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Gestão de frotas

Operações de transporte eficientes: 11 perguntas para testar

Luiz Felipe Luiz Felipe 7 min de leitura
Operações de transporte eficientes: 11 perguntas para testar

As suas operações de transporte têm resultados satisfatórios? Será que dá para deixar ainda melhores? Faça o teste conferindo as perguntas e respostas abaixo.

Há muitas maneiras de otimizar a frota de veículos pesados, seja com treinamentos, padronização de processos ou implementação de tecnologias. Hoje, você vai testar seus conhecimentos e sua gestão com onze perguntas específicas sobre produtividade e eficiência.

Confira o quanto você sabe e o quanto você ainda pode melhorar nas operações de transporte de cargas da sua frota.

Os indicadores de desempenho e produtividade das operações de transporte estão claros?

Você não consegue fazer nada com total certeza e clareza se não estiver medindo os resultados. Acompanhar as métricas é uma tarefa essencial. Afinal, através delas você entende os detalhes de cada processo de transporte — como o tempo de execução das tarefas, a disponibilidade operacional, o tempo médio entre falhas e o tempo médio de reparo.

Portanto, você precisa saber quais são e como acompanhar cada indicador, além de atualizá-los constantemente. Apenas desta maneira será viável tomar decisões inteligentes e que trazem melhorias para a sua frota.

Existe um mapeamento de processos internos?

Se sim, ótimo! Caso contrário, inicie o mapeamento imediatamente.

Para que ele serve? Você tem uma visibilidade aumentada da operação de transporte, desde o início até o final da entrega. Dessa forma, você entende o que funciona e o que precisa melhorar. Assim como prevê possíveis falhas e pensa nas soluções com antecedência.

O planejamento da frota é feito a curto ou longo prazo?

Em outras palavras, você está pensando apenas na próxima viagem ou já está planejando os próximos meses e o próximo ciclo da operação? Ainda que seja desafiador olhar para tantos meses à frente, esse exercício continua necessário.

Claro, a cada dia, semana e mês, você deve estar sempre analisando o que aconteceu e se é possível fazer algo diferente. Isso não anula a necessidade de ter um plano a longo prazo.

Arquitetar o futuro da frota ajuda a direcionar recursos, priorizar investimentos e reduzir desperdícios. Se o planejamento anual ainda não foi revisado, vale começar pelo diagnóstico dos processos, custos e indicadores que mais impactam a operação.

Há integração entre fornecedores e colaboradores?

Uma das tendências na logística é a quarteirização (4PL). Isso significa que todos os 4 pilares de uma cadeia logística de transporte estão centralizados e conectados por um sistema em comum — fornecedor, comprador, operador de logística e gestor da cadeia de suprimentos.

Caso as suas operações de transporte ainda não tenham essa integração, você pode estar perdendo eficiência visto que o objetivo da 4PL é ter uma comunicação mais direta e se tornar mais competitiva. A própria gestão da cadeia de suprimentos envolve coordenação e colaboração com parceiros de canal, como fornecedores, intermediários, prestadores de serviço e clientes.

A frota já tem processos automatizados?

Investir em automatização é uma decisão sensata. Inclusive, outra tendência, sabia? Com os gestores de frota precisando de medidas para aumentar a produtividade e diminuir custos e erros, a tecnologia é uma solução capaz de apoiar esse resultado.

Sendo assim, use softwares que automatizam processos, seja no registro das informações de campo, na organização dos dados ou na análise destes, por exemplo. A automação de processos também pode trazer mais uniformidade e transparência para a operação, o que facilita a conferência do que foi feito e do que ainda precisa ser tratado.

Você sabe todos os custos envolvidos nas operações de transporte?

Ah, o controle financeiro! Essencial para uma boa gestão e para garantir a lucratividade de um negócio. Se não souber cada centavo gasto e a finalidade deste custo, algo está errado. Óbvio, você não precisa ter tudo na ponta da língua, mas é importante que tenha um sistema de gestão que tenha tudo registrado e de fácil acesso.

Esse é o tipo de conhecimento que permite encontrar oportunidades de redução de custos e novos investimentos para a frota. Uma forma prática de pensar nisso é observar o custo total de propriedade: além do custo inicial, entram na conta custos operacionais, manutenção, paradas e valor ao fim da vida útil.

As operações de transporte são padronizadas?

Padrão é importante para garantir a eficiência das operações. Para você entender melhor, pense na realização do checklist.

Em teoria, ela é um processo simples, certo? Contudo, sem um sistema que forneça padronização, cada motorista acaba preenchendo de um jeito diferente durante a inspeção dos veículos.

Ainda mais se o procedimento for feito com papel e caneta. Alguns colaboradores podem usar abreviações para economizar tempo, enquanto outros nem sabem o que significa. Alguns podem marcar algo com “X” enquanto outros usam o “✓”.

Não parecem problemas tão graves, mas atrapalham a compreensão e comunicação da equipe. Sobretudo quando for necessária a abertura de uma ordem de serviço.

Você tem as habilidades necessárias?

