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Legislação

Multa sem cinto: valor e regras para frotas

Jade Zart Jade Zart 4 min de leitura
Multa sem cinto: valor e regras para frotas

O uso do cinto de segurança é um dos comportamentos mais simples, porém mais eficazes para garantir a segurança no trânsito.

E, segundo dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), o uso do cinto de segurança pode reduzir em até 75% o risco de morte em caso de acidentes de trânsito.

Ainda assim, muitos motoristas deixam de utilizá-lo, o que, além de aumentar o risco de lesões graves ou fatais, também pode gerar multas e penalidades sobre os veículos da frota.

Se você gerencia uma frota de veículos, entender as regras sobre o uso do cinto e as implicações das multas é essencial para garantir a conformidade e proteger tanto sua equipe quanto a empresa de custos adicionais.

Confira a seguir:

O que diz a lei sobre o uso do cinto de segurança?

No Brasil, o uso do cinto de segurança é regulamentado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e pelas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN). De forma geral, a legislação sobre o cinto de segurança pode ser encontrada nos seguintes artigos e resoluções:

  • Art. 65 do CTB: estabelece que o uso do cinto de segurança é obrigatório para todos os ocupantes do veículo, tanto no banco dianteiro quanto no traseiro, em vias urbanas e rodovias.
  • Art. 167 do CTB: define que o não uso do cinto de segurança por motoristas e passageiros é uma infração grave, sujeita a multa e adição de pontos na carteira de habilitação do condutor.
  • Art. 105, inciso I do CTB: determina que todos os veículos devem ser equipados com cintos de segurança, exceto aqueles que, por legislação, estejam isentos dessa obrigação.
  • Resolução CONTRAN 14/98: reforça a obrigatoriedade do uso do cinto para todos os ocupantes do veículo e especifica quais veículos devem ser equipados com esse dispositivo de segurança.

Portanto, o cinto de segurança é um item essencial de segurança, e sua não utilização pode resultar em penalidades para o motorista e, em casos previstos pela legislação, em retenção do veículo até que o cinto seja colocado pelo infrator.

Qual o valor da multa sem cinto?

De acordo com a legislação vigente, não utilizar o cinto de segurança configura uma infração grave. O valor da multa sem cinto de segurança é de R$ 195,23. Além disso, a infração resulta em cinco pontos adicionados à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) do motorista.

Esse valor pode parecer pequeno em uma primeira análise, mas, ao longo do tempo, o acúmulo de multas dentro de uma frota de veículos pode se tornar um custo alto, especialmente se considerarmos os impactos indiretos, como o risco de suspensão da CNH dos motoristas e o desgaste da imagem da empresa.

Há outras penalidades envolvidas?

Sim, além do valor da multa, há outras penalidades associadas à multa por dirigir sem cinto de segurança. Como mencionado anteriormente, o motorista que for flagrado sem o cinto de segurança em uso receberá cinco pontos na CNH.

Dependendo do acúmulo de pontos, há a possibilidade de suspensão da habilitação, o que inviabiliza o motorista de exercer suas atividades.

Outra penalidade, embora não tão comum, pode envolver a retenção do veículo até que o uso do cinto de segurança seja regularizado. Isso acontece quando o condutor e passageiros se recusam a usar o cinto mesmo após orientação do agente de trânsito.

Quem é o responsável pela multa por dirigir sem cinto de segurança: motorista ou empresa?

Essa é uma dúvida comum, principalmente em casos de frotas corporativas. De acordo com o CTB, ao condutor cabe a responsabilidade pelas infrações decorrentes de atos praticados na direção do veículo. Ou seja, é o motorista que comete a infração que será multado e receberá os pontos na CNH.

No caso de veículos corporativos, se a multa for paga pela empresa, é comum que o valor seja repassado ao motorista infrator, como forma de reforçar a responsabilidade individual.

Entretanto, em frotas corporativas, a empresa tem um papel fundamental na gestão de multas e no controle do comportamento de seus motoristas.

É responsabilidade do gestor de frotas criar uma cultura de segurança, onde o uso do cinto de segurança é priorizado e acompanhado. Algumas medidas que podem ser adotadas incluem o controle recorrente de multas da frota, com registro e acompanhamento das infrações para permitir ações preventivas.

Oferecer treinamentos regulares aos motoristas, reforçando a importância do uso do cinto de segurança, é outra medida comum. Também deve fazer parte dos treinamentos a aplicação de políticas de frota em relação à segurança no trânsito.

Estabelecer regras internas que penalizam o não cumprimento das normas de segurança, incluindo o uso do cinto, e reconheçam motoristas que demonstram boas práticas de condução são ações que colaboram para uma melhor gestão da operação.

Se você quer melhorar o controle de multas da sua frota e evitar custos desnecessários, faça o download da nossa planilha de controle de multas e comece a gerenciar melhor as infrações de trânsito.

Perguntas frequentes

Qual é o valor da multa por dirigir sem cinto de segurança?

O valor é de R$ 195,23, classificado como infração grave pelo Código de Trânsito Brasileiro. Além do valor pago, o motorista também recebe cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação, o que pode ser importante para quem já está próximo do limite de pontos.

O que diz a lei brasileira sobre o uso do cinto de segurança?

O CTB torna o uso do cinto obrigatório para condutor e passageiros em todas as vias do território nacional. O artigo 167 classifica o não uso como infração grave, com penalidade de multa, e o artigo 105 exige veículos equipados com cintos de segurança, salvo exceções previstas em legislação.

Além da multa, existem outras penalidades por não usar o cinto?

Sim. O motorista flagrado sem o cinto recebe cinco pontos na CNH, o que pode levar à suspensão da habilitação se o total de pontos acumulados for alto. Em casos mais raros, o veículo pode ser retido até que o uso do cinto seja regularizado.

Quem é responsável por pagar a multa: o motorista ou a empresa dona do veículo?

Segundo o CTB, o condutor responde pelas infrações decorrentes de atos praticados na direção do veículo. Em frotas corporativas, quando a empresa adianta o pagamento, é comum que esse valor seja cobrado depois do motorista, para reforçar a responsabilidade individual dele.

O cinto de segurança realmente reduz o risco de morte em acidentes?

Sim, a queda no risco é grande. Dados da ABRAMET mostram que, entre motoristas com o cinto afivelado, a chance de morrer num acidente de trânsito cai até 75%. É por isso que esse gesto simples está entre as medidas mais eficazes de segurança viária.

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