,6 mm. Porém, a recomendação da Goodyear é verificar a banda de rodagem a cada 5.000 km ou quando ela atingir 3 mm de profundidade.
Por que isso? Porque acompanhar o desgaste antes do limite legal ajuda a evitar um risco desnecessário de aquaplanagem e também permite avaliar melhor se a carcaça ainda tem condição de seguir para um processo de recapagem do pneu.
Uma pergunta comum quando falamos do assunto é:
Qual a medida do sulco do pneu?
Os pneus de caminhão podem ter profundidades diferentes de sulco quando são novos. Esse valor depende da função do pneu — para viagens de longa distância, fora de estrada, vias urbanas, e assim por diante — e também do modelo escolhido para aquela aplicação.
Um pneu fora de estrada costuma ter desenho mais profundo para oferecer maior resistência e diminuir os danos à borracha. Já em longas distâncias, vias urbanas, eixo direcional ou eixo livre, o ponto principal é não tratar a profundidade como uma regra única para todos os pneus.
Por isso, em vez de usar uma proporção fixa entre profundidade e largura da banda de rodagem, o mais seguro é conferir as informações técnicas do modelo e, na troca, escolher pneus que sigam a medida, o índice de carga e a classificação de velocidade aprovados pelo fabricante.
Como saber qual a medida do sulco do pneu?
A maneira mais eficiente de realizar a medição é com um aferidor digital adequado à rotina da frota. Ele facilita a coleta dos dados e reduz erros de anotação, especialmente quando as medições passam a ser registradas em um sistema de controle que organiza o histórico de cada pneu.
Também é possível (e simples) fazer a leitura do indicador de desgaste do pneu (TWI). Este é uma marcação que já vem de fábrica nos pneus. Pela regulamentação brasileira, a profundidade remanescente pode ser constatada visualmente por meio desses indicadores de desgaste.
Existem ainda outras ferramentas de medição, como o paquímetro manual ou digital. Ao medir a banda de rodagem, vale tirar medidas tanto no lado interno quanto no lado externo, porque o desgaste pode não aparecer de forma igual em toda a largura do pneu.
Então, qual é a melhor maneira de ler a medida do sulco do pneu?
Parece justo dizer que a melhor maneira é a mais eficiente para a operação, não é mesmo? Esta é a verdade. Nada supera a facilidade de uma ferramenta digital quando ela ajuda a padronizar a medição, registrar o histórico e transformar as leituras em relatórios úteis para a gestão.
E por que é importante realizar essa medição?
Para garantir a segurança da operação de transporte. Além de gerar economia e produtividade para a sua frota.
Afinal, com as informações de acompanhamento da profundidade dos sulcos do pneu em mãos, o gestor pode prever o tempo médio de desgaste, planejar o momento ideal para realizar o rodízio, avaliar a recapagem e programar a troca dos pneus. Igualmente, ele consegue descobrir as melhores alternativas de compra com base no desempenho real de cada pneu.
Qual o limite mínimo do sulco do pneu?
Embora a legislação diga que o limite é de 1,6 mm, muitos fabricantes e especialistas recomendam atenção antes desse ponto. A Goodyear, por exemplo, orienta verificar a banda de rodagem a cada 5.000 km ou quando ela atingir 3 mm de profundidade, justamente para não deixar a decisão apenas para o fim da vida útil do sulco.
Quando a estrada estiver molhada e você rodar com um sulco de pneu muito baixo, as chances de acidentes e derrapagens aumentam. Afinal, as ranhuras que fariam o trabalho de escoar e drenar a água ficam reduzidas, e o pneu perde parte da sua capacidade de manter contato com o pavimento.
Ainda mais, a profundidade do sulco do pneu está diretamente relacionada com a força que este tem — a tração. Cada mm a menos na profundidade pode representar uma tração menor e um tempo maior para realizar a frenagem. Afetando a segurança do condutor e da carga.
O descarte depende do sulco do pneu?
Sim, depende. Mas sempre considere a possibilidade de uma recapagem antes de descartar completamente um pneu, desde que a carcaça esteja em boas condições e passe por avaliação adequada.
A troca da banda de rodagem desgastada por uma nova pode ampliar o aproveitamento do pneu e reduzir custos em comparação com a compra de um item novo. O ponto essencial é avaliar cada caso: profundidade do sulco, danos, histórico de uso, aplicação e condição da carcaça precisam entrar na decisão.
Outro detalhe:
A idade do pneu não deve ser tratada como uma validade automática. A vida útil real não pode ser prevista apenas pelo calendário, e o desgaste da banda de rodagem também não conta a história inteira em pneus que rodam pouco. Por isso, manutenção adequada e inspeções periódicas por profissional de pneus são essenciais para avaliar a condição do item.
De maneira geral, o que você precisa é de uma rotina de gestão de pneus para estar sempre inteirado do desempenho de cada item e dos planos de movimentação dos pneus.
Conheça um pouco mais sobre esse processo e suas vantagens em nosso canal do YouTube:
Perguntas frequentes
Qual é a profundidade mínima de sulco permitida por lei?
Quanto de sulco tem um pneu de caminhão novo?
Como medir a profundidade do sulco do pneu?
Rodar com o sulco baixo atrapalha a frenagem?
O pneu deve ser descartado assim que o sulco chega ao limite?
Para que serve acompanhar a profundidade do sulco na frota?
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