O gestor de frotas precisa ter e/ou exercitar algumas habilidades para oferecer os melhores resultados para a sua equipe. Por exemplo, você precisa conhecer o mercado de logística e transporte rodoviário, as tecnologias voltadas para este setor, a capacidade de planejar e cumprir metas, entre outros.

São coisas que você, ou o gerente de operações de transportes, já tem em prática? Com uma resposta positiva, parabéns! Continue o que está fazendo. Por outro lado, já sabe o que precisa começar a fazer, né? Se estiver em dúvida, leia este post.

Os processos e setores da frota estão integrados e centralizados?

Além de ter a integração de pessoas envolvidas nas operações de transporte, você precisa certificar a integração de processos e setores. Isto é, a movimentação de produtos no armazém precisa estar conectada com o transporte da mercadoria até o consumidor final.

Cada operação terá uma finalidade, então este exemplo pode não servir para você. Porém, ele passa a ideia geral: todos os processos devem estar conectados.

Assim, a visualização da sua operação é completa e você tem mais dados para analisar e planejar as próximas viagens. Na prática, logística envolve gestão de transporte de entrada e saída, gestão de frota, armazenagem, manuseio de materiais, atendimento de pedidos e desenho da rede logística.

Por falar nisso:

Você faz a análise de dados das operações de transporte?

Todos os dados são importantes, basta determinar qual é o seu objetivo para saber o que analisar. Quer diminuir o descarte antecipado de pneus? Busque os dados de inspeção de pneus e analise o desgaste ao longo dos meses, assim como as possíveis causas para o ocorrido.

Também vale separar o tipo de análise que será feita. A análise descritiva ajuda a entender o que aconteceu no passado; a análise diagnóstica ajuda a investigar por que aconteceu; e a análise preditiva usa dados históricos e padrões anteriores para projetar cenários futuros. Em qualquer caso, a preparação dos dados importa, porque a qualidade deles impacta a confiabilidade da análise.

Com um recurso tão facilitador quanto os dados, não tem erro, a eficiência da sua frota está em boas mãos.

E claro, para fazer isso, você precisa investir em tecnologias. Por isso, nossa última pergunta:

Você está adquirindo soluções tecnológicas e inteligentes?

Sem elas, você está perdendo vantagem e ficando para trás dos concorrentes. Com o acompanhamento das suas operações de transporte e entendendo as maiores necessidades, você faz investimentos acertados.

A manutenção de veículos precisa de mais rapidez e padronização? Adquira um checklist digital.

As rotas de transporte precisam ser pensadas com mais cuidado? Busque uma solução inteligente em roteirização, já que o planejamento de rotas pode ajudar a reduzir milhas rodadas, paradas em sinais e tempo no trânsito.

Quer aumentar a segurança do transporte? Avalie tecnologias adequadas ao seu tipo de operação, como soluções de rastreamento e monitoramento de frotas, sem confundir esse recurso com a gestão de manutenção e inspeções.

Agora, se quiser um sistema completo de gestão de pneus e inspeções digitais pelo celular com abertura de ordem de serviço, entre em contato com o Prolog!

Perguntas frequentes

Como saber se as operações de transporte são eficientes?

Passando a operação por perguntas de diagnóstico: os indicadores de desempenho estão claros? Existe mapeamento de processos internos? O planejamento combina curto e longo prazo? Fornecedores e colaboradores estão integrados? Há processos automatizados? Todos os custos são conhecidos? As operações são padronizadas? O gestor tem as habilidades necessárias? Setores e processos estão integrados? Os dados são analisados? A frota adquire soluções tecnológicas? Cada não aponta um ponto a melhorar.

Por que padronizar as operações de transporte?

Porque sem padrão cada motorista faz a mesma tarefa de um jeito. No checklist em papel e caneta, por exemplo, alguns usam abreviações que outros não entendem, alguns marcam com "X" e outros com "✓". Não parecem falhas graves, mas atrapalham a compreensão e a comunicação da equipe, sobretudo quando é preciso abrir uma ordem de serviço a partir do que foi apontado na inspeção.

O que é quarteirização (4PL) na logística?

É uma tendência em que os quatro pilares de uma cadeia logística de transporte ficam centralizados e ligados por um mesmo sistema: o fornecedor, o comprador, o operador logístico e quem gere a cadeia de suprimentos. O objetivo é uma comunicação mais direta e mais competitividade; uma operação que ainda não tem essa integração pode estar perdendo eficiência.

O planejamento da frota deve ser de curto ou longo prazo?

Os dois. A cada dia, semana e mês vale analisar o que aconteceu e se dá para fazer diferente, mas isso não substitui um plano de longo prazo, pensando no próximo ciclo da operação e não só na próxima viagem. Projetar muitos meses à frente é desafiador, mas ajuda a direcionar recursos, priorizar investimentos e reduzir desperdícios.

Como usar a análise de dados nas operações de transporte?

Definindo primeiro o objetivo, para saber o que analisar. Se a meta é reduzir o descarte antecipado de pneus, por exemplo, o caminho é buscar os dados de inspeção de pneus, acompanhar o desgaste ao longo dos meses e investigar as possíveis causas. Dados bem preparados aumentam a confiabilidade da análise e ajudam a planejar as próximas viagens.

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