Ônibus mais vendidos no Brasil: as 6 marcas
Com a volta à normalidade no transporte de passageiros, a renovação da sua frota de ônibus pode estar em pauta. Confira os ônibus mais vendidos no Brasil nos últimos anos e decida bem informado!
Embora não seja uma regra que o mais vendido é o de mais qualidade, trouxemos as principais características e pontos de comparação para esses veículos que se destacaram tanto. Para uma decisão de compra ou renovação, vale tratar o ranking como ponto de partida e comparar também aplicação, rede de atendimento, consumo, conforto, disponibilidade e custos de compra e manutenção. No recorte mais recente confirmado no dossiê, entre janeiro e julho de 2026 foram emplacados 15.682 ônibus no Brasil, com queda de 7,04% no acumulado; a Mercedes-Benz permanecia na liderança do mercado brasileiro de ônibus, seguida pela Volkswagen, segundo dados atribuídos à Fenabrave.
Volkswagen
Depois de vários anos consecutivos na liderança, a Mercedes perdeu o primeiro lugar para a Volkswagen — segundo dados de janeiro e fevereiro de 2021. Foram 795 veículos emplacados durante esse período!
Porém, ao longo do ano, foi perdendo posição novamente e, com os números de vendas entre janeiro e outubro, passou para terceiro lugar na lista. Por isso, os números citados funcionam como um recorte histórico daquele período, e não como um ranking permanente para qualquer compra futura.
A empresa que tem a vertente Volksbus, possui o novo modelo para este ano: 15.190 ODR – ORE3, com capacidade de transportar até 59 pessoas, previsto para o transporte escolar. Ao comparar modelos, avalie se a carroceria, a lotação e a configuração atendem ao tipo de rota que a frota realiza.
Mas a maior novidade está nos modelos 15.190 ODS e 22.280 ODS, combinando tecnologia, conforto e capacidade de passageiros aumentada. Ainda seguindo a linha dos modelos 17.230 ODS e 17.260 ODS, que já possuíam motor dianteiro e suspensão pneumática. Na prática, antes de comprar, compare a capacidade de passageiros com o perfil das linhas, a frequência de paradas, as condições das vias e o custo de manter o veículo disponível.
Mercedes
Após 7 anos líder de vendas (2019) com o modelo OF 1721, a Mercedes iniciou o ano em segundo lugar, com 671 ônibus emplacados nesses dois primeiros meses de 2021. Agora, já está novamente em primeiro lugar, tendo vendido mais de 4300 ônibus até outubro.
O modelo de destaque até então foi o OF 1721, de motor eletrônico OM-924 LA de 4 cilindros e potência de 208 cv a 2.200 rpm. O grande diferencial é a economia no consumo de combustível pelo alto torque em baixas rotações.
Assim como o modelo da Volksbus, possui suspensão pneumática. Além disso, tem sistema de freio ABS, conexão para extração de dados de telemetria e sistema de desligamento automático do motor (EIS).
Este último funciona para viabilizar economia de combustível e redução de poluentes e ruídos desligando o veículo após, no mínimo, 4 minutos de inatividade. Para quem administra frota, esse tipo de característica precisa entrar na comparação junto com manutenção, treinamento de motoristas, disponibilidade de peças e suporte da rede autorizada.
Agrale
Até setembro, tínhamos a Agrale firme em terceiro lugar, com 2.112 ônibus comercializados. Porém, nos meses seguintes, foi ultrapassada pelas marcas Volare, Iveco, Volvo e Scania.
Conhecida por investir em tecnologia na produção de seus modelos, a empresa possui duas linhas: a de Microbus e a de Midibus. Respectivamente, micro-ônibus e chassis compactos — ou seja, a empresa é voltada, principalmente, para operações urbanas e intermunicipais.
Em seus diferenciais, a montadora traz baixo custo operacional, assim como de aquisição. Além de segurança, conforto e eficiência! Para frotas urbanas, esses pontos costumam pesar na comparação entre modelos, principalmente quando a empresa precisa manter disponibilidade ao longo do dia.
Iveco
Em quarto lugar, a Iveco manteve sua posição durante todo o ano. Em outubro, atingiu a marca de 1048 vendas.
Suas linhas de produção contém modelos para fretamento, transporte escolar e transporte urbano no geral, focando em vans e micro-ônibus. Esse posicionamento torna a comparação diferente daquela feita para ônibus maiores: em vez de olhar apenas para o volume de vendas, considere lotação, tipo de embarque, distância média das viagens, facilidade de manobra, consumo e custo de parada.
Volvo
Em quinto lugar no ranking geral, ficou a Volvo. Embora com vendas consideravelmente abaixo dos demais modelos, ainda fica à frente da Agrale — cujas vendas despencaram após um bom início de ano.
Em outubro, a Volvo totalizou a comercialização de 320 veículos. Inclusive, foram lançados dois novos modelos neste ano: o B420R+ e o B450R+. Nada mais que versões mais modernas e tecnológicas dos modelos que já tinham.
Alguns pontos de melhoria foram o sistema de segurança ativa, uma nova caixa de transmissão e um novo sistema de uréia (ARLA). Para empresas que dependem do veículo rodando para cumprir escala, tempo de atividade, produtividade e manutenção também entram na comparação.
Scania
Já a Scania, que começou o ano em último lugar, chegou ao sexto com 175 veículos emplacados — até outubro.
Dentre os modelos mais vendidos do ano, estava o K 400 6×2. Uma opção para operações rodoviárias de média e longa distância, motor 13 litros e alto torque de 2.100Nm.
Também se destacou o K 440 8×2. Um sucesso porque possibilita transportar mais pessoas em linhas interestaduais, visando uma redução de custos gerais da empresa de transportes. Em rotas longas, o custo total da operação costuma pesar tanto quanto a capacidade, o conforto e a disponibilidade do veículo.
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Perguntas frequentes
Qual marca liderou as vendas de ônibus no período analisado?
O que chama atenção no Mercedes OF 1721?
Quais modelos a Volkswagen trouxe de novidade?
Quais marcas focam em micro-ônibus e operação urbana?
O que mudou nos novos ônibus da Volvo?
E as opções para viagens de média e longa distância?
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