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Gestão de pneus

Sulco do pneu: limite, medição e cuidados

Luiz Felipe Luiz Felipe 5 min de leitura
Sulco do pneu: limite, medição e cuidados

O tamanho do sulco do pneu, também chamado ranhura ou desenho do pneu, é importante por vários motivos. A profundidade ajuda a determinar quanta tração o pneu mantém e, portanto, como ele se comporta em superfícies molhadas e secas.

A medição deve ser realizada com alguma frequência e sempre priorizando um limite de profundidade mínimo. Na regulamentação brasileira, o pneu fica irregular quando a profundidade remanescente da banda de rodagem é inferior a 1,6 mm. Porém, a recomendação da Goodyear é verificar a banda de rodagem a cada 5.000 km ou quando ela atingir 3 mm de profundidade.

Por que isso? Porque acompanhar o desgaste antes do limite legal ajuda a evitar um risco desnecessário de aquaplanagem e também permite avaliar melhor se a carcaça ainda tem condição de seguir para um processo de recapagem do pneu.

Uma pergunta comum quando falamos do assunto é:

Qual a medida do sulco do pneu?

Os pneus de caminhão podem ter profundidades diferentes de sulco quando são novos. Esse valor depende da função do pneu — para viagens de longa distância, fora de estrada, vias urbanas, e assim por diante — e também do modelo escolhido para aquela aplicação.

Um pneu fora de estrada costuma ter desenho mais profundo para oferecer maior resistência e diminuir os danos à borracha. Já em longas distâncias, vias urbanas, eixo direcional ou eixo livre, o ponto principal é não tratar a profundidade como uma regra única para todos os pneus.

Por isso, em vez de usar uma proporção fixa entre profundidade e largura da banda de rodagem, o mais seguro é conferir as informações técnicas do modelo e, na troca, escolher pneus que sigam a medida, o índice de carga e a classificação de velocidade aprovados pelo fabricante.

Como saber qual a medida do sulco do pneu?

A maneira mais eficiente de realizar a medição é com um aferidor digital adequado à rotina da frota. Ele facilita a coleta dos dados e reduz erros de anotação, especialmente quando as medições passam a ser registradas em um sistema de controle que organiza o histórico de cada pneu.

Também é possível (e simples) fazer a leitura do indicador de desgaste do pneu (TWI). Este é uma marcação que já vem de fábrica nos pneus. Pela regulamentação brasileira, a profundidade remanescente pode ser constatada visualmente por meio desses indicadores de desgaste.

Existem ainda outras ferramentas de medição, como o paquímetro manual ou digital. Ao medir a banda de rodagem, vale tirar medidas tanto no lado interno quanto no lado externo, porque o desgaste pode não aparecer de forma igual em toda a largura do pneu.

Então, qual é a melhor maneira de ler a medida do sulco do pneu?

Parece justo dizer que a melhor maneira é a mais eficiente para a operação, não é mesmo? Esta é a verdade. Nada supera a facilidade de uma ferramenta digital quando ela ajuda a padronizar a medição, registrar o histórico e transformar as leituras em relatórios úteis para a gestão.

E por que é importante realizar essa medição?

Para garantir a segurança da operação de transporte. Além de gerar economia e produtividade para a sua frota.

Afinal, com as informações de acompanhamento da profundidade dos sulcos do pneu em mãos, o gestor pode prever o tempo médio de desgaste, planejar o momento ideal para realizar o rodízio, avaliar a recapagem e programar a troca dos pneus. Igualmente, ele consegue descobrir as melhores alternativas de compra com base no desempenho real de cada pneu.

Qual o limite mínimo do sulco do pneu?

Embora a legislação diga que o limite é de 1,6 mm, muitos fabricantes e especialistas recomendam atenção antes desse ponto. A Goodyear, por exemplo, orienta verificar a banda de rodagem a cada 5.000 km ou quando ela atingir 3 mm de profundidade, justamente para não deixar a decisão apenas para o fim da vida útil do sulco.

