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Gestão de manutenção de frotas

Curva PF: o que é e como usar na manutenção

Jade Zart Jade Zart 6 min de leitura
Curva PF: o que é e como usar na manutenção

A curva PF é um recurso para os gestores da frota usarem nas manutenções dos ativos, além de mostrar qual a durabilidade média de um veículo, o que ajuda a entender o tempo previsto para que um serviço de manutenção seja necessário e o quanto ele irá se repetir ao longo do tempo.

No geral, é uma ferramenta ainda pouco utilizada nas frotas, já que você precisa de ações de acompanhamento preditivo ou sensitivo para gerar as informações que constroem essa curva — e esses são de alto custo de implementação.

Mas o método de gestão analítico está se tornando cada vez mais importante e a curva PF faz parte dele. O ponto principal é entender que a sigla reúne dois momentos: o P, de falha potencial, e o F, de falha funcional. Conheça mais a seguir:

O que é a curva PF?

A curva “Potential Failure” e “Functional Failure”, ou curva P-F, como é mais conhecida, é uma ferramenta de gestão de manutenção que mede o intervalo entre uma falha potencial de um equipamento, máquina ou veículo e a falha funcional prevista desse ativo.

Trata-se de um gráfico simples com o objetivo de avaliar a capacidade de desempenho do veículo ao longo do tempo e sua durabilidade média. Para isso, possui apenas dois eixos: o de performance e o de tempo.

Exemplo de curva PF.

Está se tornando mais conhecida no universo das operações de transporte e veículos pelo crescimento do modelo de gestão baseada em dados, trabalhando pelo viés mais analítico do que hipotético.

Também segue os padrões do indicador “RCM” (manutenção centrada na confiabilidade), que é uma estratégia que avalia os ativos individualmente, identificando problemas, tendências de falhas e soluções para cada veículo.

Ambos possuem a mesma intenção: entender por quanto tempo um veículo é seguro, quando uma falha começa a dar sinais e até quando existe espaço para agir antes da perda de função.

Para que serve a curva PF?

Ela serve para avaliar o funcionamento dos veículos ao longo do tempo, dando ao gestor uma visualização da necessidade de serviços de manutenção.

Com essa programação de serviços, é possível evitar que um veículo fique parado para conserto, tanto reduzindo os custos operacionais da frota quanto aumentando a produtividade desta, e, também, gerando uma maior vida útil do veículo.

De maneira geral, ajuda a antecipar falhas e soluções, prevendo os problemas antes que aconteçam. Na prática, a curva ajuda a separar o momento em que os primeiros sinais aparecem do momento em que o ativo já não cumpre sua função, o que orienta uma janela de intervenção mais realista.

Por que a curva PF é importante?

Pois ela contribui para a economia da frota, maior durabilidade dos veículos e melhor conservação deles ao longo do tempo de utilização.

Ainda mais, ela demonstra sua importância ao gerar as informações de fácil visualização para que a análise de confiabilidade aconteça.

Conforme é possível identificar que uma falha oculta se transforma em falha potencial, algumas ações preventivas podem ser tomadas. Da mesma maneira, quando a falha potencial se aproxima da falha funcional, está na hora de tomar alguma decisão diferente e avaliar se vale a pena manter o veículo em funcionamento até a intervenção planejada.

Como funciona a curva PF?

Ela funciona a partir de dois eixos, um vertical que representa o desempenho do veículo e um horizontal, que representa o tempo de utilização. Todos os veículos começam no topo da performance e vão reduzindo ao longo do tempo.

O papel do gráfico é mostrar qual é esse tempo, para que o gestor tenha as informações necessárias para aplicar as manutenções no tempo certo.

O ponto P representa a falha potencial: o momento em que já existe um sinal inicial de que algo pode falhar. O ponto F representa a falha funcional: o momento em que o ativo deixa de entregar a função esperada. O intervalo P-F é justamente o tempo entre esses dois pontos, e a frequência de inspeção precisa ser menor do que esse intervalo para que a equipe consiga detectar o sinal e agir antes da falha funcional.

Como coletar os dados para alimentar esse gráfico?

Para que a curva seja criada, é preciso aplicar ações de manutenção preditiva, como as medições de temperatura, análise de vibrações do veículo, medições por ultrassom e monitoramento de ruídos.

Com a análise de dados, é possível fazer a previsão de falha do veículo e incluir essa informação na curva. Dessa forma, gerando uma previsão do período completo de vida útil do ativo.

