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Gestão de frotas

Frota do transporte rodoviário de cargas: do VUC ao bitrem

Jean Zart Jean Zart 5 min de leitura
Frota do transporte rodoviário de cargas: do VUC ao bitrem

O transporte rodoviário de cargas movimenta grande parte das mercadorias no Brasil e é essencial para diversas cadeias produtivas. A frota utilizada nesse tipo de operação é composta por diferentes tipos de veículos, cada um mais adequado a demandas específicas de carga, rota e percurso.

E gerenciar essa frota exige planejamento, controle de custos e uso de tecnologia para obter os melhores resultados. A eficiência no transporte rodoviário e gestão de frotas depende da adoção de boas práticas, do acompanhamento constante da operação e da atenção às regras que se aplicam ao transporte remunerado de cargas em vias públicas.

Quer saber mais? Confira a seguir:

Que tipo de transporte faz a frota do transporte rodoviário de cargas?

A frota de transporte rodoviário de cargas é composta por diferentes categorias de veículos, que variam de acordo com o volume transportado, tipo de carga, distância percorrida e regras de circulação aplicáveis à operação.

E por que é importante conhecer as diferentes possibilidades? Pois a escolha do caminhão certo influencia diretamente no custo da operação, no consumo de combustível e na produtividade da frota. Também ajuda a evitar enquadramentos inadequados quando o veículo ou a combinação de veículos usados no transporte de carga ultrapassa limites de peso e dimensões definidos pelo Contran, situação em que pode ser necessária Autorização Especial de Trânsito expedida pelo DNIT.

Para começar, você pode contar com os veículos leves, utilizados principalmente para entregas urbanas e transporte de cargas menores. Esses incluem:

  • Furgões e vans: comuns na distribuição de mercadorias em cidades.
  • VUCs (Veículos Urbanos de Carga): projetados para circular em áreas com restrições de tráfego.

Depois, também há os caminhões médios e tocos, voltados para distribuição regional e operações de médio porte:

  • Caminhão toco: opção comum em rotas regionais e em entregas que pedem mais capacidade que a de veículos urbanos, sem chegar às composições pesadas.
  • Caminhão ¾: usado no varejo e no transporte de cargas fracionadas.

Além desses, temos os veículos mais pesados, caminhões de grande porte e carretas, mais utilizados no transporte de longa distância e no deslocamento de grandes volumes. Esses podem incluir:

  • Truck (ou caminhão trucado): alternativa de maior porte em relação ao toco, usada quando a operação exige mais capacidade e estabilidade para cargas maiores.
  • Carretas de dois e três eixos: ampliam a capacidade de carga e são comuns em operações interestaduais.
  • Bitrens e rodotrens: combinações de veículos usadas no transporte de carga, citadas pelo DNIT entre exemplos ligados aos limites de peso e dimensões da Resolução Contran nº 882.

Como fazer uma boa gestão da frota do transporte rodoviário de cargas?

A gestão de uma frota de caminhões passa por etapas que vão desde o planejamento estratégico anual, prevendo gastos e demandas sazonais, até a análise de resultados em diferentes áreas, como manutenção e combustível, em uma constante busca das melhores práticas.

Alguns pontos são fundamentais na gestão de frota do transporte rodoviário de cargas:

Controle de custos operacionais

Os custos operacionais da frota de transporte rodoviário de cargas envolvem diversos fatores, como combustível, manutenção, pneus, pedágios, seguros e tributos.

Manter um controle preciso dos custos operacionais permite que gestores de frotas identifiquem oportunidades de economia e otimizem os recursos disponíveis. Esse controle também precisa considerar se a operação depende de inscrição prévia no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas e se o veículo utilizado respeita os limites aplicáveis de peso e dimensões.

Manutenção preventiva e corretiva

Manter a frota em boas condições reduz o risco de falhas mecânicas e custos inesperados com reparos emergenciais. Um plano de manutenção preventiva bem estruturado ajuda a evitar que pequenos problemas se tornem grandes prejuízos.

Além disso, checklists eletrônicos facilitam o acompanhamento do estado dos veículos antes das viagens, garantindo que estejam em conformidade para operar.