Quando a estrada estiver molhada e você rodar com um sulco de pneu muito baixo, as chances de acidentes e derrapagens aumentam. Afinal, as ranhuras que fariam o trabalho de escoar e drenar a água ficam reduzidas, e o pneu perde parte da sua capacidade de manter contato com o pavimento.

Ainda mais, a profundidade do sulco do pneu está diretamente relacionada com a força que este tem — a tração. Cada mm a menos na profundidade pode representar uma tração menor e um tempo maior para realizar a frenagem. Afetando a segurança do condutor e da carga.

O descarte depende do sulco do pneu?

Sim, depende. Mas sempre considere a possibilidade de uma recapagem antes de descartar completamente um pneu, desde que a carcaça esteja em boas condições e passe por avaliação adequada.

A troca da banda de rodagem desgastada por uma nova pode ampliar o aproveitamento do pneu e reduzir custos em comparação com a compra de um item novo. O ponto essencial é avaliar cada caso: profundidade do sulco, danos, histórico de uso, aplicação e condição da carcaça precisam entrar na decisão.

Outro detalhe:

A idade do pneu não deve ser tratada como uma validade automática. A vida útil real não pode ser prevista apenas pelo calendário, e o desgaste da banda de rodagem também não conta a história inteira em pneus que rodam pouco. Por isso, manutenção adequada e inspeções periódicas por profissional de pneus são essenciais para avaliar a condição do item.

De maneira geral, o que você precisa é de uma rotina de gestão de pneus para estar sempre inteirado do desempenho de cada item e dos planos de movimentação dos pneus.

Conheça um pouco mais sobre esse processo e suas vantagens em nosso canal do YouTube:

Perguntas frequentes

Qual é a profundidade mínima de sulco permitida por lei?

A regulamentação brasileira considera irregular o pneu cuja profundidade remanescente da banda de rodagem seja inferior a 1,6 mm. Mesmo assim, a gestão da frota não precisa esperar esse ponto: a Goodyear orienta verificar a banda de rodagem a cada 5.000 km ou quando ela atingir 3 mm.

Quanto de sulco tem um pneu de caminhão novo?

Depende da aplicação e do modelo escolhido. Pneus de caminhão para fora de estrada, longa distância, vias urbanas, eixo direcional ou eixo livre podem ter desenhos e profundidades diferentes. Na troca, a Continental orienta escolher pneus que sigam a medida, o índice de carga e a classificação de velocidade aprovados pelo fabricante.

Como medir a profundidade do sulco do pneu?

O caminho mais eficiente é usar um aferidor adequado à rotina da frota e registrar as medições em um sistema de controle. Também dá para ler o TWI, o indicador de desgaste marcado no pneu, já que a legislação permite constatar visualmente a profundidade remanescente por esses indicadores. Ao medir, vale conferir os lados interno e externo da banda de rodagem.

Rodar com o sulco baixo atrapalha a frenagem?

Sim. A profundidade do sulco está ligada à tração do pneu: cada milímetro a menos pode reduzir a aderência e aumentar o tempo de frenagem. Em pista molhada, o risco é maior porque as ranhuras que ajudam a drenar a água ficam reduzidas, aumentando a chance de perda de contato com o pavimento.

O pneu deve ser descartado assim que o sulco chega ao limite?

Não necessariamente. Antes de descartar, vale avaliar a recapagem, desde que a carcaça esteja em boas condições e passe por análise adequada. A idade do pneu também não deve ser tratada como validade automática: vida útil real depende de uso, manutenção, danos e inspeções periódicas.

Para que serve acompanhar a profundidade do sulco na frota?

Com o histórico de profundidade em mãos, o gestor consegue estimar o desgaste, planejar rodízio, avaliar recapagem e programar a troca de cada pneu. Também dá para identificar quais opções de compra performam melhor na operação, o que sustenta segurança, economia e produtividade.

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