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Gestão de pneus

Controle de pneus de ônibus: como fazer na frota

Luiz Felipe Luiz Felipe 5 min de leitura
Controle de pneus de ônibus: como fazer na frota

É comum quem chega em um post sobre controle de pneus de ônibus buscar informações sobre economia e redução de custos na frota.

Mas, por que isso acontece?

Bom, porque os pneus representam cerca de 18% dos custos operacionais da transportadora, segundo a Associação Brasileira de Engenharia de Produção. Muitas vezes, inclusive, a empresa perde pneus antes da hora.

Contudo, ao conhecer e aplicar as táticas de uma boa gestão de pneus, esses custos podem ser reduzidos de forma expressiva, principalmente quando a frota deixa de decidir apenas por impressão e passa a registrar histórico de uso, pressão, sulcos, reformas e custos.

Agora…

Como marcar os pneus para controle?

A marcação de pneus é feita para que o controle seja efetivo. Você precisa ter algum tipo de código que dê uma identidade única para cada peça e permita acompanhar o pneu durante a vida útil, inclusive quando ele muda de posição, passa por manutenção ou vai para reforma.

Não são todas as marcas, mas, em alguns modelos, há um registro na lateral do pneu com a escrita “mark tire here”. Esse é o espaço mais indicado para fazer a marca de fogo, porque já foi previsto para esse tipo de identificação.

Caso o pneu não tenha essa inscrição, evite escolher um ponto que possa cobrir ou confundir marcações importantes do pneu, como a marca do fabricante, a dimensão, o índice de carga, o DOT ou os indicadores TWI. O melhor caminho é criar um padrão de identificação legível e repetível, sem disputar espaço com essas informações.

O aparelho usado para realizar essa marcação é o marcador elétrico para pneu. É uma tarefa que pode ser realizada tanto na própria frota quanto em um serviço por terceiros. Basta ter o equipamento necessário e um padrão de codificação que não se repita, seja legível e possa ser registrado no controle escolhido pela empresa.

Como fazer o controle de pneus de ônibus?

Para um controle de pneus que gera a economia esperada, você primeiro tem que investir algum tempo no seu planejamento.

O que incluir no planejamento?

Deve ser a primeira coisa passando pela sua cabeça. Nessa hora, você precisa, por exemplo, analisar os custos atuais que tem com os seus pneus para poder colocar objetivos e metas com o novo meio de controle que selecionar.

Além disso, precisa identificar quantos pneus são perdidos mensalmente, qual o tempo médio de vida deles, em quais veículos eles rodam e quais ocorrências aparecem com mais frequência. Essas informações ajudam a separar problema de compra, falha de manutenção e desgaste esperado da operação.

De qualquer maneira, um próximo passo seria escolher e implementar um sistema de controle de pneus de ônibus — os mais recomendados são a planilha ou o software. A planilha pode funcionar em frotas menores e com pouca movimentação, enquanto o software tende a facilitar o histórico, a consulta por pneu e a padronização dos registros.

A implementação deve ter como uma “sub-tarefa” o treinamento de motoristas e demais responsáveis pela inspeção e cuidados com pneus. Além de aprenderem a usar o método de gestão, devem sempre receber instruções sobre direção defensiva, segurança no trânsito, identificação de anomalias, comunicação de danos e registro correto das informações.

No mais, o seu controle de pneus de ônibus precisa criar rotinas de aferição, calibragem, rodízio e qualquer outro serviço relacionado aos cuidados com pneus. A pressão ideal varia de acordo com fatores como a dimensão do pneu e o eixo em que ele é utilizado, e a pressão abaixo da recomendada aumenta a resistência do pneu ao rolamento. A calibragem periódica ajuda a manter esse cuidado na rotina; há fabricante que recomenda fazer a calibragem a cada 15 dias, sempre respeitando a realidade da operação e a orientação técnica aplicável.

Com planejamento, tudo será distribuído em um cronograma bem organizado.

