Lançamento: Conheça a Gestão de Multas na Prolog e pare de perder tempo.Lançamento: Gestão de MultasConhecer o móduloConhecer
Gestão de pneus

Calibragem com nitrogênio: quando vale para a frota

Luiz Felipe Luiz Felipe 6 min de leitura
Calibragem com nitrogênio: quando vale para a frota

Pouco se fala em calibrar pneus com nitrogênio, pois ainda é uma alternativa menos comum na rotina do transporte brasileiro. Por isso, vale separar o que muda de fato na manutenção dos pneus e o que continua dependendo de verificação periódica.

A calibragem está presente na rotina da gestão de pneus, sendo necessário aferi-los com regularidade, por questões de segurança e estabilidade do veículo, e calibrar sempre que necessário. A pressão correta continua sendo a recomendada pelo fabricante do veículo ou do pneu.

O nitrogênio pode ser utilizado como alternativa para manter a pressão por mais tempo, mas não elimina a necessidade de controle. Conheça:

Qual a diferença de calibrar pneus com nitrogênio e ar comprimido?

O ar-comprimido, utilizado na calibragem comum em postos de combustíveis, já é composto majoritariamente por nitrogênio: quase 79% do ar é nitrogênio. Ainda assim, por trazer também oxigênio e outros componentes, ele tende a perder pressão com mais facilidade do que uma calibragem feita com maior concentração de nitrogênio.

O diferencial do nitrogênio está na substituição do oxigênio. Como menos ar escapa dos pneus, a pressão de inflação tende a permanecer mais alta por mais tempo. Isso pode reduzir a frequência de calibragem, desde que a frota mantenha inspeções e medições regulares.

A comparação não deve ser entendida como dispensa de acompanhamento. Pneus calibrados com ar ou nitrogênio precisam seguir a pressão indicada pelo fabricante, e a manutenção da pressão não é garantida em nenhuma das duas opções.

Calibrar pneus com nitrogênio é mais vantajoso?

Em alguns casos, sim, pode ser vantajoso. Por exemplo, para veículos que viajam muito e para empresas de transporte que desejam reduzir paradas operacionais relacionadas à calibragem e manter uma rotina mais previsível de pressão dos pneus.

Como o nitrogênio ajuda a pressão a permanecer mais alta por mais tempo, ele pode fazer sentido quando a operação tem dificuldade de manter uma frequência adequada de conferência. Mesmo assim, a decisão precisa considerar custo, disponibilidade do serviço, acesso a calibradores confiáveis e capacidade de registrar as verificações na rotina da frota.

O uso do nitrogênio não deve ser vendido como garantia de economia fixa, aumento certo de vida útil ou redução automática de furos. A pressão adequada é um fator importante para segurança e desempenho, mas os resultados dependem do estado do pneu, da aplicação, da carga, das rotas, da forma de condução e da manutenção realizada.

Contudo, por ainda não ser tão popular no Brasil, pode ser difícil encontrar locais que possuem o gerador de nitrogênio para calibragem. Quando a rota não oferece pontos de apoio, a frota pode acabar rodando mais tempo sem a pressão adequada, o que gera risco de danos aos ativos.

Ou seja, é preciso analisar bem se esse investimento vale a pena considerando não apenas as economias que pode gerar, mas certificando-se de que a região das rotas realizadas possui um ponto de calibragem ou se você pode instalar um gerador de N² na sua garagem, e assim por diante.

Visualize todos os cenários possíveis antes de tomar uma decisão, incluindo a frequência real de medição, a confiabilidade do manômetro usado na calibragem e a disciplina da equipe para corrigir desvios de pressão.

A pressão utilizada para calibrar com nitrogênio é a mesma?

Sim, é a mesma. O que é diferente é a maneira em que a calibragem acontece e a forma como a pressão tende a se manter ao longo do tempo.

Na primeira vez que você calibrar pneus com nitrogênio, é necessário retirar o ar-comprimido, realizar o vácuo do pneu e, só após isso, adicionar o nitrogênio. Se houver necessidade operacional, nitrogênio e ar comprimido podem ser misturados, mas isso reduz a pureza do nitrogênio e deve ser tratado como solução prática, não como substituto de uma rotina de manutenção.

Todo esse trabalho costuma ser realizado por um único aparelho. Depois que o ativo já possuir calibragem por nitrogênio, o processo pode ficar mais simples, mas a frota ainda precisa conferir a pressão com equipamento confiável e manômetro funcionando corretamente.

De maneira geral, para calibrar com nitrogênio, é recomendável ir até uma mecânica especializada e identificar, também, os locais em que você pode fazer isso para cada estado brasileiro. A leitura de pressão fica mais precisa quando os pneus estão frios, então a rotina deve prever o momento adequado da medição.

Como definir a melhor calibragem de pneus para a frota?