O registro detalhado do histórico de manutenções também é essencial, permitindo que gestores identifiquem padrões de desgaste e planejem substituições de peças com antecedência.

Gestão de pneus

O controle adequado dos pneus impacta diretamente a segurança da operação, o consumo de combustível e os custos de manutenção. Por isso, você deve garantir que os pneus estejam sempre calibrados corretamente e dentro dos padrões de desgaste recomendados.

O monitoramento contínuo do estado dos pneus permite prever substituições no momento certo, evitando tanto o desgaste excessivo quanto trocas prematuras que poderiam gerar gastos desnecessários.

Monitoramento e rastreamento da frota

Com o acompanhamento em tempo real dos veículos, é possível otimizar rotas, reduzir desvios e identificar padrões de condução que possam comprometer a eficiência do transporte.

O monitoramento também auxilia na redução de ocorrências como roubos e paradas não autorizadas, além de permitir ajustes estratégicos na operação para melhorar o desempenho dos motoristas e a produtividade da frota.

Cumprimento das regulamentações do setor

Estar atento às exigências legais relacionadas a documentação, limites de peso e regulamentações sobre jornada de trabalho dos motoristas é parte essencial de uma gestão eficiente.

Além de manter a operação dentro da legalidade, o cumprimento das regras também reforça a segurança da frota e contribui para um transporte mais organizado e confiável. No transporte rodoviário de cargas feito por terceiros e mediante remuneração, a legislação trata a atividade como transporte em vias públicas no território nacional, e a operação pode exigir inscrição prévia no RNTRC.

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Perguntas frequentes

Que veículos compõem a frota do transporte rodoviário de cargas?

Os leves atendem entregas urbanas e cargas menores, com furgões e vans na distribuição em cidades e VUCs feitos para circular em áreas com restrição de tráfego. Os médios servem à distribuição regional, como caminhão toco e ¾. Os pesados cobrem longa distância e grandes volumes, com truck, carretas de dois e três eixos, bitrens e rodotrens.

Quanto de carga suportam o caminhão toco, o truck e o rodotrem?

A capacidade depende da configuração do veículo, da combinação usada e dos limites de peso e dimensões aplicáveis. Caminhão toco, truck, carreta, bitrem e rodotrem não devem ser tratados como equivalentes: cada um atende uma faixa de operação diferente. Quando o veículo ou a combinação de veículos usados no transporte de carga não se enquadra nos limites definidos pelo Contran, pode ser necessária AET expedida pelo DNIT.

Por que a escolha do caminhão influencia o custo da operação?

Porque cada categoria de veículo foi pensada para um volume, um tipo de carga, uma distância e uma condição de circulação. Escolher o caminhão certo influencia o custo da operação, o consumo de combustível e a produtividade da frota, além de reduzir o risco de usar uma composição inadequada para os limites de peso e dimensões.

Quais custos entram na gestão da frota de transporte rodoviário?

O custo operacional envolve diversos fatores, como combustível, pneus, manutenção, pedágios, seguros e tributos. Um controle preciso desses itens permite ao gestor identificar oportunidades de economia e otimizar os recursos disponíveis. Esse controle também deve considerar documentação, inscrição no RNTRC quando aplicável e eventuais exigências de autorização para veículos ou combinações fora dos limites definidos.

Como cuidar da manutenção e dos pneus dessa frota?

Uma frota conservada corre menos risco de falha mecânica e de gasto inesperado com reparo emergencial, e um plano preventivo bem estruturado ajuda a impedir que problema pequeno vire prejuízo grande. Checklists eletrônicos facilitam conferir o estado dos veículos antes da viagem, e o registro detalhado do histórico permite identificar padrão de desgaste e antecipar troca de peça. Nos pneus, calibragem correta e desgaste dentro do padrão recomendado afetam segurança, consumo e custo de manutenção.

Que regras do setor a gestão da frota precisa cumprir?

É preciso atenção às exigências legais de documentação, aos limites de peso e à regulamentação sobre jornada de trabalho dos motoristas. O transporte rodoviário de cargas feito por terceiros e mediante remuneração ocorre em vias públicas e pode depender de inscrição prévia no RNTRC. Veículos ou combinações usados no transporte de carga que não se enquadram nos limites de peso e dimensões podem exigir AET do DNIT.

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