Como escolher os melhores pneus para a frota?

Essa pergunta é uma que se escuta muito mesmo. E vamos responder da maneira mais simples possível, ok?

Primeiro, para escolher qualquer pneu, você precisa considerar três informações iniciais:

  1. O tamanho do pneu compatível com o ônibus, verificando a dimensão indicada no próprio pneu;
  2. O tipo de banda de rodagem do modelo, de acordo com o piso predominante da rota (asfalto, areia, pedra, terra ou operação mista);
  3. A severidade de uso e a capacidade de carga indicada para o pneu.

A severidade continua sendo uma referência útil, mas não deve virar uma regra absoluta de “pneu duro para cidade” e “pneu leve para rodovia”. Antes de decidir, confira as marcações do pneu, como dimensão e índice de carga, e observe também a etiqueta que mostra, em escala de A até G, o impacto daquele pneu no consumo de combustível do veículo.

  • Em viagens urbanas, com muita aceleração e frenagem, a frota costuma olhar com mais atenção para durabilidade, desgaste e rotina de manutenção.
  • Em operações mistas, o pneu precisa equilibrar desempenho em diferentes pisos, sem perder aderência nem comprometer a durabilidade.
  • Em rotas rodoviárias longas e asfaltadas, entram no cálculo o consumo de combustível, a regularidade da calibragem e o tipo de banda indicado para essa aplicação.

Depois, também há os pneus mistos, que são mais indicados para estrada que mistura asfalto e terra, já que têm uma resistência um pouco melhor e ainda mantêm bom desempenho na estrada “comum”. Mesmo assim, a decisão deve considerar as marcações do pneu e os dados que a frota já tem sobre uso, pressão, sulcos, reformas e custo.

Agora, para escolher o MELHOR pneu, só tem uma coisa que você pode fazer:

COLETAR DADOS!

Ao ter um histórico de profundidade dos sulcos e pressão dos pneus, assim como de informações como o valor de compra e de reforma (mais a quantidade de reformas realizadas), o sistema consegue calcular o CPK de cada pneu — o custo por quilômetro. Esse histórico também ajuda a comparar modelos sem depender apenas da percepção de quem está acompanhando a operação no dia a dia.

Esse valor (CPK) indica qual pneu tem o melhor custo-benefício para cada operação (ou veículo) da sua frota.

E como isso é possível?

Com um software de gestão de pneus que ainda inclui um aferidor digital. Você tem acesso ainda a um sistema que te entrega relatórios prontos e uma base de conhecimento inestimável.

Que tal conhecer melhor esse sistema? Veja todas as funcionalidades e benefícios do controle de pneus de ônibus digital!

Perguntas frequentes

Como marcar os pneus de ônibus para controle?

Grava-se um código único no pneu com um marcador elétrico, preferencialmente na área indicada para marcação, como a inscrição “mark tire here”. Quando essa indicação não existe, a marcação deve evitar cobrir ou confundir informações importantes do pneu, como marca do fabricante, dimensão, DOT, TWI e índice de carga.

Quanto os pneus pesam nos custos de uma transportadora?

Segundo a Associação Brasileira de Engenharia de Produção, os pneus respondem por cerca de 18% dos custos operacionais de uma transportadora. Como esse peso é alto, aplicar boas práticas de gestão de pneus pode reduzir despesas de forma expressiva.

Como escolher o pneu certo para um ônibus?

É preciso considerar a dimensão compatível com o veículo, o tipo de banda de rodagem indicado para o piso da rota, a severidade de uso e a capacidade de carga indicada para o pneu. A etiqueta de eficiência também ajuda a comparar o impacto no consumo de combustível.

O que é o CPK de um pneu?

CPK é o custo por quilômetro rodado de cada pneu. Ele é calculado cruzando o histórico de profundidade dos sulcos e pressão com o valor pago na compra e nas reformas, e indica qual pneu tem o melhor custo-benefício para cada veículo da frota.

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