Para escolher o melhor método de calibragem para a sua frota, entenda bem as suas opções e avalie todos os ângulos possíveis. Pergunte, por exemplo:

  • Qual será o custo adicional de calibrar com nitrogênio?
  • Qual pode ser a economia gerada na rotina de paradas, manutenção e pneus?
  • A frota consegue verificar a pressão com regularidade, mesmo usando nitrogênio?

Num contexto geral, calibrar pneus com nitrogênio pode ser considerado uma otimização do processo. Contudo, como falamos, é preciso analisar com cuidado as suas alternativas para entender se realmente vale a pena utilizá-lo na sua operação.

Embora a estabilidade da pressão possa ajudar a reduzir problemas relacionados à baixa calibragem, você pode pensar nos veículos da frota em duas situações distintas:

  1. Aqueles que fazem viagens locais e urbanas.
  2. Aqueles que viajam a longa distância e passam por maiores variações climáticas e de solo.

Você pode fazer alguns testes e rodar com pneus calibrados com nitrogênio em ambos momentos para entender se compensa ao seu negócio ou não. Geralmente, os deslocamentos curtos tendem a trazer menos diferença operacional, principalmente quando a frota já consegue verificar a pressão de duas a quatro semanas e corrigir desvios rapidamente.

Já para rotas mais longas, o nitrogênio pode trazer um benefício importante: reduzir a necessidade de paradas para calibrar os pneus na estrada, sem eliminar a conferência periódica.

Ainda assim, utilizar esses métodos e compará-los para responder às questões que exemplificamos é o melhor ponto de partida para descobrir a melhor opção para a sua frota. O ideal é registrar resultados por tipo de rota, pneu, carga e intervalo de verificação, evitando decidir apenas pela promessa de economia.

Curiosidades sobre calibrar pneus com nitrogênio

Além de todas as vantagens e características já mencionadas, há algumas informações que você pode gostar de saber sobre calibrar pneus com nitrogênio:

  1. Ele ajuda a pressão de inflação a permanecer mais alta por mais tempo, porque substitui parte do oxigênio presente no pneu.
  2. Pneus podem ser projetados para entregar o desempenho esperado quando inflados com ar ou nitrogênio, desde que a pressão recomendada seja respeitada.
  3. O ar comprimido já contém muito nitrogênio, o que ajuda a explicar por que a diferença entre os métodos depende da aplicação e da disciplina de manutenção.
  4. Nitrogênio e ar comprimido podem ser misturados quando necessário, embora a mistura reduza a concentração de nitrogênio no pneu.

Agora que você já entendeu os métodos de calibrar pneus, descubra também como saber a pressão ideal dos pneus da frota.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre calibrar com nitrogênio e com ar comprimido?

O ar comprimido já contém quase 79% de nitrogênio, mas também leva oxigênio e outros componentes. Na calibragem com nitrogênio, a substituição do oxigênio ajuda a reduzir a perda de ar e a manter a pressão mais alta por mais tempo. Mesmo assim, pneus com ar ou nitrogênio precisam seguir a pressão indicada pelo fabricante.

Quanto custa calibrar com nitrogênio e o que se ganha?

O custo varia conforme a região, o fornecedor e a estrutura da operação. O principal ganho potencial é reduzir a perda de pressão ao longo do tempo, o que pode tornar a rotina de calibragem mais previsível. Não é correto tratar o nitrogênio como garantia de economia fixa, mais vida útil ou menos furos sem medir os resultados da frota.

A pressão de calibragem muda com o nitrogênio?

Não. A pressão recomendada continua sendo a indicada pelo fabricante do veículo ou do pneu. O que muda é o processo de enchimento e a tendência de manutenção da pressão. Quando necessário, nitrogênio e ar comprimido podem ser misturados, mas a mistura reduz a concentração de nitrogênio.

Vale a pena para qualquer tipo de rota?

Não necessariamente. Em rotas curtas e urbanas, a diferença pode ser pequena quando a frota já verifica a pressão com regularidade. Em rotas longas, o nitrogênio pode ajudar a reduzir paradas para calibragem, desde que a operação mantenha controle periódico e acesso a pontos de serviço.

Onde encontrar nitrogênio para calibrar os pneus?

A disponibilidade depende da região e da estrutura de atendimento. O recomendável é mapear mecânicas especializadas, postos ou fornecedores que trabalhem com o serviço nas rotas usadas pela frota. Outra possibilidade é avaliar um gerador de N² na garagem, se o volume de pneus justificar o investimento.

O nitrogênio serve para qualquer pneu e é seguro?

Pneus podem ser projetados para entregar o desempenho esperado com ar ou nitrogênio, desde que a pressão recomendada seja respeitada. O ponto mais importante para a segurança é manter a pressão correta, medir com calibrador confiável e fazer a leitura em condições adequadas, de preferência com os pneus frios.

// newsletter

Conteúdo de gestão de frotas, direto no seu e-mail

Artigos sobre pneus, manutenção e operação de frotas. Sem spam.

Leia também