Essas práticas também ajudam a detectar sinais de alerta com antecedência e a apoiar ações corretivas antes que o problema chegue à falha funcional. Quando a operação não tem instrumentação para isso, ainda vale revisar a rotina de inspeção, registros de oficina e histórico de manutenção para reduzir pontos cegos.

Como usar a curva PF na gestão de manutenção?

Há três principais maneiras que você pode utilizar essa curva na sua frota. Elas são para:

1 – Identificar erros e falhas no processo de manutenção atual

Se você ainda passa por muitas perdas de peças e veículos sem aproveitar a vida útil deles, ou possui custos muito altos de serviços de correção, existe uma grande possibilidade de haver falhas na rotina de manutenção da frota.

Por exemplo, está faltando consistência na inspeção dos veículos ou os motoristas estão deixando de registrar informações importantes para identificar falhas no funcionamento deles.

Com a curva PF, o acompanhamento se torna mais próximo e as análises realizadas através das ações preditivas são mais eficientes.

2 – Providenciar as ferramentas necessárias para a manutenção preditiva da frota

Caso ainda não tenha os instrumentos necessários para realizar as manutenções da frota e construir a curva do potencial de falha dos veículos, então precisa ir atrás delas. Os sensores de vibração e ruídos sonoros, por exemplo, são fundamentais para que a análise preditiva seja concretizada.

Identifique quais são as maiores necessidades para a sua operação e utilize seus recursos da maneira mais eficiente possível. Também avalie a capacidade da rotina de inspeção: se o intervalo entre uma verificação e outra for maior do que o intervalo P-F, há risco de a falha passar despercebida até chegar à perda de função.

3 – Programar serviços de manutenção com precisão

De maneira geral, se for identificado que existe um intervalo P-F estimado para determinado ativo, esse intervalo ajuda a definir quando inspecionar e quando programar a intervenção. Ele não deve ser tratado como um prazo máximo exato e isolado, porque a decisão depende do ponto em que a falha potencial foi detectada e do tempo restante até a falha funcional prevista.

Ao invés de trabalhar em cima de suposições, você ganha informações concretas para planejar com mais exatidão todas as ações da frota.

Confira outras dicas para tornar a gestão de manutenção da sua operação ainda melhor em nosso Guia da Gestão de Manutenção.

Perguntas frequentes

O que é a curva PF?

É uma ferramenta da gestão de manutenção usada para avaliar o intervalo entre uma falha potencial e a falha funcional prevista de um equipamento, máquina ou veículo. Trata-se de um gráfico simples, com dois eixos — performance e tempo —, cujo objetivo é mostrar como a capacidade de desempenho do veículo se comporta com o tempo, além da durabilidade média. O P se refere à falha potencial e o F, à falha funcional.

Para que serve a curva PF na gestão de manutenção?

Serve para acompanhar o funcionamento dos veículos com o passar do tempo e dar ao gestor uma visão da necessidade de serviços de manutenção. Programando os serviços, dá para evitar que o veículo fique parado no conserto, o que reduz os custos operacionais da frota, aumenta a produtividade e ainda prolonga a vida útil do veículo. No geral, é um recurso para antecipar falhas e prever problemas antes que eles cheguem à falha funcional.

Como funciona a curva PF?

Funciona a partir de dois eixos: o vertical representa o desempenho do veículo e o horizontal, o tempo de utilização. O ponto P marca a falha potencial, quando aparecem os primeiros sinais de problema; o ponto F marca a falha funcional, quando o ativo deixa de cumprir a função esperada. O intervalo entre P e F orienta a inspeção e a manutenção antes da perda de função.

Como coletar os dados para montar a curva PF?

O caminho é adotar ações de manutenção preditiva, como análise de vibrações, medições de temperatura e de ultrassom e acompanhamento de ruídos do veículo. Com a análise desses dados, dá para detectar sinais de alerta, prever a falha e levar essa informação ao gráfico, o que projeta o ciclo completo de vida útil do ativo. Instrumentos como sensores de vibração e de ruídos sonoros podem ser importantes para essa etapa.

Como usar a curva PF na frota?

Há três principais maneiras. A primeira é localizar erros e falhas na rotina de manutenção que já existe, como falta de consistência na inspeção dos veículos ou motoristas que deixam de registrar informações importantes. A segunda é providenciar os instrumentos necessários para a manutenção preditiva da frota. A terceira é programar inspeções e serviços considerando o intervalo P-F, sem tratar um exemplo de horas como prazo máximo universal.

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